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quarta-feira, outubro 16, 2013

A quadrilha da Tecnoforma reforça governo


Saiu Miguel Relvas entra Paulo Pereira Coelho. A quadrilha da Tecnoforma continua bem representada no governo. 
Para quem não sabe Paulo Pereira Coelho foi membro da direção da JSD juntamente com Miguel Relvas e Passos Coelho. Foi também presidente da Comissão de Coordenação Regional do Centro até 2004 e gestor do Programa Foral na Região Centro tendo selecionado e aprovado o financiamento da Tecnoforma gerida por Passos Coelho. Este financiamento está atualmente a ser investigado pela União Europeia. Pereira Coelho adjudicou ainda em 2004 um contrato de mais de 700 mil euros à empresa GPS, à qual se ligaria um ano depois. Em 2008 foi constituído arguido por crime de participação económica no projeto do Galante na Figueira da Foz. Em 2009, no âmbito do negócio do Edifício de Coimbra foi investigado por depósitos de 75 mil euros, em numerário, na conta de uma empresa sua. Pelo meio há contas muito mal explicadas sobre os milhões executados no âmbito do programa Lusitanea.
Segundo o Diário da República, Pereira Coelho não será remunerado. Veio-me uma lágrima ao canto do olho. Nem que ele pagasse para trabalhar, da mesma forma que Bernard Madoff não deveria trabalhar para a Reserva Federal dos EUA nem que pagasse milhões.
Se tivéssemos um presidente que presidisse isto dava direito a demissão do Primeiro Ministro.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Bom demais para ser verdade Sr. Presidente

Os lucros de 140% obtidos por Cavaco na venda de acções do BPN em apenas dois anos estão bem acima da média dos lucros dos investidores de Bernard Madoff. Para atrair novos investidores Madoff gabava-se em festas de ricos de ter obtido retornos de 18% para os seus melhores clientes. Se há alguma coisa que a leitura de "Too Good To Be True" de Erin Arvelund revela é que a fraude de Madoff foi possível e tomou a dimensão que tomou porque os clientes nunca questionaram os métodos empregados para obter tamanhos lucros. Quem tinha uma formação mínima em economia sabia que aquilo era bom demais para ser verdade e foi essa linha que definiu o que era credível do que era uma fantasia financeira, que distinguiu entre os economistas, investidores e analistas honestos, os que se recusaram a aprovar o negócio de Madoff, e todos os desonestos que foram cúmplices da fraude.

Cavaco é um economista. Sabe muito bem que um lucro de 140% em dois anos (ou mesmo em quatro) requer uma justificação muito forte para ser credível. Aliás foi o próprio Cavaco que em 1987 utilizou a expressão "gato por lebre" para classificar lucros estratosféricos da bolsa de Lisboa que resultaram no maior crash da bolsa nacional até então. A única fuga possível de Cavaco na entrevista de ontem foi dizer que não sabia quanto tinha ganho. O que contradiz as palavras que profere logo a seguir quando se classifica de "muito rigoroso" e de "mísero professor". Se é tão rigoroso não sabe que ganhou 140% num investimento? Não sabe quanto investe? Que rigor é esse? Um "mísero professor" (de economia) não se interessa por um investimento que dá 140%? Então para que investe? Um mísero qualquer interessa-se por um investimento que dá 140% nem que sejam 10€, o mísero ganha 24€, não despreza ganhos desta ordem.

Se há alguma coisa verdadeiramente honesta a concluir é que Cavaco não foi honesto. Não violou nenhuma lei, mas não foi honesto com a economia e nem sequer foi honesto com a sua própria ideologia política. A sua linha política, uma democracia-cristã conservadora, também desaprova este tipo de práticas. Cavaco foi cúmplice de uma onda de xico-espertismo que teve consequências nefastas na nossa economia, que produziu desemprego e prejuízos de milhares de milhões de euros. Os portugueses devem por isso sancioná-lo nas urnas.

domingo, novembro 01, 2009

O PS das rulotes

A eleição de Vítor Pais como Presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz poderia ter uma leitura lírica, onde se invocaria uma certa liberdade política acima das amarras dos partidos. Mas não, é apenas mais uma marotice do pior que há no PS Figueira, esse PS das rulotes fretadas para pagamento de quotas antes de eleições internas, só para contar espingardas. Não há política neste resultado, há interesses, pequenas vinganças e invejas. O presidente Ataíde que se cuide.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Arroz de Cabidela

