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sábado, setembro 29, 2012

A voz da Jerónimo Sachs

António Borges, a voz da Jerónimo Sachs e consultor para as privatizações, acha que a TSU (Taxa Social Única) era medida inteligente. A TSU era inteligentíssima para a Jerónimo Martins que iria arrecadar mais uns milhões à custa dos trabalhadores e cobrir as custas das promoções selvagens. Não há decoro nenhum, é inaceitável a cumplicidade entre este governo, os interesses dos grandes grupos económicos e a Goldman Sachs. Esta manifestação de hoje e a de 15 de Setembro foi também contra estas quadrilhas.

segunda-feira, setembro 10, 2012

O polvo da Goldman Sachs (com a lula Borges)

Confirmo que esta emissão foi o acontecimento televisivo do dia em França (em Portugal o acontecimento é todos os dias bola e novelas), como se diz no Jugular. Interessante foi o anúncio de Mario Draghi (um dos visados) de compra de dívida ter surgido um dia após a difusão do documentário...
 
_Goldman Sachs - La banque qui dirige le monde 1/2 por tchels0o
_Goldman Sachs - La banque qui dirige le monde 2/2 por tchels0o

domingo, março 11, 2012

Banco ambientalista em expansão na Europa

(publicado no portal Esquerda.net)

Nos seus folhetos publicitários, o Banco Triodos faz questão em informar os seus potenciais clientes: "Não estamos cotados em bolsa. Não especulamos com o vosso dinheiro e a prática de bónus milionários não faz parte da nossa filosofia.”

O principal setor de atividade deste banco é o crédito a projetos de inovação no domínio ambiental como a agricultura e comércio de produtos biológicos, as energias renováveis, o apoio ao comércio justo, a arquitetura de regeneração urbana (ex:complexo Tour & Taxis, Bruxelas), a construção de edifícios energeticamente sustentáveis e o investimento em empresas inéditas, como a escola de condução económica Key Driving. Mas, para além do domínio ambiental este banco aposta também em investimentos de cariz ético-social, como o microcrédito, fundações que combatem a exclusão social, um projeto de distribuição de instrumentos musicais em segunda mão na Palestina e documentários cinematográficos dedicados a causas ambientalistas e sociais.

Este banco holandês classificado como banco ético entrou em atividade em 1980, o que demonstra que a especulação e a ganância não são condições necessárias para se construir um negócio bancário rentável (ver ação nos painéis da Nasdaq em Nova Iorque). O Triodos ainda não está presente em Portugal. Possui delegações apenas na Holanda, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Espanha. No entanto, espera-se que o exemplo deste banco contagie outras instituições bancárias, sobretudo quando se constata que já atingiu os 355 mil clientes e que os seus lucros relativos a 2011 são cerca de 51% acima dos lucros de 2010.

quinta-feira, março 08, 2012

Triodos: um banco não cotado em bolsa

Nos seus folhetos publicitários o banco holandês Triodos anuncia ao que anda:
"Nous ne sommes pas cotés en bourse. Nous ne spéculons pas avec votre argent et la pratique des bonus n’a pas cours chez nous".
Este banco entrou em atividade em 1980, o que demonstra que não é necessário roubar e enganar para se construir um negócio bancário rentável. Ainda não está presente em Portugal. Existe apenas na Holanda, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Espanha.

quarta-feira, novembro 16, 2011

Até onde se estende o polvo da Goldman Sachs?

Até António Borges, por exemplo.
Vale a pena ler este artigo onde se denunciam mais ligações perigosas entre os novos governos, a Goldman Sachs e a Comissão Trilateral (criada em 1973 por David Rockfeller).
António Borges faz parte do grupo europeu da Comissão Trilateral e foi ex-vice-presidente do Goldman Sachs Internacional. Reúne por isso todas as condições para ser um futuro primeiro-ministro do nosso país...

quinta-feira, outubro 20, 2011

Há lata para dizer tudo

"O Estado a gerir bancos é um desastre", Ricardo Salgado a 19/10/2011.

As subprimes dos bancos privados enterraram a economia mundial, mas de seguida foram salvos pelos estados, ou seja pelos contribuintes. Em Portugal tivemos o BPN, o BPP e uma dívida privada de 220% do PIB em grande medida da responsabilidade dos nossos bancos privados. Mas não há pudor na voz dos banqueiros responsáveis por este estado de coisas.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Vivem em cima das nossas possibilidades

"Está tudo a correr bem: em 2010, o lucro dos três maiores bancos privados nacionais cresceu 8%, face a 2009, para quase mil milhões de euros. É a banca, aparentemente, a conseguir transferir o stress para outros. Questão de poder. Entretanto, segundo o Negócios, e isto até custa a crer, o “encargo fiscal do BCP, BES e BPI caiu 83%” no mesmo período, o que terá ajudado no aumento dos lucros, claro. Isso e os empréstimos do BCE a taxas de juro quase nulas. O BCE está aí para as curvas dos bancos, mas não para as dos Estados que amparam os bancos e que depois ficam na sua dependência. É a vida no capitalismo financeirizado. Os riscos financeiros, que são muitos neste regime, são sempre socializados. Por isso é que o controlo público dos bancos deveria ser superior."
João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Lembram-se dos testes de resistência à banca?

