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sexta-feira, outubro 18, 2013

Criticar a Jerónimo Martins nas suas próprias barbas

Gostei da ousadia do Rui Tavares, ao denunciar a gigantesca fuga aos impostos operada pela Jerónimo Martins numa conversa organizada pela Fundação Manuel dos Santos (dirigida pela própria Jerónimo Martins). Muitos falam, falam, mas quando são convidados pela Fundação Manuel dos Santos fazem como se nada estivesse a acontecer, como se a Manuel dos Santos/Jerónimo Martins não estivesse a ir aos bolsos dos portugueses. Estou a pensar sobretudo em muita gente de esquerda.
Vivemos numa sociedade revoltada para dentro e que se deixa comprar por muito pouco. Precisamos mais desta ousadia, de boicotar as empresas que roubam os cidadãos, de gente a sair para a rua a protestar e a desobedecer pacificamente.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Afinal a puta não era virgem

É caso para dizer que a puta perdeu a virgindade. Sabia-se que a puta tinha dormido com o PS, com o PSD, com Cavaco, com a Fundação Oriente, com Ricardo Salgado, etc., mas a puta jurava a pés juntos que era virgem. Agora é melhor jurar com as pernas cruzadas. Não se preocupem, se algo correr mal espera-lhe um poiso na Jerónimo Martins, e não será certamente para carregar as caixas de fruta do Pingo Doce.





terça-feira, novembro 06, 2012

Ainda há tomates neste mundo


A Standard and Poor's foi condenada na Austrália a uma indemnização de 13 milhões de euros por ter classificado com triplo A produtos tóxicos adquiridos por muncícipios de Nova Gales do Sul em 2008.

sexta-feira, outubro 12, 2012

José Azevedo deve explicar relatório Armstrong


Em 2004 vibrei com muito gosto com o quinto lugar obtido por José Azevedo na Volta à França. Mas para quem lê o relatório da USADA sobre o caso de doping de Lance Armstrong, José Azevedo terá que prestar esclarecimentos extremamente claros sobre o seu papel na equipa US Postal no Tour de 2004.

Em 2004 a equipa US Postal era constituída por: Lance ARMSTRONG, José AZEVEDO, Manuel BELTRAN, Vjatceslav EKIMOV, George HINCAPIE, Floyd LANDIS, Benjamin GONZALEZ, Pavel PADRNOS e José Luis RUBIERA. No relatório da USADA, entre as inúmeras provas de prática de doping podemos ler o seguinte na secção 2004 que vai da página 67 até à página 71:

"Floyd Landis reported that Ferrari attended the training camp in Puigcerdà to monitor the team members’ blood values and that Ferrari “administered EPO and testosterone as needed to ensure the team was ready for the Tour de France. Floyd Landis saw Lance Armstrong “lying on a massage table wearing a transdermal testosterone patch on his shoulder.” By this time, the use of testosterone patches was quite prevalent on the U.S. Postal Service cycling team."

"Landis testified that, “[o]n or about July 12, 2004, blood was transfused into me and a few other members of the team,” including, Lance Armstrong and George Hincapie Floyd Landis also testified regarding a second transfusion received by Armstrong, Landis and other members of the team. Landis testified that this transfusion occurred on the team bus between the finish of a stage and the hotel and that the driver had pretended to have engine trouble and stopped on a mountain road for an hour so that the team could have blood infused. George Hincapie confirms that, “[a]fter a stage during the 2004 Tour de France blood transfusions were given on the team bus to most of the riders on the team."

"Levi Leipheimer testified that in 2005 when he and Landis were assisting each other with blood transfusions that Landis had told him about an incident at the 2004 Tour where the entire U.S. Postal Service team had received transfusions on the team bus following a stage in the Tour"

Quem lê estas passagens só pode concluir que é grande a probabilidade que José Azevedo como membro da equipa tenha recebido transfusões sanguíneas e tenha consumido EPO e testosterona. 

Espero que a Autoridade Antidopagem de Portugal não esteja a dormir depois deste enorme escândalo. 

quarta-feira, setembro 19, 2012

À atenção dos figueirenses

Vale a pena ver este documentário "Let's Make Money" sobre os danos que as políticas ultra-liberais estão a causar na economia mundial. Aos figueirenses, chamo especial atenção para a parte compreendida entre 1h12min e 1h25min. Digam-me se não acham aquilo familiar...
 

segunda-feira, setembro 10, 2012

O polvo da Goldman Sachs (com a lula Borges)

Confirmo que esta emissão foi o acontecimento televisivo do dia em França (em Portugal o acontecimento é todos os dias bola e novelas), como se diz no Jugular. Interessante foi o anúncio de Mario Draghi (um dos visados) de compra de dívida ter surgido um dia após a difusão do documentário...
 
