Com este título, o "Cartão Vermelho Violento", a Cofina mostra do que será capaz se lhe oferecerem uma televisão. Estou mesmo em crer que este número do Correio da Manhã é uma espécie de oficialização da sua candidatura à exploração da RTP. Só falta a assinatura do ministro Relvas e do administrador da Jerónimo Martins e ex-Goldman Sachs, o respeitabilíssimo António Borges.
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terça-feira, setembro 18, 2012
terça-feira, setembro 11, 2012
segunda-feira, abril 30, 2012
Petição Contra o Encerramento da Delegação da Lusa em Coimbra
Assinar a Petição Contra o Encerramento da Delegação da Lusa em Coimbra aqui, mais uma machadada na descentralização e no desenvolvimento equilibrado do país.
terça-feira, novembro 29, 2011
João Semedo incomoda muita gente
João Semedo tem sido o deputado mais activo contra a lapidação dos hospitais públicos, entre os quais o Hospital da Figueira. Este fim-de-semana foi alvo de um dos ataques mais miseráveis e trapalhões da história do jornalismo português. Na capa do Expresso dá-se uma notícia absolutamente falsa acusando o deputado de ter sido sócio do BPN. Ora, João Semedo nunca foi sócio do BPN como aliás se pode perceber pelo corpo da notícia do Expresso que contraria o próprio título. Mas há sempre quem leia apenas o título e não leia o próprio texto. Um erro tão grosseiro só pode ter explicação numa notícia encomendada por alguém muito incomodado pelo trabalho do deputado. Não é só em Angola que estas coisas acontecem. Das duas uma, isto ou vai acabar com um processo ao jornalista ou com um pedido de desculpas público com o mesmo destaque da notícia original.
quarta-feira, novembro 24, 2010
TV da Universidade de Coimbra
Saúda-se a abertura da UCV, a nova televisão da UC (Universidade de Coimbra). Tendo em conta que estamos na melhor universidade do país, só peca por tardia. Espero que traga dinamismo, criatividade e inconformismo, que ajude a limpar algumas velhas teias de aranha da instituição. Para já aquela panóplia de écrans por detrás dos apresentadores, uma espécie de mimetismo à portuguesa da CNN não é grande prenúncio.
sexta-feira, outubro 15, 2010
O Serviço Público da Grande Entrevista...
(publicado no Esquerda Republicana)Nas últimas 5 edições, a Grande Entrevista, aquela que deveria ser a entrevista de referência em horário nobre da televisão pública, que deveria reflectir as principais preocupações do país, recebeu dois treinadores de futebol (Queiroz e Bento), um presidente de um clube (Bettencourt) e um ex-colega da RTP condenado a 7 anos por pedofilia (Carlos Cruz). Do ponto de vista do serviço público pior que isto era difícil. Aproveita-se apenas a condenação da RTP pela ERC no branqueamento de Carlos Cruz.
Num período de crise profunda seria bem mais interessante dissecar com responsáveis económicos e políticos o processo BPN e BPP que originou o buraco de 4,5 mil milhões de euros com repercussões nos salários em 2011. Seria mais interessante entrevistar equitativamente quem defende políticas de austeridade (como as que afundaram a Irlanda) e quem defende a linha do nobel Krugman, de estímulo da economia através do investimento público. Ou entrevistar os responsáveis dos partidos ideologicamente ligados ao modelo económico que provocou esta crise: CDS, PSD e este PS. Ou ainda convidar um dos responsáveis da banca nacional que participaram na recente especulação financeira de que fomos alvo. Por exemplo, Fernando Ulrich declarou recentemente que não existia especulação. Seria interessante confrontá-lo com a realidade. Dissecar se o seu banco participou ou não nas recentes operações especulativas. E se participou pouco ou se participou muito. E que consequências teve essa especulação para a nossa economia e para os bolsos dos especuladores.
Mas nada disto interessa, está-se já a ver mais servicinho público na próxima semana com o presidente do Benfica, o treinador do Porto, um dirigente da arbitragem ou (anotem bem, porque há lata para tudo) o candidato à presidência da FPF casado com a própria entrevistadora.
