Publicada no jornal As Beiras a 9 de Agosto de 2012:
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quarta-feira, agosto 22, 2012
quinta-feira, junho 28, 2012
segunda-feira, junho 25, 2012
Estaleiros, Porto da Figueira, Pesca Ilegal e Corsários
Estaleiros, Porto da Figueira, Pesca Ilegal e Corsários é mixórdia temática da minha crónica de hoje na Rádio Clube Foz do Mondego.
Horário: 10h45 com repetição às 18h40.
Horário: 10h45 com repetição às 18h40.
domingo, junho 03, 2012
Travar a erosão e salvar a onda
O tema da minha crónica desta segunda no Pontos de Vista, na Rádio Clube Foz do Mondego, é sobre a solução que poderá travar a erosão na margem sul e salvar a onda do Cabedelo.
Horário: 10h45 com repetição às 18h40.
quinta-feira, maio 24, 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
quinta-feira, abril 12, 2012
segunda-feira, março 12, 2012
Estado da pesca
Estado da pesca fluvial e oceânica é o assunto da minha crónica Pontos de Vista de hoje, segunda-feira, na Rádio Clube Foz do Mondego.
Horário: 10h45 com repetição às 18h40.
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Transporte Marítimo e Porto da Figueira
É o assunto da minha crónica de hoje, Pontos de Vista, na Rádio Clube Foz do Mondego.
Horário: 10h45 com repetição às 18h40.
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
segunda-feira, janeiro 30, 2012
segunda-feira, dezembro 19, 2011
terça-feira, dezembro 06, 2011
Não havia necessidade...
É preciso afirmá-lo com clareza. Quem tem responsabilidades de decisão política (Governo, Presidente da República e Câmara Municipal) pouco ou nada fez para evitar o encerramento dos estaleiros ou para encontrar uma solução alternativa de reconversão a outras actividades industriais. O mais perturbador é que isto ocorre em pleno debate da presidência sobre a importância da chamada economia do mar. Ouvimos do mesmo na Figueira, inclusivamente aldeias do mar, etc. É sem dúvida uma retórica bonita, e é uma via de desenvolvimento muito válida como já repetidamente escrevi, mas quando chega à hora da verdade a "economia da terra" (a dos mercados) liquida totalmente a economia do mar.segunda-feira, setembro 05, 2011
Lançada maior turbina para energia de correntes marítimas
(publicado no portal Esquerda.net)


Esta semana foi lançada ao largo da Bretanha a maior turbina do mundo (16 metros de diâmetro e 1000 toneladas de peso) destinada à produção de energia a partir de correntes submarinas.Instalada a 35 metros de profundidade, ao largo da costa de Paimpol e da ilha de Bréhat, a referida turbina deverá passar uma série de testes em condições reais, em particular a sua resposta às correntes e ao meio natural. Depois desta fase de testes a EDF (Electricité De France) instalará outras três turbinas na mesma zona ao curso de 2012. O parque de 4 turbinas produzirá um total de 2 MW/h, capazes de alimentar cerca de 2000 a 3000 lares. As turbinas estarão ligadas a um cabo submarino de 15 km que as ligará à rede eléctrica continental.
As turbinas do parque Paimpol-Bréhat foram construídas pela empresa irlandesa Openhydro nos estaleiros militares navais de Brest, tendo sido financiadas em parceria entre a EDF e as autoridades regionais. A região da Bretanha entrou com cerca de 25% dos custos. O projecto tem sido acompanhado pelas associações de recreio, ambientais e pescadores locais tendo sido avaliados os diferentes impactos na região. Neste sentido, a EDF chegou a um acordo com os pescadores locais para financiar em cerca de um milhão de euros um estudo sobre o impacto do parque na migração das lagostas, cuja pesca é importantíssima para a economia local.
