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quarta-feira, abril 11, 2012

Uma cintura estelar feita de cometas



O observatório Herschel da ESA desencantou a cintura da estrela Fomalhaut, uma cintura feita de cometas que são aí capturados aos milhares por dia, uma maluqueira inimaginável no nosso sistema solarzinho.

quarta-feira, março 14, 2012

A anã e os gigantes



O telescópio de infravermelhos Herschel captou um sistema planetário em formação orquestrado por uma anã castanha em torno da qual surgem planetas gigantes do disco de gás e poeira envolvente.

quarta-feira, junho 29, 2011

Uma estrela de neutrões com mais olhos que barriga



No reino animal é complicado um peixinho vermelho tentar engolir uma baleia, mas no Universo profundo uma pequena estrela de neutrões pode tentar engolir uma estrela azul gigante. Animação resultante das imagens to telescópio de raios X da ESA, XMM.

segunda-feira, abril 11, 2011

Vertigem nos pólos de Vénus



Este trabalho do caríssimo David Luz, publicado na prestigiada revista Science, mostra o movimento de rotação da atmosfera no pólo sul de Vénus. A localização do pólo sul é dado pela cruz e o centro de rotação da atmosfera é dado pelo círculo branco, o seu desfasamento é de cerca de 300 km em relação ao pólo sul.
Viva a geração rasca!

quarta-feira, março 09, 2011

Cicatriz Marciana



Esta belíssima cratera marciana parece uma cicatriz rasgada por um meteorito rasante. Parece, mas o mais certo é ter resultado do impacto simultâneo de dois meteoritos, provavelmente dois fragmentos de um corpo maior, que erravam juntos pelo Sistema Solar.

quarta-feira, julho 07, 2010

terça-feira, junho 29, 2010

Cratera de Magalhães



Uma fotografia recente da Cratera de Magalhães em Marte tirada pela Mars Express da ESA. Tem cerca de 21 mil quilómetros quadrados, mais ou menos a superfície da Eslovénia.

segunda-feira, junho 07, 2010

ESA e Rússia simulam viagem a Marte

(publicado no portal Esquerda.net)

Iniciou-se no passado dia 3 de Junho a experiência Mars 500 cujo objectivo é simular um voo tripulado ao planeta Marte. A Mars 500 é dirigida pelo Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia em estreita colaboração com a Agência Espacial Europeia, contando ainda com participação internacional de instituições científicas de países como a China ou os EUA. A “tripulação” da Mars 500 é composta por seis elementos: três russos, um italiano, um francês e um chinês. As suas competências cobrem sobretudo os domínios da engenharia, da fisiologia e da medicina. A simulação de viagem a Marte iniciada a 3 de Junho durará até 5 de Novembro de 2011. A 8 de Fevereiro de 2011 serão simulados a chegada a Marte e o início das operações em solo marciano. De seguida, a 10 de Março de 2011, inicia-se a viagem de “regresso” à Terra.

Durante cerca de 520 dias, a “tripulação” da Mars 500 estará confinada a viver em cinco módulos onde serão testadas todas as condições de sobrevivência associadas a uma viagem de ida e volta a Marte. Durante este estudo será dada especial atenção à saúde e à capacidade de trabalho dos 6 elementos em condições de isolamento hermético, confinados a um volume limitado em que serão simuladas especificidades inerentes a voos inter-planetários, como: autonomia de decisão da tripulação em relação a um centro de comando terrestre, recursos limitados ou instabilidade e atraso nas comunicações com a Terra. Este atraso pode ser da ordem de alguns segundos a alguns minutos, dado que as ondas rádio utilizadas nas comunicações entre Terra e Marte propagam-se à velocidade da luz. No final deste estudo será avaliada a possibilidade real de realizar uma viagem tripulada a Marte tendo em conta o conjunto de adversidades fisiológicas e psicológicas registadas. Recorde-se que outras simulações anteriores de isolamento humano (Biosfera I e II) resultaram em graves problemas relacionais entre os intervenientes. A experiência Mars 500 será também importante para determinar o nível de equipamento essencial para as naves espaciais que transportarão uma futura tripulação ao planeta Marte.

