segunda-feira, janeiro 13, 2014
quarta-feira, setembro 26, 2012
Degelo record no Ártico
sexta-feira, setembro 14, 2012
quinta-feira, maio 24, 2012
domingo, março 11, 2012
Banco ambientalista em expansão na Europa
Nos seus folhetos publicitários, o Banco Triodos faz questão em informar os seus potenciais clientes: "Não estamos cotados em bolsa. Não especulamos com o vosso dinheiro e a prática de bónus milionários não faz parte da nossa filosofia.”
O principal setor de atividade deste banco é o crédito a projetos de inovação no domínio ambiental como a agricultura e comércio de produtos biológicos, as energias renováveis, o apoio ao comércio justo, a arquitetura de regeneração urbana (ex:complexo Tour & Taxis, Bruxelas), a construção de edifícios energeticamente sustentáveis e o investimento em empresas inéditas, como a escola de condução económica Key Driving. Mas, para além do domínio ambiental este banco aposta também em investimentos de cariz ético-social, como o microcrédito, fundações que combatem a exclusão social, um projeto de distribuição de instrumentos musicais em segunda mão na Palestina e documentários cinematográficos dedicados a causas ambientalistas e sociais.
Este banco holandês classificado como banco ético entrou em atividade em 1980, o que demonstra que a especulação e a ganância não são condições necessárias para se construir um negócio bancário rentável (ver ação nos painéis da Nasdaq em Nova Iorque). O Triodos ainda não está presente em Portugal. Possui delegações apenas na Holanda, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Espanha. No entanto, espera-se que o exemplo deste banco contagie outras instituições bancárias, sobretudo quando se constata que já atingiu os 355 mil clientes e que os seus lucros relativos a 2011 são cerca de 51% acima dos lucros de 2010.
sexta-feira, março 02, 2012
O Homem Betoneira
Há mais de 800 anos, a ria de Alvor foi invadida por embarcações de cruzados que ajudaram D. Sancho I a conquistar o castelo aí edificado aos almóadas. Rezam as crónicas que a conquista de Alvor foi de extrema violência, mesmo para os padrões da época. Foi preciso esperar pelo século XXI para que tal nível de violência regressasse à ria de Alvor. Aprígio Santos lançou as máquinas à ria destruindo uma extensa parte de área protegida Natura 2000 através de terraplanagens, arranque e queimadas ilegais. A vida do maior empresário figueirense ilustra na perfeição o que foi a fúria betonizadora em nome da especulação imobiliária que grassou nas últimas décadas no nosso país. Gosto de pensar que a sua condenação pelo Tribunal de Portimão possa significar o princípio do fim desse ciclo.
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Novas células fotovoltaicas substituem pilhas e baterias
No Centro de Microelectrónica de Provença, em Gardanne, França, foi desenvolvido um novo tipo de células solares ultrafinas e transparentes. Estas células fotovoltaicas foram já aplicadas a telemóveis, numa configuração de película colada a uma das faces do aparelho. Com uma hora de exposição ao Sol, um telemóvel pode ser carregado parcialmente, permitindo 30 de minutos de utilização em modo de conversação. Através da exposição ao Sol durante 6 horas é possível carregar completamente a bateria de um telemóvel. Mas estas películas transparentes poderão ser adaptadas no futuro a automóveis, a aviões e a edifícios, ampliando o seu leque de aplicações.
Tendo em conta que uma pilha convencional de 1,5 V polui um volume de água superior ao volume que ingerimos durante toda a nossa vida e que as baterias dos telemóveis são compostas por substâncias e por materiais tóxicos e perigosos, estes novos avanços vão permitir diminuir a poluição do ambiente e economizar energia à escala doméstica.
segunda-feira, junho 14, 2010
Senado Americano rejeita resolução contra regulação ambiental
Por 53 votos contra e 47 votos a favor, na passada quinta-feira, o Senado Americano rejeitou uma resolução do Partido Republicano que impediria a regulação pela Agência de Protecção do Ambiente das emissões de gases com efeito de estufa. Apesar de entre os votos a favor se contarem alguns votos democratas, as recomendações dos cientistas foram levadas em conta em detrimento de teorias da conspiração sem qualquer fundamento científico, como foi o caso do chamado Climategate, movidas por interesses económicos de grupos de pressão ligados ao sector petrolífero.