_Goldman Sachs - La banque qui dirige le monde 1/2 por tchels0o
_Goldman Sachs - La banque qui dirige le monde 2/2 por tchels0o

sexta-feira, maio 25, 2012

Ministra da Agricultura deveria demitir-se

Não é de ontem nem de hoje, mas o problema tem-se vindo a agravar desde que Soares dos Santos decidiu lançar o seu projeto político (sem ir a votos) espezinhando uma série de leis da república. O dumping que já se praticava a lume brando (e não era só o Pingo Doce a praticá-lo), tomou proporções incontroláveis quando outras cadeias de supermercados seguiram a famosa campanha dos 50% de desconto, isto apesar de estarem em curso investigações por concorrência desleal em inúmeros supermercados da Jerónimo Martins. Já há mais de 100 anos que a experiência, a história e os livros de economia nos ensinam que o dumping destrói a economia e produz desemprego entre produtores (principalmente agricultores) e comércio local.

Hoje foi tornado público que os estragos e as faturas das promoções selvagens do Pingo Doce começaram a chegar aos produtores e aos agricultores. O Pingo Doce começou a pressionar os produtores exigindo um aumento de margem para si, "uma verba que o produtor teria de entregar ao Pingo Doce, uma renegociação de contratos e verbas para reforço de competitividade". Isto são coisas dos filmes do Padrinho. Nas palavras de um dos principais representantes dos produtores nacionais existem "empresas com medo represálias caso não aceitem as condições dos supermercados, nomeadamente com marcas que podem desaparecer das prateleiras" e temem-se já "falências, desemprego, desinvestimento na produção nacional e, eventualmente, um aumento das importações".

A passividade da Ministra da Agricultura (e de não-sei-quantas-pastas) perante as sucessivas campanhas de 50% foi confrangedora. Será que o CDS tem receio de afrontar Soares dos Santos? E porquê? Muito provavelmente, agora é tarde demais para o ministério intervir, para evitar que os estragos se continuem a propagar até aos nossos bolsos, deixando um rasto de desemprego atrás de si entre agricultores, produtores e trabalhadores do comércio local. Como tudo isto é demasiado grave no momento de crise que atravessamos, demita-se senhora Ministra.


quarta-feira, fevereiro 01, 2012

À atenção de Soares dos Santos

Se esta sondagem holandesa se confirmar nas urnas, que tal Soares dos Santos mudar a sua sede para Marte ou Urano. Ou para o Monte Olimpo ou o Paraíso.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Patriotismo é pedir recibo

Um país como o nosso que exporta tantos produtos interessantes (da cortiça ao vinho) e com qualidade, confesso que me dá asco essa conversa do "compre nacional". Se os outros países fizessem o mesmo íamos lavar os pés com vinho e deixar o CDS cortar rente os sobreiros que Nobre Guedes e Assunção Cristas pouparam. Separo esta questão do debate muito válido de taxar produtos em função da distância onde foram produzidos, por razões ecológicas.

Se quisermos ser uns grandes patriotas o melhor serviço que temos a fazer pelo país é pedir SEMPRE o recibo. Mas aí o patriota que há em nós perde logo a mesma garganta que se inflamou com o slogan "compre nacional". Em publicação recente, o Observatório de Economia e Gestão de Fraude estima em cerca de 42,7 mil milhões, ou 24,8% do PIB, o volume da economia paralela em 2010. A média estimada da economia paralela entre os países da OCDE é de 16,4 % do PIB. Se estas transações pagassem um imposto médio de 20% no nosso país, o défice em 2010 teria sido de 2,8% em vez de 8,6%. É esta a dimensão do roubo.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

sexta-feira, janeiro 06, 2012

O que é que eu posso fazer pelo meu país?



Esta entrevista de Alexandre Soares dos Santos é um festival de grandes lições de moralismo que se resume nesta frase:
"...temos que olhar para nós e perguntar o que é que eu posso fazer pelo meu país".

Mas há outras muito boas:
- "Há toda uma maneira de estar na sociedade que tem que mudar", sem dúvida diria eu;
- Soares dos Santos queixa-se que "o Estado tem que pagar tudo, não se pode tocar no serviço nacional de saúde". Foi com este sistema tão perverso e universal que a taxa de mortalidade infantil em 30 anos passou do terceiro-mundismo para um valor melhor que os EUA, onde vigora a filosofia de Soares dos Santos;
- Propõe "reguladores [da iniciativa privada] não nomeados por partidos políticos (...) um sistema [de regulação] com gente, imparcial, competente e conhecedora". Ora um sistema de reguladores não nomeados pelos eleitos e conhecedores, que tal os regulados regularem-se a si próprios? Ou numa versão imparcial, pagos pelos regulados, assim tipo a relação imparcial entre a Arthur Andersen e a ENRON;
- "O país tem que ser mais eficiente, tem que trabalhar mais horas". Errado! Para o país ser mais eficiente tem que trabalhar melhor por unidade horária. Tsk, tsk, isto dá chumbo na escola secundária.
Aqui para aderir ao movimento Boicote ao Pingo Doce.