Estima-se que o potencial de produção de energia a partir de correntes submarinas é de 2,5 a 3,5 GW em França, o que corresponde a 3 ou 4 % da produção actual de energia do país, ou seja poderá abranger alguns milhões de franceses. No entanto, um dos problemas desta forma de produção de energia é que a sua eficiência depende em grande medida da localização geográfica. O potencial da costa francesa para produzir energia a partir das correntes marítimas estima-se em cerca de 20 a 25% do potencial de toda a Europa. Melhores condições apenas se encontram nas ilhas britânicas. Na Escócia, a empresa ScotishPower Renewables está a implementar desde Fevereiro o maior parque de produção de energia de correntes marítimas, com o objectivo de produzir cerca de 10 MW a distribuir por cerca de 5 mil habitações. As maiores vantagens desta forma de produção de energia são o seu ligeiro impacto ambiental, comparada com outras renováveis, e a grande previsibilidade das correntes marítimas em contraste com a considerável aleatoriedade dos ventos, no caso da energia eólica.
Apesar de a EDF estimar o preço dos primeiros MW produzidos pelas turbinas de Paimpol cerca de 8 vezes mais elevado do que o actual preço de mercado, espera-se que nos próximos anos se consiga reduzir esses custos para um terço. A França tem como objectivo produzir até 2020 cerca de 23% de energia a partir das renováveis. A Escócia estabeleceu uma meta de 80% para a mesma data. Ambas as metas resultarão numa considerável redução de consumo e de importação de petróleo e de gás natural, o que a longo prazo constituirá uma escolha mais económica, visto que o preço destes combustíveis fósseis continuará ao aumentar ao longo das próximas décadas.
As turbinas do parque Paimpol-Bréhat foram construídas pela empresa irlandesa Openhydro nos estaleiros militares navais de Brest, tendo sido financiadas em parceria entre a EDF e as autoridades regionais. A região da Bretanha entrou com cerca de 25% dos custos. O projecto tem sido acompanhado pelas associações de recreio, ambientais e pescadores locais tendo sido avaliados os diferentes impactos na região. Neste sentido, a EDF chegou a um acordo com os pescadores locais para financiar em cerca de um milhão de euros um estudo sobre o impacto do parque na migração das lagostas, cuja pesca é importantíssima para a economia local.
Estima-se que o potencial de produção de energia a partir de correntes submarinas é de 2,5 a 3,5 GW em França, o que corresponde a 3 ou 4 % da produção actual de energia do país, ou seja poderá abranger alguns milhões de franceses. No entanto, um dos problemas desta forma de produção de energia é que a sua eficiência depende em grande medida da localização geográfica. O potencial da costa francesa para produzir energia a partir das correntes marítimas estima-se em cerca de 20 a 25% do potencial de toda a Europa. Melhores condições apenas se encontram nas ilhas britânicas. Na Escócia, a empresa ScotishPower Renewables está a implementar desde Fevereiro o maior parque de produção de energia de correntes marítimas, com o objectivo de produzir cerca de 10 MW a distribuir por cerca de 5 mil habitações. As maiores vantagens desta forma de produção de energia são o seu ligeiro impacto ambiental, comparada com outras renováveis, e a grande previsibilidade das correntes marítimas em contraste com a considerável aleatoriedade dos ventos, no caso da energia eólica.
Apesar de a EDF estimar o preço dos primeiros MW produzidos pelas turbinas de Paimpol cerca de 8 vezes mais elevado do que o actual preço de mercado, espera-se que nos próximos anos se consiga reduzir esses custos para um terço. A França tem como objectivo produzir até 2020 cerca de 23% de energia a partir das renováveis. A Escócia estabeleceu uma meta de 80% para a mesma data. Ambas as metas resultarão numa considerável redução de consumo e de importação de petróleo e de gás natural, o que a longo prazo constituirá uma escolha mais económica, visto que o preço destes combustíveis fósseis continuará ao aumentar ao longo das próximas décadas.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Mil milhões em submarinos, zero em transparência
Em tempo de crise vamos desembolsar um luxo: mil milhões de euros em submarinos. O mínimo que se exige é que todas as transacções envolvidas sejam transparentes. Não só não são, como não há muita vontade de investigar por parte deste governo, apesar dos fortes indícios de fraude. Paulo Portas pode descansar e continuar a culpar os ciganos e os desempregados pela crise.
As denúncias da eurodeputada Ana Gomes são um oásis de decência no meio da carneirada que se apoderou do Partido Socialista.