O Senado Americano confirmou aplicação da decisão de Dezembro passado que permite a regulação das emissões do sector automóvel e do sector de produção de electricidade com o objectivo de lutar contra o aquecimento global. A Agência de Protecção do Ambiente elaborou nova legislação que obriga as centrais eléctricas, a indústria pesada e as refinarias de petróleo a requerer permissões de emissão de gases com efeito de estufa. Esta legislação requer também que os novos automóveis consumam menos gasolina e gasóleo e emitam menos dióxido de carbono.
Barack Obama declarou que faria uso do direito de veto caso o Congresso adoptasse a resolução republicana. Obama felicitou o Senado declarando que a decisão dos senadores permitirá aos Estados Unidos iniciar a transição para uma economia baseada em energias renováveis, criar novos postos de trabalho, reforçar a segurança do país e garantir um ambiente sustentável para as gerações futuras. Neste sentido e determinado pelos efeitos nefastos da recente maré negra ocorrida no Golfo do México, Obama prometeu a preparação de um novo pacote de medidas mais amplas a apresentar ao Congresso nos domínios da energia e do combate às alterações climáticas.
domingo, janeiro 24, 2010
Certificação de empresas social e ambientalmente responsáveis
Em Filadélfia, nos EUA, foi criada a certificação "B", da palavra benefit, para distinguir os benefícios gerados por contributos sociais e ambientais das empresas. Este certificado B é atribuído após uma inspecção realizada por um painel constituído por 8 consultores independentes que analisa a empresa segundo cerca de 200 critérios que cobrem aspectos relacionados com: a comunidade, os trabalhadores, o ambiente, os fornecedores e os clientes. Grosso modo esses critérios encerram em si as seguintes questões fundamentais:
- A empresa integra explicitamente benefícios ambientais e sociais entre os seus objectivos?
- A empresa partilha toda a informação financeira (excepto informação dos salários) com os seus empregados?
- Quais os responsáveis da empresa que serão avaliados em função do cumprimento dos objectivos sociais e ambientais?
- As contribuições políticas e as participações em grupos de pressão são realizadas de uma forma aberta e transparente?
Por exemplo, uma empresa com certificado B recorre geralmente a fornecedores locais (limitando as emissões de CO2 relativas ao transporte) e contrata trabalhadores provenientes de bairros menos favorecidos situados nas proximidades. No entanto, as actividades destas empresas devem estar devidamente enquadradas por boas práticas de transparência. Os relatórios de contas deverão ser exaustivos e claros, bem diferentes dos relatórios fantasiosos do mundo financeiro durante o clima optimista que precedeu a presente crise financeira. Auditorias aleatórias e rigorosas verificam se estas empresas cumprem de facto o que é declarado.
O processo de reconhecimento deste certificado começou na cidade de Filadélfia, mas está neste momento em curso alargamento a seis estados dos EUA, para que todas as empresas beneficiem da parte da administração estadual de reduções de taxas, de impostos e de outro tipo de incentivos. No entanto, estas empresas registam já benefícios que se traduzem na fidelização da sua clientela e na sua integração em redes orientadas para o serviço social que reduz custos de operatividade.
Eis alguns dos resultados conseguidos até ao presente entre as empresadas com certificado B:
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72% recorrem a energias renováveis ;
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51% aplicam políticas de utilização de transportes públicos e de partilha de automóveis entre os seus empregados;
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82% participam em programas de voluntariado nas comunidades locais;
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74% são parceiras de associações locais de caridade, atribuindo donativos de cerca de 10% dos seus lucros;
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90% são propriedade de empresários locais, cuja percentagem de proprietários mulheres e pertencentes a minorias étnicas é três vezes superior à média;
44% aplicam políticas de partilha de propriedade da empresa com os seus trabalhadores.