Extracto da entrevista de Daniel Gros do Centro de Estudos Políticos europeus à Euronews sobre a Irlanda (ou será o Tigre Celta?):

Euronews: Vimos a União Europeia lançar os testes de resistência aos bancos. Esses testes não funcionaram na realidade?
Daniel Gros: Os testes de resistência foram vendidos como testes de resistência europeus, mas na realidade trata-se de uma recolha dos testes nacionais, coordenados de forma bastante frouxa pelos organismos europeus. Ninguém das instituições europeias pôde ver os livros de contas dos bancos, os pormenores, é lá que estão as perdas e eles não puderam encontrá-las. É algo que deveria ser mudado mas há pouca vontade para o fazer.

Euronews: Alguém fez batota?
Daniel Gros: É bastante claro que algo de estranho se passou na Irlanda. O estado de saúde dos bancos irlandeses era bom em Julho e, em Setembro, de repente, o governo irlandês vê-se a braços com um défice de 32% do PIB. Isso não deveria ter ocorrido num país normal.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Agradecimento ao BPN e ao BPP

Depois dos cortes de 5% anunciados ontem, deveríamos estar todos profundamente agradecidos às anteriores direcções do BPN e do BPP por terem participado em roubos e em cambalachos ruinosos apenas solucionados após uma injecção de capitais públicos de ~4,5 mil milhões de euros (isto é o que se diz, resta saber se corresponde à quantia real...). 4,5 mil milhões de euros é mais do que o custo do TGV Lisboa-Madrid. Foi como se no período de cerca de um ano, mandássemos um TGV para o caixote do lixo. É preciso não esquecer isto, porque isto é mais do que grave, isto é catastrófico.

Muitos dos clientes dos dois bancos sabiam no que estavam a participar, outros suspeitavam, mas era melhor não saber, poucos foram aqueles genuinamente enganados. Por isso, poupem-nos as lágrimas de crocodilo. Os 5% que começaremos a descontar a partir de 2011 são para cobrir os devaneios e os excessos de todos os que participaram no regabofe.

Depois do anúncio de tais medidas, lamenta-se a ausência de iniciativas vigorosas que impeçam o surgimento de novos BPP e BPN. Se nada for feito daqui a 5 anos podemos estar a pagar mais 5% de salário para salvar outro banco.

sexta-feira, maio 14, 2010

Vamos pagar os erros do sistema financeiro

Este "esforço" que é exigido aos contribuintes de Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Grécia não é mais do que a factura de erros acumulados nas últimas duas décadas pelo sistema financeiro internacional (em particular o americano), pelo funcionamento irracional das bolsas e pelo laxismo na regulação dos mercados.

Em vez de moralizarmos a economia obrigando o sistema financeiro a pagar parte da crise (nem que fosse a prazo), contratando mais reguladores e inspectores e interditando as empresas que mais crimes financeiros cometeram, em vez disso implementamos medidas que vão permitir que nada mude na Bolsa de Londres e na Bolsa de Nova Iorque. A oligarquia financeira global pode estar descansada, pode continuar a roubar. Se houver problema, nós pagamos!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Não é nacionalização, é compra!

"Não é nacionalização, é compra de um banco pelo Estado". Disse o porta-voz do PSD sobre a nacionalização do BPN. É "compra", é... É duro engolir sapos, isso é que é. A radicalização recente do PSD em direcção à ideologia do Estado Mínimo é a responsável por este niilismo trapalhão. Há pessoas que deveriam tirar algumas conclusões muito sérias sobre o que andaram a escrever nos últimos anos sobre as maravilhas do mercado, mas andam a esquivar-se...

terça-feira, outubro 14, 2008

The Economist de Junho de 2005

A The Economist já tinha escrito tudo sobre a actual crise do imobiliário, na sua edição de 18 de Junho de 2005!!!