As denúncias da eurodeputada Ana Gomes são um oásis de decência no meio da carneirada que se apoderou do Partido Socialista.
domingo, outubro 24, 2010
Portugal e o mar no Expresso
Muito boa iniciativa a extensa reportagem sob o tema "Portugal e o Mar: Saída à Vista?" publicada na revista Única do Expresso deste fim-de-semana. É de louvar uma reportagem que discute seriamente algumas soluções interessantes para nos tornarmos mais imunes a crises. No entanto, gostava de ter lido mais informação técnica e estatística sobre pesca, actividades industriais e turísticas ligadas ao mar e menos histórias cor-de-rosa sobre pequenos heróis do mar.
terça-feira, junho 15, 2010
Que peixe comer?
Em plena época de grande consumo de pescado, a página Que peixe comer? oferece muita informação importante sobre o peixe que comemos e dá alguns conselhos sobre um consumo que permita a sustentabilidade das nossas reservas piscícolas.
Parece que esta página irritou muito Miguel Sousa Tavares, eis um bom cartão de visita para Que peixe comer?
Parece que esta página irritou muito Miguel Sousa Tavares, eis um bom cartão de visita para Que peixe comer?
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Surf na Sociedade
Este seminário está dentro daquilo que deveria ser a vocação da Figueira, são estas actividades, são estes caminhos que a cidade deveria percorrer para se desenvolver de uma forma sólida, equilibrada e diversificada. Infelizmente não poderei estar presente por circunstancias menos agradáveis da vida. Boa sorte ao Eurico, restantes organizadores e participantes.terça-feira, setembro 29, 2009
S.O.S. Cabedelo
(Publicado no portal Esquerda.net)
Unidos no protesto contra os efeitos do prolongamento do molhe norte à entrada do Porto Comercial da Figueira da Foz, reuniram-se no passado fim-de-semana na praia do Cabedelo algumas centenas de surfistas, jovens, membros de associações nacionais, associações internacionais e cidadãos anónimos. Numa cidade em que o carneirismo e o conformismo são regra este foi um acontecimento raro e excepcional de mobilização cidadã. O ponto alto desta manifestação foi o desenhar no mar do logótipo humano S.O.S. por cerca de 230 pessoas.
O objectivo do movimento SOS Cabedelo é preservar a Onda da referida praia, que outrora permitiu que ali se disputasse por quatro ocasiões uma etapa do World Championship Tour, e impedir a erosão da costa a sul do Mondego. Aos objectivos ambientais e ligados à prática do surf junta-se a manutenção de uma pequena mas florescente economia ligada à prática de desportos náuticos e ao lazer. Num país com uma extensa costa, é desejável a aposta em actividades económicas deste tipo que respeitam o meio ambiente e que surgem por uma iniciativa local, sem recurso a grandes obras envolvendo a betonização de extensas superfícies de solos. Além do mais estas actividades criam emprego que não é deslocalizável.
Apesar de o S.O.S. Cabedelo reconhecer o valor da obra em curso para o Porto Comercial da Figueira da Foz - melhora a segurança das grandes embarcações e permite a entrada de navios com sete metros de fundo em vez de 5 metros - pretende que sejam realizadas obras suplementares que impeçam a degradação da costa e o desaparecimento da Onda do Cabedelo. Uma das soluções já implementada noutras latitudes (África do Sul, Austrália e EUA) é o sistema de bypass que permite a areia transitar entre os dois lados de molhes. Esta solução tem dado bons resultados e os custos envolvidos na sua implementação são comparáveis aos custos de manutenção do molhe depois da sua extensão.
Uma nota curiosa sobre a política local. O actual Presidente de Câmara da Figueira da Foz que se gaba neste cartaz da construção do molhe, rejeitou em 1997 a ideia de que o prolongamento do novo molhe poderia aumentar a erosão costeira nas praias a sul da Figueira da Foz. Ao ser confrontado com recentes protestos não só acabou por admitir a efectiva erosão da costa como afirmou não ter qualquer poder sobre a realização da obra, aparecendo de t-shirt do S.O.S. Cabedelo na manifestação do passado fim-de-semana como se não fosse nada com ele...