terça-feira, dezembro 22, 2009
Copenhaga: 2 Graus Sem Controlo

Foto de Scarlett Hooft Graafland, série Igloolik
(Publicado no portal esquerda.net)
Do Acordo de Copenhaga e das negociações que estiveram na base deste texto, esteve sempre ausente a possibilidade de implementação de um mecanismo de controlo eficaz dos compromissos de redução de emissão de gases de efeito de estufa. De nada serve estabelecer limites de emissão se posteriormente não for supervisionada a efectiva implementação das medidas acordadas. O limite de 2°C situa-se pouco abaixo do limite de não retorno, em que o dióxido de carbono perderá a capacidade de se reciclar nas florestas e oceanos, aumentado a probabilidade de a temperatura do planeta aumentar de uma forma descontrolada. É por isso muito importante que o mecanismo de controlo a implementar seja muito preciso. O limite deverá ser forçosamente de 2°C e não 2,3 ou 2,5°C sob risco de entrarmos na zona de não retorno. A experiência de mecanismos internacionais de controlo não é famosa. Por exemplo, em questões mais concretas como é o caso dos mercados financeiros esses mecanismos revelaram uma grande fragilidade e foram incapazes de detectar a diferença entre a realidade e a ficção financeira. Um mecanismo com a mesma eficiência para controlar o clima poderia revelar-se catastrófico.
A China foi o país que maior resistência ofereceu à implementação de um processo de controlo, tendo o seu representante chegado a ameaçar abandonar as negociações. Dada a seriedade das consequências associadas às alterações do clima, que comportam alguma gravidade mesmo para um aumento de 2°C (morte dos corais, extinção de espécies até 30% e baixa da produtividade agrícola nas regiões mais secas) e que estão já a contribuir para o desaparecimento do Tuvalu, será essencial no futuro a adopção de penalizações para países que não respeitem os acordos. A atmosfera é um espaço partilhado por todos, não é pertença da China nem de qualquer outro país ou organização. Não se pode recear mais a reacção da China, tal como se receou a América de Bush, do que as ameaças que pairam sobre o futuro do planeta. O resultado líquido do falhanço destas negociações terá como consequência a perda de vidas humanas, desemprego e migrações em massa. Nada do que possa fazer a China comunista e ultra-liberal ou um hipotético retorno do fanatismo republicano ao governo dos EUA, se compara ao que está em jogo se a temperatura ultrapassar os dois graus centígrados.
sexta-feira, dezembro 11, 2009
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Sessão sobre Copenhaga no Santa Cruz
Apareçam!
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Rede de Cidades Verdes
As cidades portuguesas que assinaram este Pacto de Autarcas são: Águeda, Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda, Lisboa, Moura, Oeiras, Palmela, Ponta Delgada, Porto e Vila Nova de Gaia.
A sua cidade consta na lista? A minha não...
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Especial Copenhaga por Cohn-Bendit
A edição da Nouvelle Observateur desta semana é da responsabilidade de Daniel Cohn-Bendit e é completamente dedicada ao debate sobre as políticas de combate ao aquecimento global a discutir na cimeira de Copenhaga na próxima semana.segunda-feira, novembro 30, 2009
Mapa mundo de emissão de CO2
quarta-feira, novembro 11, 2009
Novas Eco-Tecnologias no Salão de Tóquio
As atenções do Salão Automóvel de Tóquio que findou esta semana estavam concentradas nas soluções tecnológicas e nos veículos amigos do ambiente, decorrendo este certame sob o lema "Fun driving for us, Eco driving for Earth". Pela primeira vez num salão deste tipo, os veículos mais ecológicos foram a verdadeira atracção, merecendo apresentações realizadas pelos próprios administradores das marcas, honrarias antes dispensadas aos grandes bólides, caros e equipados de motores de grande cilindrada.
Embora sabendo que muitas marcas estão mais interessadas em apresentar protótipos ecológicos para passar uma boa imagem da empresa do que propriamente uma genuína preocupação com o ambiente, a Toyota, a Nissan, a Honda e a Mitsubishi apresentaram uma nova geração de veículos a ser comercializada já a curto prazo. A Nissan anunciou pretender colocar no mercado ainda em 2010, o Nissan Leaf, um veículo 100% eléctrico, a baixo custo, constituído por materiais recicláveis e com uma autonomia média de 160 km. Também a Mitsubishi espera colocar à venda em 2010 o Mitsubishi Innovative Electric Vehicle, um carro com um motor eléctrico com características semelhantes ao do Nissan. A Honda tem apostado mais no desenvolvimento de veículos movidos a células de hidrogénio. Baseada nesse conceito, tem estado a comercializar o FCX Clarity desde 2008, no entanto até hoje apenas foram produzidos cerca de 200 modelos. A Toyota pretende comercializar o seu primeiro veículo eléctrico em 2012, o FT-EV II, com uma autonomia de cerca de 90 quilómetros. No entanto a Toyota continua a liderar no sector dos veículos híbridos, tendo o seu presidente declarado que estes veículos serão a melhor opção nos próximos anos.
