segunda-feira, dezembro 29, 2008

Onde está a esquerda Israelo-Palestiniana?



Durante a minha vida de nómada europeu convivi com refugiados israelitas palestinianos ateus, israelitas católicos, com libaneses muçulmanos, libaneses ateus, palestinianos muçulmanos e sei lá que mais! Amizades duradouras, amizades fugazes, colegas de trabalho e co-autores de artigos científicos ouvi-os durante anos sobre a questão israelo-palestiniana. Algumas das histórias eram duras e deixaram sequelas físicas. As opiniões sobre o conflito eram diversas, mas eram comuns num ponto: a solução não passava pela disputa da fronteira ao centímetro e só poderia ser de cariz diplomático.

Até hoje, a única ocasião em que essa solução foi conseguida deve-se ao esforço quer da esquerda palestiniana quer da esquerda israelita. Por muito criticáveis que sejam, o que é certo é que Rabin ou Arafat conseguiram (com ajuda, mas a diplomacia é assim mesmo) o que mais ninguém conseguiu. Desde então, Rabin foi assassinado por extremistas fanáticos cujo objectivo de boicotar o processo de paz foi plenamente conseguido e Arafat morreu deixando caminho livre à extrema-direita e aos fanáticos do Hamas (preferia não ter razão, caro Francisco). Com a direita dura, a extrema-direita e os fanáticos quase todos no poder em Israel e na Palestina, a guerra a meio-gás é a solução ideal para se perpetuarem no poder. E a vitimização é uma arma que ambas as partes empregam com maestria. Eles sabem muito bem o que fazem. Os mísseis de Israel dão votos ao Hamas e os rockets do Hamas dão votos à direita dura e 'a extrema-direita israelita. Aliás, não me admirava nada se o espectro político das duas partes se deslocasse ainda mais para a direita. Há bem pior do que o Kadima em Israel e dentro do Hamas há quem considere os actuais governantes como traidores. E é exactamente a palavra traidor que tem sido a palavra-chave dos extremistas. Segundo o seu assassino Rabin era um traidor e Arafat sempre foi um traidor para o Hamas (apesar de estes terem sido apoiados por Israel). Todos os que tentarem um processo de paz naquela zona serão forçosamente traidores. É uma lógica que só deixa de fora do conceito de traidor os mais sanguinários e os mais fanáticos, esses serão sempre virgens puras intocáveis.

A região entrou num processo de retro-realimentacao positiva que desloca sucessivamente o espectro partidário para o fanatismo e a ortodoxia, que cultiva a paranóia colectiva e a vitimização. Para além de uma intervenção da ONU, só vejo uma solução para quebrar este ciclo vicioso. Seria algo como uma união das esquerdas israelo-palestinianas e da minoria de direita que acredita na diplomacia num programa político comum para a resolução do conflito; num compromisso de paz pré-eleitoral que deixasse apeados os amigos dos mísseis e dos rockets, que os isolasse. Assim cada rocket e cada míssil disparado antes das respectivas eleições teria um valor político muito mais reduzido. A esquerda europeia poderia dar uma valiosa ajuda nesse difícil combate interno, sobretudo depois da eleição de um presidente dos EUA de "esquerda". Convém relembrar que foi justamente com um presidente americano de "esquerda" que Rabin e Arafat assinaram os acordos de Oslo.

sábado, dezembro 27, 2008

Prazeres de 2008: filmes

[REC] Regista o medo de Paco Plaza e Jaume Balaguero


Sendo um cliente muito difícil do género filme de terror fantástico fiquei completamente rendido a este "[REC] Regista o medo" de Paco Plaza e Jaume Balaguero. Muito bem filmado, com um argumento bem articulado que consegue manter quase na perfeição a intensidade do filme até ao último minuto. Sublinho intensidade do filme e não suspense, é na intensidade que este filme espanhol se destaca dos demais no género fantástico.

Loft de Erik Van Looy


"Loft" do belga Erik Van Looy é um filme que ainda nao vos apresentei aqui na Klepsýdra (nao tardará muito). Loft é um policial negro imperdível que confronta uma série de personagens altamente sofisticadas num jogo entre amigos em que predomina o lado mais animal do comportamento humano...

quarta-feira, dezembro 24, 2008

O 1910

Reza a lenda que o bar 1910 é o único bar de Coimbra que está aberto na noite da Natal,

reza a lenda que é o último reduto de resistentes, de sem-família, de almas perdidas, de putas e de aleijados,

reza a lenda que é abrigo de gente mal amada, de gente que nunca soube amar, de mimados e de almas ingénuas que amaram demais.