O homem que lançou a mais insólita e efémera campanha publicitária de turismo, a campanha "Visite a Lusitânia", que fez sair do erário público largos milhares de euros directamente para uma empresa que prestou um serviço dúbio ao cidadão e que acabou por revelar ligações familiares a esse mesmo homem, Paulo Pereira Coelho, arguido do executivo camarário, parece que foi "malhar" no presidente Duarte Silva na última reunião de câmara. Não há limites para o desplante. Homens como este deveriam estar fora da política.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Desafio a Manuela Ferreira Leite

Desafio Manuela Ferreira Leite a deslocar-se à Figueira da Foz para apoiar o candidato do PSD, Duarte Silva, arguido no processo do vale do Galante, um processo que envolve mais-valias astronómicas para privados após a modificação do PDM da Figueira. Depois do caso Passos Coelho acho que Manuela Ferreira deveria assumir com a mesma convicção as suas escolhas para as eleições autárquicas, ficaria tudo muito mais claro.

terça-feira, agosto 04, 2009

À atenção do executivo figueirense

Apesar da fuga para a frente de Isaltino, interpondo recurso, ser-lhe-á muito difícil anular os factos comprovados, terá que pedir auxílio ao David Copperfield ou ao Luís de Matos para fazer desaparecer o cheque de 20 mil euros. Mesmo que Isaltino consiga reduzir pena, muito dificilmente escapará à prisão efectiva. Aconselho seriamente o executivo figueirense a contratar um mágico para o ajudar no caso do Galante, será bem mais útil do que um advogado...

domingo, julho 26, 2009

terça-feira, julho 14, 2009

segunda-feira, maio 18, 2009

Felgueiras da Foz

Duarte Silva, o presidente de câmara-arguido da Figueira da Foz abençoado por Ferreira Leite, vem adoptando métodos de gestão que remetem ao pior exemplo autárquico do país: Felgueiras. Tal como a autarca-arguida do norte, Duarte Silva tem pago as despesas do processo do Vale do Galante em que é arguido utilizando o dinheiro de todos os figueirenses. São cerca de 273 mil euros. Se juntarmos esta quantia aos serviços jurídicos dos restantes quadros da Câmara envolvidos no processo obtemos cerca de 497 mil euros (via João Vaz).
Isto é um escândalo! Nem a máfia siciliana rouba tão às claras!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

O freeport do PSD

É curioso constatar como alguns dos principais dirigentes do PSD que vibram com o caso Freeport, são os mesmos que aprovaram a candidatura de Duarte Silva à câmara da Figueira da Foz. Duarte Silva, recorde-se, está envolvido num processo muito semelhante ao caso Freeport, com a agravante de ter sido constituído arguido. A nível nacional o PSD escandaliza-se e com razão sobre as negociatas Freeport. A nível interno, longe dos holofotes, escolhem os caciques do costume, volta tudo ao normal, ao país do betão e do futebol patrocinados pelas câmaras.
Nas próximas eleições temo que entre Felgueiras da Foz ou Figueira da Foz, se escolha a primeira, já não tenho grandes ilusões, é o resultado da estupidez quotidiana que se vai cultivando no nosso país, um país cada vez mais kitsch e acrítico.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Sobre a tolerância à asneira

(Publicado no Cinco Dias)
Este fim-de-semana o nosso serviço público radiofónico transmitiu durante quase uma hora a entrevista de Fernando Alvim a Alexandra Solnado, autora do livro "Mais Luz". Dentro do género a entrevista nem foi das piores, o tom jocoso do apresentador tentou transmitir algum cepticismo sobre a cavaqueira que Alexandra Solnado entretém com Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, o problema reside na frequência com que personagens como a dita entrevistada aparecem no nosso espaço público e pior é quando se atribui a essas personagens absoluta credibilidade por defeito. Lembram-se da astróloga do programa Praça da Alegria da RTP?