Unidos no protesto contra os efeitos do prolongamento do molhe norte à entrada do Porto Comercial da Figueira da Foz, reuniram-se no passado fim-de-semana na praia do Cabedelo algumas centenas de surfistas, jovens, membros de associações nacionais, associações internacionais e cidadãos anónimos. Numa cidade em que o carneirismo e o conformismo são regra este foi um acontecimento raro e excepcional de mobilização cidadã. O ponto alto desta manifestação foi o desenhar no mar do logótipo humano S.O.S. por cerca de 230 pessoas.
O objectivo do movimento SOS Cabedelo é preservar a Onda da referida praia, que outrora permitiu que ali se disputasse por quatro ocasiões uma etapa do World Championship Tour, e impedir a erosão da costa a sul do Mondego. Aos objectivos ambientais e ligados à prática do surf junta-se a manutenção de uma pequena mas florescente economia ligada à prática de desportos náuticos e ao lazer. Num país com uma extensa costa, é desejável a aposta em actividades económicas deste tipo que respeitam o meio ambiente e que surgem por uma iniciativa local, sem recurso a grandes obras envolvendo a betonização de extensas superfícies de solos. Além do mais estas actividades criam emprego que não é deslocalizável.
Apesar de o S.O.S. Cabedelo reconhecer o valor da obra em curso para o Porto Comercial da Figueira da Foz - melhora a segurança das grandes embarcações e permite a entrada de navios com sete metros de fundo em vez de 5 metros - pretende que sejam realizadas obras suplementares que impeçam a degradação da costa e o desaparecimento da Onda do Cabedelo. Uma das soluções já implementada noutras latitudes (África do Sul, Austrália e EUA) é o sistema de bypass que permite a areia transitar entre os dois lados de molhes. Esta solução tem dado bons resultados e os custos envolvidos na sua implementação são comparáveis aos custos de manutenção do molhe depois da sua extensão.
Uma nota curiosa sobre a política local. O actual Presidente de Câmara da Figueira da Foz que se gaba neste cartaz da construção do molhe, rejeitou em 1997 a ideia de que o prolongamento do novo molhe poderia aumentar a erosão costeira nas praias a sul da Figueira da Foz. Ao ser confrontado com recentes protestos não só acabou por admitir a efectiva erosão da costa como afirmou não ter qualquer poder sobre a realização da obra, aparecendo de t-shirt do S.O.S. Cabedelo na manifestação do passado fim-de-semana como se não fosse nada com ele...
terça-feira, setembro 15, 2009
Outras ondas
Tal como é descrito no sítio do SOS Cabedelo existem soluções para preservar as ondas para o surf e a erosão da costa em caso de construção de molhes. Uma delas é o sistema de bypass que permite a areia transitar entre os dois lados de molhes. Aqui uma solução encontrada pelo do governo de Queensland e aqui a solução de Gippsland, ambas na Austrália. Aqui o exemplo de Delaware nos EUA. E aqui outro exemplo, a da Baía Mandela, na África do Sul.
Estes exemplos mostram a solução do bypass já não se pode classificar de ficção científica. Agora só falta é vontade política para a avaliar a exequibilidade do bypass na Figueira, dado que não é uma solução perfeita. É muito importante evitar perder a Onda do Cabedelo e toda a actividade económica, social e de recreio que lhe está associada. Aquilo não é um golfe, que se pode contruir em quase todo lado, ondas daquelas há poucas. Apesar terem mão humana, fazem parte das especifidades do nosso concelho, matá-la significa contribuir para que o concelho se assemelhe a outro qualquer em vez de se destacar pela diferença.

Estes exemplos mostram a solução do bypass já não se pode classificar de ficção científica. Agora só falta é vontade política para a avaliar a exequibilidade do bypass na Figueira, dado que não é uma solução perfeita. É muito importante evitar perder a Onda do Cabedelo e toda a actividade económica, social e de recreio que lhe está associada. Aquilo não é um golfe, que se pode contruir em quase todo lado, ondas daquelas há poucas. Apesar terem mão humana, fazem parte das especifidades do nosso concelho, matá-la significa contribuir para que o concelho se assemelhe a outro qualquer em vez de se destacar pela diferença.

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