Nosso Senhor Jesus Cristo, esse de que rezam as lendas, passaria certamente o Natal no 1910.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Deux choses qui méritent d'être vécues

"... il y a deux choses - pas trois, pas quatre, deux - qui m'ont paru mériter d´être vécus: aimer, d'abord; je veux dire aimer au sens strict; aimer au sens d'aimer les femmes; et puis écrire, juste écrire, passer des nuits, des jours, encore des nuits, sur mon établi de mots, à faire que pâte lève, que la forme vienne et que mes petites colonnes de signes tiennent à peu près debout (...) Pourquoi écrivez-vous? Parce qu'on ne peut pas faire l'amour toute la journée. Pourquoi faites-vous l'amour? Parce qu'on ne peut pas écrire toute la journée."

"Ennemis publics", Bernard-Henri Lévy, Flammarion, pag. 251

Jeremy Rifkin sobre os automóveis eléctricos

É o tema da minha crónica deste fim-de-semana no portal Esquerda.net.

sábado, dezembro 20, 2008

Sábado em Coimbra XLII: o blogue do Tó Zé

Para muitos dos meus leitores de Coimbra o Tó Zé dispensa apresentações. O Tó Zé é um dos poucos conimbricenses que trata a cidade por tu, conhece-lhe as manhas, os delírios, sabe de cor o programa das festas e os recantos onde ocorrem performances maradas.
O Tó Zé tem um blogue: Por Mão Própria.

Sábado em Coimbra XLI

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Dióxido de carbono descoberto num exoplaneta



Graças ao Telescópio Espacial Hubble foi possível detectar pela primeira vez dióxido de carbono na atmosfera de um exoplaneta. O exoplaneta HD 189733b, de tamanho comparável a Júpiter, é demasiado quente para permitir a existência de vida como a conhecemos na Terra. No entanto, esta descoberta constitui um excelente exercício para detectar compostos químicos como o CO2 que poderão estar associados à existência de vida noutros planetas.

Prisão perpétua para Theoneste Bagosora

Pouco a pouco se vai fazendo alguma justiça às vítimas do genocídio do Ruanda. Theoneste Bagosora foi condenado a prisão perpétua, mas entre os principais responsáveis do genocídio ainda são muitos os que escapam à justiça.
Apesar tudo, este caso demonstra a diferença considerável entre os tribunais da ONU e a justiça texana, ilustrada por esse espectáculo degradante e pouco pacificador que foi o julgamento de Saddam ou por esse processo medieval que ainda decorre em Guantanamo.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Revolução verde para combater a crise

(Publicado no Cinco Dias)
Jeremy Rifkin, presidente da Foundation on Economic Trends e autor do livro "O Sonho Europeu" que ganhou actualidade com a presente crise, apela neste artigo a uma revolução verde para combater a actual crise. A solução proposta por Rifkin tem a virtude de responder igualmente ao problema levantado pelo Relatório Stern, que alerta para os custos consideráveis para a economia resultantes dos efeitos directos e indirectos do aquecimento global. Rifkin propõe a massificação da utilização de novas tecnologias mais limpas no sector automóvel, em particular a banalização da utilização de tomadas para veículos eléctricos nas paragens das auto-estradas e nos parques de estacionamento, onde a associação estratégica entre empresas do sector automóvel e a indústria de produção de electricidade poderia ter um papel importante na aceleração do processo. Rifkin ilustra o seu discurso citando os exemplos actuais de associação entre a Toyota e a EDF e a Daimler e RWE.
Relembro que o insucesso de anteriores projectos de automóveis eléctricos se deveu em grande parte à diversidade e à incompatibilidade de sistemas utilizados, bem como à rapidez com que os referidos sistemas se tornavam obsoletos, desvalorizando os automóveis eléctricos usados a níveis preços que impossibilitavam a sua revenda por parte dos particulares.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Das pirâmides de Gizé à pirâmide de Madoff

As Pirâmides de Gizé foram construídas por milhares de escravos, sob o estalar de chicotes e de vergastadas. A beleza da Pirâmide de Madoff é que foi construída por ricos, por muito ricos, por homens livres e informados, pelos faraós do nosso tempo. Acho que a Pirâmide de Madoff deveria ser promovida imediatamente a maravilha do mundo.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

O Mestre

Le Maître. Era desta forma que o director do cinema Odyssée de Estrasburgo - cidade onde vivi quatro anos - se referia a Manoel de Oliveira. O Odyssée fazia questão de apresentar as estreias nacionais do Mestre, convidava actores, realizadores, críticos e a première de um Oliveira era sempre uma soirée especial. Foi nessa altura que percebi a verdadeira dimensão internacional da obra de Manoel de Oliveira, que só tinha paralelo entre os autores portugueses no cinema de João César Monteiro. Na prática, para o resto do mundo estes são os únicos realizadores portugueses que existem. É uma pena, mas espero que as carreiras de João Botelho, de Joaquim Sapinho ou de Pedro Costa me desmintam um dia.