PS- As "entrevistas" de José Gomes Ferreira têm muito que se lhe diga, lá iremos um destes dias.

sexta-feira, novembro 11, 2011

O imposto Ryanair


Michael O'Leary numa campanha publicitária da Ryanair

Em tempo de vacas magras o milionário Michael O'Leary é um dos maiores beneficiários de subsídios, ajudas, subvenções e programas regionais em toda a Europa. E esta é uma das suas principais fontes de lucro, obtida frequentemente após chantagem em que ameaça retirar os seus aviões da região. Tal como suspeitava, Portugal não é excepção. Desde Dezembro de 2007 foram atribuídos 15 milhões de euros às companhias apelidadas de "baixo-custo" (na realidade o custo total da viagem é muito semelhante às outras companhias e muito mais caro se algo correr mal). Relembro que a Ryanair foi já condenada a devolver 4,5 milhões de euros que recebeu da região da Valónia para operar em Charleroi. A Ryanair estima um lucro de 440 milhões de euros em 2011.

Na prática trata-se de um imposto sobre a fortuna ao contrário. O contribuinte paga aos milionários para estes obterem ainda mais lucros. Os benefícios da Ryanair para turismo do país são muito duvidosos. Faria muito mais sentido estimular o turismo suprimindo portagens nas regiões fronteiriças (as populações locais sentem bem no pêlo os estragos das portagens) do que subsidiar companhias que podem ser substituídas por outras que na prática oferecem custos totais semelhantes e um serviço com maior qualidade.

quarta-feira, abril 13, 2011

Sobre a credibilidade de agências de notação

Frank Raiter, ex-administrador da Standard & Poor:
"Profits were running the show. The business management wanted to get as much profit as they could into their coffers. Standard and Poor's gave a high rating to Enron days before it collapsed. The same people who brought us Enron are still in charge of the henhouse."

Extratos do livro "The smartest guys in the room" de Bethany McLean e Peter Eklind sobre o escândalo da ENRON:
- "We rely heavily on ENRON's risk-management ability (...) It gives you a nice, warm, fuzzy feeling (...) ENRON has such extraordinary risk-management capabilities that we look at them differently", Todd Shipman (Standard & Poor), pag. 116;
- "This is a very, very, very well run company, a strong, strong management team", Ralph Pellechia (Fitch) sobre a ENRON, pag. 238.

Aconselha-se ainda a leitura de "Meltdown Iceland" de Roger Boyes e "The Best Way to Rob a Bank Is to Own One" de William K. Black, onde se pode constatar a complacência das principais agências de notação perante bancos cuja actividade principal durante anos a fio foi roubar e pedir empréstimos progressivamente mais gigantescos.

Petição denúncia contra agências de rating

Já assinei. Segue um extracto muito representativo da denúncia em causa.
Assinar aqui.

"Apresentamos o texto da denúncia facultativa contra três agências de rating, entregue na Procuradoria-Geral da República.

(...) estas agências, não pode permitir-se que ajam por forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios.

Para mais, as três agências de notação financeira aqui denunciadas contam com 90% de participação no mercado das classificações creditícias, e o FMI reconhece-as como sendo as que maior influência têm a nível global. Por isso mesmo, o FMI tem alertado, como por exemplo na sua informação de 2010 sobre a “Estabilidade Financeira Mundial”, que “estas agências usam e abusam do poder que têm” e “ necessitam de uma supervisão mais estreita porque as suas actividades têm um impacto significativo nos custos de endividamento dos países, podendo afectar a sua estabilidade financeira”. Concluindo, considera o FMI que as decisões das agências podem alterar a estabilidade financeira dos mercados, alterando os preços do financiamento em termos que suscitam problemas jurídico-penais (em http://www.imf.org/external/pubs/ft/gfsr/2010/02/pdf/chap3.pdf).
A idêntica conclusão chegou a investigação realizada pelo Comittee on Homeland Security and Governmental Affairs do Senado dos Estados Unidos sobre o papel das agências de classificação de crédito centradas nas duas agências aqui denunciadas, Moody’s e Standard & Poor’s. (http://hsgac.senate.gov/public/_files/Finantial_Crisis/042310Exhibits.pdf). Precisamente pelos mesmos motivos, estão agora em curso, nos Estados Unidos da América, diversos processos penais, um no Tribunal Superior da Califórnia contra a MOODY’S e a FITCH, outro no Tribunal Distrital de Ohio contra a STANDARD & POOR’S e no Tribunal Superior de Connecticut contra as referidas três agências de notação financeira.
Em Espanha, o Observatório para o Cumprimento dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais apresentou recentemente uma querela criminal contra as mesmas agências, com o fundamento de terem lesado interesses do Estado Espanhol, por divulgarem classificações financeiras de risco baseadas em critérios errados, carecidos de objectividade e motivados por interesses próprios ou de clientes seus."