O interesse dos voos inter-planetários tripulados deve-se à maior capacidade dos seres humanos para estudar a superfície de um planeta quando comparada com o reduzido número de funções que os mais dispendiosos robots actuais são capazes de realizar. Como tem sido hábito desde o início da exploração espacial, espera-se também que novas tecnologias e novas ideias resultantes desta experiência possam ter um impacto positivo no nosso quotidiano na Terra em domínios tão diferentes como a medicina ou a engenharia. Consultar este sítio da NASAsobre o impacto da tecnologia espacial no quotidiano.

sexta-feira, abril 23, 2010

20 anos do Hubble



Há quase 20 anos, dia 24 de Abril de 1990, o vaivém espacial Discovery colocou em órbita o telescópio Hubble. As imagens e os dados obtidos durante estas duas décadas têm sido valiosíssimos para responder a questões muito importantes que vão desde a caracterização de exoplanetas à composição do Universo.

domingo, março 07, 2010

Cryosat

(Publicado no portal Esquerda.net)
A Agência Espacial Europeia está prestes a lançar um novo satélite, o Cryosat 2, cuja missão é determinar com precisão a espessura do gelo que flutua nos oceanos polares e a espessura da massa de gelo que cobre a Antárctida e a Gronelândia. O seu lançamento estava previsto para o passado dia 25 de Fevereiro do cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, tendo sido adiado após a detecção de um problema num dos motores do segundo andar do lançador Dnepr. Não se pense que este foi o maior contratempo com que se deparou esta missão, visto que Cryosat-2 vem substituir o Cryosat, a primeira versão deste satélite que se despenhou em 2005 quando falhou o processo de separação entre o segundo e o terceiro andar do lançador Rockot - uma evolução do míssil SS-19.

O Cryosat foi equipado com um radar de microondas que detecta a alteração da espessura do gelo oceânico, tipicamente de alguns metros, e da espessura da massa de gelo terrestres, que pode atingir cinco quilómetros na Antárctida. O radar pode detectar alterações na espessura destas massas de gelo com uma resolução de um centímetro, bem como os diferentes tipos de gelo que compõem as massas glaciares. Até hoje, as calotes de gelo polar tinham sido estudadas sobretudo em função da sua área, através das observações efectuadas pelo satélite Envisat. Foi deste modo que se detectaram os recentes mínimos de cobertura de gelo do Árctico e a redução da sua extensão média de 2,7% por década.

Dado que a diminuição de massa de gelo polar é citada na literatura científica como uma das consequências do aquecimento global e dado que o degelo dos pólos tem influência directa na subida do nível de água do mar e na diminuição da radiação reflectida para o espaço, para perceber melhor as alterações do clima será fundamental saber quais as características, a evolução sazonal e a evolução a longo prazo da espessura do gelo polar.

domingo, fevereiro 21, 2010

Satélites da ESA ajudam Haiti

(publicado no portal Esquerda.net)

A Carta Internacional Espaço e Grandes Catástrofes consiste num protocolo que engloba várias agências espaciais que se destina a intervir em desastres naturais e tecnológicos. O objectivo da Carta visa melhorar a eficácia e a organização das operações de socorro nas regiões afectadas, prevenir acidentes e optimizar a reconstrução das infra-estruturas destruídas. Esta carta foi criada em 2000 por iniciativa da Agência Espacial Europeia. Desde então as agências signatárias da carta disponibilizam os seus meios gratuitamente (satélites, centros de tratamento de dados e de telecomunicações, etc.) aos países afectados por ciclones, tremores de terra, marés negras, inundações, incêndios ou erupções vulcânicas. Os satélites Envisat e ERS-2 são os dois principais instrumentos de observação disponibilizados pela ESA em caso de catástrofe.