Para além da qualidade do cinema de Manoel de Oliveira, há outra característica que aprecio no autor: a sua permanente capacidade de deslumbramento. Num país que é diariamente bombardeado pelas crónicas da escola de Vasco Pulido Valente, o narrador omnisciente enfadado, que já sabe tudo o que aconteceu, o que acontece e o que acontecerá, dá-me um gozo bestial este jovem de 100 anos que faz um manguito a esse estado de espírito e que continua a entusiasmar-se com o que extrai da literatura, das vidas das jovens mulheres e de gandas malucos como o Pedro Abrunhosa. Este vídeo em que Wim Wenders filma Oliveira a imitar o Charlot é um exemplo perfeito desse jovem Oliveira entusiasta, humorado, que continua a apreciar cada segundo de vida.

Agustina e Leonor
Estas são as duas grandes mulheres que contribuíram em parte para o sucesso do Mestre. A qualidade dos romances da Agustina Bessa-Luís e a interpretação de Leonor Silveira, que na minha opinião é de longe a melhor actriz portuguesa, são a base do melhor que Oliveira produziu para a sétima arte.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Sobre a tolerância à asneira

(Publicado no Cinco Dias)
Este fim-de-semana o nosso serviço público radiofónico transmitiu durante quase uma hora a entrevista de Fernando Alvim a Alexandra Solnado, autora do livro "Mais Luz". Dentro do género a entrevista nem foi das piores, o tom jocoso do apresentador tentou transmitir algum cepticismo sobre a cavaqueira que Alexandra Solnado entretém com Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, o problema reside na frequência com que personagens como a dita entrevistada aparecem no nosso espaço público e pior é quando se atribui a essas personagens absoluta credibilidade por defeito. Lembram-se da astróloga do programa Praça da Alegria da RTP?

Vivi em países em que existe algum espírito crítico no espaço público e por isso habituei-me a ver essas personagens que contactam com o além restringidas às prateleiras das livrarias dedicadas ao esoterismo, aos yogas e às medicinas placebo. Quando muito tinham o seu espaço mais mediático em canais de televisão especializados onde vendiam diariamente a sua banha da cobra. Geralmente, nas ocasiões em que essas personagens tentavam conquistar o espaço público eram cilindradas imediatamente por especialistas (médicos, astrónomos, psicólogos, historiadores, etc.), davam meia volta e regressavam ao seu habitat natural! Em Portugal raramente é assim. Estamos mal habituados, estamos habituados a tolerar a asneira, toda a asneira, desde a asneira do astrólogo até à asneira do típico xico-esperto lusitano.

Desde há longos anos que assumi entre as minhas obrigações de investigador divulgar ciência e combater a desinformação científica no espaço público. Fazer divulgação científica é um trabalho muito gratificante, um trabalho em que transmitimos uma imagem simpática. Combater a desinformação é um trabalho em que poucos dos meus colegas se aventuram, porque é trabalho sujo, em que é preciso estar disposto a vestir o fato de macaco e a calçar um par de luvas. Recordo as vivas discussões que tivemos na SPA sobre se deveríamos intervir contra este ou aquele charlatão. Cada vez que me empenhei no combate à desinformação estava perfeitamente consciente de que não iria ser bonito. Já se sabe que em boa parte dos casos não se vai lá com falinhas mansas, é preciso ir à bruta. Nesses casos os visados e os seus procuradores acusaram-me de muita coisa: cartesiano, fundamentalista, dogmático, mau feitio, inquisidor, fascista, comunista, "perigoso cientista dos átomos", etc. Enfim, fiz muitas amizades para o resto da vida como devem imaginar, mas a minha carapaça é dura, pode bem com esse espernear nervoso e garanto-vos que valeu quase sempre a pena intervir. Da mesma forma, posso bem com esses coros de virgens que se levantaram na sequência da minha entrada anterior e que outrora se divertiam à brava no respeitável, educado e nada fulanizante blogue Anacleto (lembram-se da economia anacleta?).

A pseudociência com motivações económicas, espirituais ou ideológicas fazem parte do meu reportório desde as primeiras linhas do Klepsýdra e dada a abundância do assunto no nosso país serão aqui objecto de escrita sempre que se apresente uma boa ocasião. Stay tuned.

terça-feira, dezembro 09, 2008

A Turma

Vencedor da Palma de Ouro de 2008, "A Turma" de Laurent Cantet é um filme em registo cru, quase documentário, sobre as escolas francesas dos subúrbios das grandes cidades. Quando vivi em França conheci aquela realidade, via aqueles putos na rua, vê-los representados dentro da sala de aula não mudou muito o que penso sobre o assunto. O grande mérito de "A Turma" é o de mostrar como é complexo lidar com aquela indisciplina mesmo quando se tem boa vontade, fazendo-o Cantet sem cair na tentação do maniqueísmo. Fiquei com a sensação que o filme interpela quer um professor que prefere métodos mais tradicionais como o que pratica métodos mais actuais, ambos certamente se questionaram no fundo deles próprios sobre a eficácia da escola quando o problema vem de fora. Um problema que é resultado da profunda guetização instalada nas cités, do desemprego, dos maus exemplos que os putos vêem na rua, da falta de referências "normais" e do desalinhamento com pais profundamente alheados do frenesim da vida moderna, sem capacidade para lidar com os putos, nem de dar respostas eficazes para os colocar ao abrigo de confusões.