O José Sousa do blogue Fututo Comprometido estava atento e escreveu um post acertadíssimo lido três anos depois.

terça-feira, outubro 07, 2008

Dominó financeiro vai chegar às empresas

Esta crise que atingiu directamente o serviço de crédito bancário, vai ter consequências graves muito em breve sobre todas as empresas que dependiam do crédito bancário para financiar os seus projectos, cobrir as suas dívidas e algumas inclusivamente para pagar os seus salários. É muito provável que em breve novas falências e desemprego venham afectar outros sectores para lá do sector financeiro.

quinta-feira, outubro 02, 2008

5 cartões de crédito para Nick Leeson

Nick Leeson foi condenado a seis anos e meio de prisão em Singapura por ter sido considerado responsável pela falência em 1995 do mais antigo banco de investimento britânico, o banco Barings. Após ter cumprido a sua pena (reduzida por bom comportamento), de regresso a Inglaterra, foram-lhe propostos 5 cartões de crédito só na primeira semana. Nas suas palavras:

"I returned from Singapore in 1999, responsible for £862m worth of losses that brought down Britain's oldest investment bank, personally liable through an injunction for £100m, and yet within the space of a week had been offered five different credit cards. Ridiculous! Any central bank will tell you that the system exists on the premise of "responsible lending"; but the experiences of the past few years clearly show this is utter rubbish."

Ler aqui o seu testemunho completo sobre a actual crise dos mercados financeiros e sobre a impunidade de que gozam os actuais responsáveis.

terça-feira, setembro 30, 2008

A mão socialista

É espantoso o à-vontade com que alguns dos maiores responsáveis por esta crise financeira estão a tentar safar-se (no sentido mais sacana do termo) graças a cambalhotas ideológicas espantosas. Até há bem pouco tempo, a mão invisível de Adam Smith era um dogma inquestionável, hoje, para safar a pele, agarram-se com todas as forças à mão socialista. E enquanto os mais ricos se agarram à mão socialista, a mão invisível, essa, serve para justificar as perdas dos milhares de clientes de planos de reforma e de pequenas contas a prazo onde se enterraram as economias de toda uma vida (cartoon Times).

Ainda hoje a mão socialista salvadora entrou em acção na Bélgica a pedido dos devotos da mão invisível. Depois do anúncio dos governos belga e holandês da nacionalização do banco Fortis, o grupo Dexia veio pedir imediatamente uma solução semelhante para resolver a sua grave crise.

terça-feira, setembro 16, 2008

Lemming Brothers

Há qualquer coisa de mito Lemming - aquele que reza que os pobres animais se suicidavam em massa - nesta falência do Lehman Brothers, a encerrar mais um capítulo da encantadora fábula da liberalização total dos mercados financeiros.
Sobre o ambiente financeiro (nacionalizações encapotadas, queda do mercado imobiliário, etc.) que rodeia a falência deste banco de investimento vale a pena ler este texto do João do Rodrigues no Ladrões de Bicicletas.

sábado, abril 19, 2008

Os bancos que se seguem...

O RBS (Royal Bank of Scotland), o segundo maior banco europeu, e o Citibank, o maior banco americano, são os bancos que se seguem no anúncio de pesados prejuízos resultantes da crise do crédito imobiliário nos EUA. Segundo o Financial Times, o RBS está prestes a anunciar um prejuízo de 5 mil milhões de euros. O Citibank anunciou ontem um prejuízo de cerca de 3,2 mil milhões de euros.

quinta-feira, abril 10, 2008

Bancos reconhecem culpas na crise mundial

Ler no Financial Times. Destaco:
"The Institute of International Finance, meanwhile, representing more than 375 of the world’s largest financial companies, acknowledged “major points of weaknesses in business practices”, including bankers’ pay and the management of risk"

including bankers’ pay
Em Portugal, país iluminado, acha-se que não, que os exagerados salários dos quadros no sector privado, banca incluída, não são um problema, apesar de termos a mais baixa produtividade da Europa dos 15. Deste modo, estamos a desacoplar os salários dos quadros das empresas da produtividade, o que significa premiar apenas o estatuto, a poltrona, independentemente de mexerem ou não a bunda da poltrona. Enfim coisas típicas do terceiro-mundo.

quarta-feira, março 26, 2008

Os custos do ultraliberalismo

Já todos ouvimos uma boa catequese sobre o despesismo do Estado e as grandes vantagens para os "bolsos do contribuinte" de tudo privatizar, pois supostamente as empresas e o mercado sabem o que é melhor para contribuinte. Ora, esta catequese esquece os imensos custos para os "bolsos do contribuinte" das grandes crises financeiras, que nos últimos 30 anos não têm sido tão raras como isso. Os exemplos apresentados no artigo "History Lesson" na The Economist desta semana são bem representativos:

"Crises in poorer countries tend to be deeper and more costly, often because they are twinned with collapsing currencies. According to a 1996 survey of insolvencies by economists at the World Bank, the bail-out of Argentina's banking system in the early 1980s cost a stunning 55% of GDP to fix.

The rich world's banking troubles have not been cheap either. The bill for bolstering Finland's banks in the early 1990s came to 8% of GDP; Sweden's bail-out was scarcely less dear. America spent more than 3% of GDP cleaning up the savings-and-loan crisis, its priciest to date."

Curiosamente, o mesmo artigo dá alguns exemplos de como o intervencionismo do estado em épocas de crise se poderá saldar em lucro para o contribuinte.