Apesar de a organização um salão automóvel ter assumido pela primeira vez uma filosofia vincadamente ecológica ficou também patente que durante esta década o desenvolvimento de novos motores eléctricos foi muito lento e parco em novas soluções, visto que alguns destes projectos são antigos e só a crise económica e ecológica forçaram agora a sua materialização. No entanto, continuam questões muito importantes por resolver e que este salão não deu resposta, como: a dependência dos veículos eléctricos da produção de electricidade através de combustíveis fósseis e a harmonização do desenvolvimento de sistemas recarregamento compatíveis entre diferentes construtores, que permita a existência de um verdadeiro mercado de usados de veículos eléctricos.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Mapa de alterações climáticas para 4º C
domingo, outubro 18, 2009
Reflectir como viver melhor
Neste novo número especial da Courrier International podemos ler uma recolha de artigos dedicados à reflexão sobre o nosso modo de vida: o que fazemos de errado e o que podemos mudar para melhorar a nossa qualidade de vida. No seu conjunto as propostas vão no sentido do "produzir e consumir menos para viver melhor", já abordado num dossier especial anterior da edição convencional da mesma publicação. Aqui a ligação para o sumário desta edição.terça-feira, setembro 29, 2009
S.O.S. Cabedelo
Unidos no protesto contra os efeitos do prolongamento do molhe norte à entrada do Porto Comercial da Figueira da Foz, reuniram-se no passado fim-de-semana na praia do Cabedelo algumas centenas de surfistas, jovens, membros de associações nacionais, associações internacionais e cidadãos anónimos. Numa cidade em que o carneirismo e o conformismo são regra este foi um acontecimento raro e excepcional de mobilização cidadã. O ponto alto desta manifestação foi o desenhar no mar do logótipo humano S.O.S. por cerca de 230 pessoas.
O objectivo do movimento SOS Cabedelo é preservar a Onda da referida praia, que outrora permitiu que ali se disputasse por quatro ocasiões uma etapa do World Championship Tour, e impedir a erosão da costa a sul do Mondego. Aos objectivos ambientais e ligados à prática do surf junta-se a manutenção de uma pequena mas florescente economia ligada à prática de desportos náuticos e ao lazer. Num país com uma extensa costa, é desejável a aposta em actividades económicas deste tipo que respeitam o meio ambiente e que surgem por uma iniciativa local, sem recurso a grandes obras envolvendo a betonização de extensas superfícies de solos. Além do mais estas actividades criam emprego que não é deslocalizável.
Apesar de o S.O.S. Cabedelo reconhecer o valor da obra em curso para o Porto Comercial da Figueira da Foz - melhora a segurança das grandes embarcações e permite a entrada de navios com sete metros de fundo em vez de 5 metros - pretende que sejam realizadas obras suplementares que impeçam a degradação da costa e o desaparecimento da Onda do Cabedelo. Uma das soluções já implementada noutras latitudes (África do Sul, Austrália e EUA) é o sistema de bypass que permite a areia transitar entre os dois lados de molhes. Esta solução tem dado bons resultados e os custos envolvidos na sua implementação são comparáveis aos custos de manutenção do molhe depois da sua extensão.
Uma nota curiosa sobre a política local. O actual Presidente de Câmara da Figueira da Foz que se gaba neste cartaz da construção do molhe, rejeitou em 1997 a ideia de que o prolongamento do novo molhe poderia aumentar a erosão costeira nas praias a sul da Figueira da Foz. Ao ser confrontado com recentes protestos não só acabou por admitir a efectiva erosão da costa como afirmou não ter qualquer poder sobre a realização da obra, aparecendo de t-shirt do S.O.S. Cabedelo na manifestação do passado fim-de-semana como se não fosse nada com ele...
domingo, setembro 20, 2009
Outras cidades: BedZed um bairro ecológico

Por cá ainda estamos a anos-luz destas boas experiências, continuamos na idade do betão.