Vivi em países em que existe algum espírito crítico no espaço público e por isso habituei-me a ver essas personagens que contactam com o além restringidas às prateleiras das livrarias dedicadas ao esoterismo, aos yogas e às medicinas placebo. Quando muito tinham o seu espaço mais mediático em canais de televisão especializados onde vendiam diariamente a sua banha da cobra. Geralmente, nas ocasiões em que essas personagens tentavam conquistar o espaço público eram cilindradas imediatamente por especialistas (médicos, astrónomos, psicólogos, historiadores, etc.), davam meia volta e regressavam ao seu habitat natural! Em Portugal raramente é assim. Estamos mal habituados, estamos habituados a tolerar a asneira, toda a asneira, desde a asneira do astrólogo até à asneira do típico xico-esperto lusitano.

Desde há longos anos que assumi entre as minhas obrigações de investigador divulgar ciência e combater a desinformação científica no espaço público. Fazer divulgação científica é um trabalho muito gratificante, um trabalho em que transmitimos uma imagem simpática. Combater a desinformação é um trabalho em que poucos dos meus colegas se aventuram, porque é trabalho sujo, em que é preciso estar disposto a vestir o fato de macaco e a calçar um par de luvas. Recordo as vivas discussões que tivemos na SPA sobre se deveríamos intervir contra este ou aquele charlatão. Cada vez que me empenhei no combate à desinformação estava perfeitamente consciente de que não iria ser bonito. Já se sabe que em boa parte dos casos não se vai lá com falinhas mansas, é preciso ir à bruta. Nesses casos os visados e os seus procuradores acusaram-me de muita coisa: cartesiano, fundamentalista, dogmático, mau feitio, inquisidor, fascista, comunista, "perigoso cientista dos átomos", etc. Enfim, fiz muitas amizades para o resto da vida como devem imaginar, mas a minha carapaça é dura, pode bem com esse espernear nervoso e garanto-vos que valeu quase sempre a pena intervir. Da mesma forma, posso bem com esses coros de virgens que se levantaram na sequência da minha entrada anterior e que outrora se divertiam à brava no respeitável, educado e nada fulanizante blogue Anacleto (lembram-se da economia anacleta?).

A pseudociência com motivações económicas, espirituais ou ideológicas fazem parte do meu reportório desde as primeiras linhas do Klepsýdra e dada a abundância do assunto no nosso país serão aqui objecto de escrita sempre que se apresente uma boa ocasião. Stay tuned.

sexta-feira, abril 13, 2007

Aldrabice de CV e os cargos políticos não-eleitos

Desde que se iniciou a prática (de louvar) de publicação de CV dos políticos na internet, reparei na trapalhada e na aldrabice pegada que se praticava com intuito de encher com linhas e linhas de palha as biografias e os CV dos titulares de cargos políticos. Uma artimanha muito utilizada é a de que político X frequentou o MBA ou a pós-graduação da Universidade Y ou Z (ex: CV de Morais Sarmento na anterior legislatura). Frequentou? Como é que prova que de facto frequentou? Qualquer um pode encher linhas de CV com frequentou... No entanto, reparei em algo bem mais grave: um intenso cheiro a esturro a diplomas comprados. A proliferação de universidades privadas que passam diplomas sem controlo do respectivo Estado é um esquema a que recorrem muitos políticos medíocres, casos de insucesso escolar, mas de sucesso estrondoso no carreirismo político.

O caso toma contornos de maior gravidade quando alguns destes políticos medíocres, recorrendo a diplomas forjados, acedem a cargos políticos técnicos (assessores, conselheiros, etc.) para os quais não precisam de ser eleitos, mas precisam de um diploma no CV que justifique a escolha do político responsável pelo gabinete que os acolhe. Pior ainda, são aqueles que no fim de uma legislatura recebem como presente um alto cargo bem remunerado numa empresa pública justificado por uma falsa competência que consta do seu CV. Desconfio que se investigassem quantos diplomas foram comprados em universidades estrangeiras (deixo aqui uma dica: Boston, EUA) por assessores de ministros e por titulares de altos cargos em empresas públicas que vieram da política poderiam descobrir todo um miserável mundo de falsificação de carreiras político-profissionais.

Uma palavra a José Sócrates
O CV de José Sócrates foi pelo menos antecipado por alguém, por esse alguém que escreveu que Sócrates era licenciado em Eng. Civil antes de o ser. A trapalhada mesmo não sendo intencional funde-se no oceano de aldrabice e de trapalhadas dos CV dos políticos.
Trapalhadas destas são desmotivadoras para quem trabalha no meio científico, por exemplo. Um CV de um investigador com uma gaffe desse calibre dá direito a exclusão da generalidade dos concursos individuais e a projectos...