domingo, dezembro 07, 2008

Novos limites de emissões de CO2

(Publicado no portal Esquerda.net)
Segundo as novas regras aprovadas esta semana pela União Europeia mais de 65% dos automóveis deverão emitir menos de 130 g/km até 2012, aumentando essa exigência para 75% do parque automóvel em 2013, 80% em 2014 e deverá atingir os 100% em 2015.

A partir de 2012 será implementado um sistema de multas que penalizará os construtores automóveis em 5€ pela primeira grama de CO2 por carro acima do limite estabelecido, 15€ para a segunda grama, 25€ para a terceira e 95€ para cada grama adicional. A partir de 2019 cada grama acima do limite de emissão será taxada em 95€ por carro produzido. A partir de 2020 o limite de emissão por quilómetro deverá ser reduzido para 95g de CO2.

No entanto, este acordo resultou de um suavizar de objectivos inicialmente traçados que em conjunto com os vários regimes de excepção geraram o protesto dos eurodeputados verdes e dos liberais - os liberais europeus distribuem-se entre esquerda e direita - contra os socialistas europeus e o Partido Popular Europeu. Os regimes de excepção aprovados incluem um crédito que pode ir até 7g/km no caso dos construtores introduzirem novas tecnologias amigas do ambiente, um super-crédito para marcas que produzam viaturas que emitam menos de 50g/km e uma redução de apenas 25% do nível de emissão de 2007 para construtores que produzam menos de 300 mil carros por ano. Como se deve imaginar neste segmento estarão incluídas algumas marcas de luxo.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Orelhas de Burro

(Publicado no Cinco Dias)
Como se pode verificar neste comunicado da NASA, o Sol entrou no seu novo ciclo de aproximadamente 11 anos, o ciclo 24, em Janeiro quando foram detectadas as primeiras manchas solares com polaridade invertida em relação à polaridade das manchas do ciclo 23. Apesar deste mínimo ter sido um dos mais calmos registados, os mínimos de 1933, 1954 tiveram um número de dias sem manchas que será comparável ao do corrente ano e o mínimo de 1913 foi bem mais tranquilo com mais de 300 dias sem manchas solares. O corrente ciclo 24 é um ciclo normal que já registou cerca de 18 manchas solares com a nova polaridade, um valor normal em ano de mínimo, e cujo fluxo de radiação emitida tem sido também o esperado. Aqui algumas imagens do Sol que registei no Observatório de Coimbra durante um eclipse parcial de 96, ano de mínimo, onde apenas se observam duas pequenas manchas. Como é hábito em anos de mínimos e máximos a comunidade científica reuniu-se para debater os dados resultantes das observações e curiosamente já em Julho deste ano a NASA deu-se ao trabalho de prevenir o público contra as habituais especulações pseudo-científicas, explicando porque não havia nada de errado na actividade do Sol.

Mas, o João Miranda como nem a NASA ouve, não resistiu e debitou um texto de pura desinformação, errado de uma ponta à outra, onde reina a especulação ignorante e pseudo-científica com o único intuito de tentar negar o aquecimento global, uma obsessão ideológica recorrente do autor. Mas a melhor passagem é aquela em que o autor insinua que se deveria especular sobre um novo mínimo de Maunder.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Salade pour tout le monde

Le seul souvenir que je garde du prestigieux dirigeant d'enterprise, c'est au restaurant d'altitude, quand les membres du groupe ont commencé à hésiter un peu trop longtemps sur le choix de la garniture de légumes associé à leur plat (frites, ou pommes vapeur, ou riz, enfin n'importe quoi). Je vois son regard agacé, son adresse brutale et suffisante au serveur: "Salade pour tout le monde!"
Un grand dirigeant d'enterprise, le souvenir que j'en ai, est celui qui sait dire "Salada pour tout le monde!" au bon moment.

"Ennemis publics", Michel Houellebecq, Flammarion, pag.64

segunda-feira, dezembro 01, 2008

80 génios da astronomia

Para todos os viciados em astronomia, a não perder este número especial da Ciel&Espace dedicada aos 80 nomes mais importantes da história da astronomia. A selecção dos 80 nomes é cuidada, não é euro-cêntrica, ali encontramos nomes menos conhecidos da Pérsia e do mundo Árabe.