Em 2010, a Carta já foi activada em nove ocasiões: tempestade de neve na China, ciclones nas Ilhas Cook e em Tonga, inundações no Peru, Bolívia, Faixa de Gaza e Albânia e terramotos nas Ilhas Salomão e no Haiti.

No caso do Haiti, foram fornecidas imagens de arquivo que permitiram identificar com clareza qual a função dos edifícios destruídos antes do terramoto. As imagens fornecidas em tempo real permitiram avaliar a extensão da destruição e os locais onde se iam aglomerando as tendas dos sobreviventes. Estas imagens permitiram também traçar rotas mais rápidas para o transporte de assistência médica e alimentar, bem como descobrir novos locais para abrigar a população e para a instalação da logística de assistência.

No entanto, a Carta é ainda um mecanismo provisório resultante da boa vontade de um conjunto de instituições, sem uma sólida coordenação política. Lamentavelmente, antes da tragédia do Haiti, os egoísmos nacionais fizeram com que os governos dos diferentes europeus recusassem por em prática um centro de ajuda internacional a catástrofes, sugerido por vários grupos políticos do Parlamento Europeu.

sexta-feira, maio 29, 2009

Os 6 novos astronautas da ESA



Com início há cerca de um ano, o processo de selecção de novos astronautas da ESA findou na passada semana. Eis o nome e a nacionalidade dos novos astronautas europeus:

Samantha Cristoforetti, Itália
Alexander Gerst, Alemanha
Andreas Mogensen, Dinamarca
Luca Parmitano, Itália
Timothy Peake, Grã-Bretanha
Thomas Pesquet, França

No mais completo amadorismo, foi a primeira vez que Portugal participou num processo de selecção de astronautas da ESA. Fomos 210 a passar as análises médicas, o que foi um bom resultado para um país da nossa dimensão, mas a partir daí há muita coisa a fazer para podermos aspirar a ter um dia um astronauta. Em breve escreverei mais sobre o assunto.

sábado, maio 16, 2009

Herschel & Planck II



O lançamento 2 em 1 da ESA do passado dia 14 reúne duas missões com objectivos bem distintos. A missão Herschel é uma missão de observação do Universo infravermelho, aquela radiação que nos permite distinguir pessoas de objectos quando utilizamos óculos de visão nocturna. O Herschel é o melhor telescópio de infravermelhos jamais construído, por isso esperam-se descobertas surpreendentes nos próximos anos. A missão Planck é uma missão de observação da radiação de fundo, a radiação micro-ondas que foi produzida quando ocorreu o Big Bang nos primeiros instantes do Universo.
Estes dois observatórios vêm reforçar a posição de liderança da Europa na categoria de observatórios espaciais. Convinha não perder essa liderança.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Dióxido de carbono descoberto num exoplaneta



Graças ao Telescópio Espacial Hubble foi possível detectar pela primeira vez dióxido de carbono na atmosfera de um exoplaneta. O exoplaneta HD 189733b, de tamanho comparável a Júpiter, é demasiado quente para permitir a existência de vida como a conhecemos na Terra. No entanto, esta descoberta constitui um excelente exercício para detectar compostos químicos como o CO2 que poderão estar associados à existência de vida noutros planetas.

sexta-feira, novembro 28, 2008

10 milhões de euros para a ESA

O resultado do Conselho de Ministros da ESA foi surpreendentemente excelente, tendo sido aprovado o aumento do orçamento para 10 mil milhões de euros.

Entre os pontos mais importantes que foram aprovados conta-se a evolução do Ariane 5 e um programa de preparação de futuros lançadores, uma nova iniciativa de alterações climáticas "Climate Change Initiative" relativa à provisão de variáveis climáticas essenciais, novos estudos de definição relativamente à evolução de um veículo de transferência retornável, o sistema Iris, um satélite de gestão de tráfego aéreo e o início do programa "Space Situational Awareness" que fornecerá as informações necessárias para ajudar a proteger os sistemas espaciais europeus contra resíduos espaciais e a influência de clima espacial adverso.