Mas nada disto interessa, está-se já a ver mais servicinho público na próxima semana com o presidente do Benfica, o treinador do Porto, um dirigente da arbitragem ou (anotem bem, porque há lata para tudo) o candidato à presidência da FPF casado com a própria entrevistadora.
quarta-feira, março 03, 2010
Solidariedade da treta
No título de primeira página do jornal Figaro depois da passagem do Xynthia podia ler-se: "Tempête: l'urbanisation du littoral en accusation" (ver primeira página de 2 de Março). Este título é ilustrativo do caso francês. A catástrofe teve como reacção imediata uma pesquisa e identificação séria do que não estava bem no ordenamento do território e abrir a discussão para evitar futuros erros do mesmo género. No caso português, os media não quiseram incomodar muito o excelentíssimo presidente do governo regional e ainda menos os autarcas e empresários responsáveis pelos atentados graves ao ordenamento do território que originaram dezenas de mortos.
Os media nacionais preferiram aderir às cantoretas e aos programas sentimentais de variedades supostamente de solidariedade para com a Madeira, do que adoptar uma atitude crítica. Quem já deve estar a esfregar as mãos com tanta solidariedade são as mesmas empresas e os autarcas responsáveis pela construção nos leitos dos rios com os milhões que se prometeram. Da minha parte não levam nem um tusto! É mesmo assim! Da minha parte não vai nada às cegas, só vai dinheiro para a Madeira se tiver a certeza que os beneficiários da dádiva não são nem os empresários nem os políticos responsáveis pelas dezenas de mortos da catástrofe.
Os media nacionais preferiram aderir às cantoretas e aos programas sentimentais de variedades supostamente de solidariedade para com a Madeira, do que adoptar uma atitude crítica. Quem já deve estar a esfregar as mãos com tanta solidariedade são as mesmas empresas e os autarcas responsáveis pela construção nos leitos dos rios com os milhões que se prometeram. Da minha parte não levam nem um tusto! É mesmo assim! Da minha parte não vai nada às cegas, só vai dinheiro para a Madeira se tiver a certeza que os beneficiários da dádiva não são nem os empresários nem os políticos responsáveis pelas dezenas de mortos da catástrofe.
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Concordo
Concordo com este artigo de M.S. Tavares quando se fala do jornalismo dos órgãos de dimensão nacional. A nível local, como escrevi aqui recentemente, o problema da liberdade de imprensa é sério e as consequências são palpáveis. A negrito as passagens mais interessantes.
"Para começo de conversa: a liberdade de imprensa não está em perigo em Portugal. Obviamente. Quem o diz, quem organiza petições online e manifs, nunca antes, quando o perigo real existiu, se fez ouvir. Não há um único grande jornalista português que ande por aí aos gritos em defesa da liberdade pretensamente ameaçada. Não conheço ninguém que não diga e não escreva o que quer e que não tenha tribuna para ser escutado. Sim, há, como haverá sempre, os que têm medo, os que hesitam e os que medem as consequências: mas a cobardia individual não é defeito público. Convém, pois, não confundir liberdade com irresponsabilidade, não confundir vaidades individuais, desejos de protagonismo e aproveitamentos políticos com a situação real, como um todo";
"Para começo de conversa: a liberdade de imprensa não está em perigo em Portugal. Obviamente. Quem o diz, quem organiza petições online e manifs, nunca antes, quando o perigo real existiu, se fez ouvir. Não há um único grande jornalista português que ande por aí aos gritos em defesa da liberdade pretensamente ameaçada. Não conheço ninguém que não diga e não escreva o que quer e que não tenha tribuna para ser escutado. Sim, há, como haverá sempre, os que têm medo, os que hesitam e os que medem as consequências: mas a cobardia individual não é defeito público. Convém, pois, não confundir liberdade com irresponsabilidade, não confundir vaidades individuais, desejos de protagonismo e aproveitamentos políticos com a situação real, como um todo";
"Mal, muito mal, andou, pois, Paulo Rangel, com aquele seu infeliz, quase ridículo, discurso no Parlamento Europeu, querendo justificar num minuto a ditadura que se viveria em Portugal. (...) exagerou, generalizou, mentiu. Fiquei a pensar que, se é este o amigo da liberdade de imprensa, que avancem os inimigos";
"Nada, jamais, me fará deixar de lado o nojo que me causa a revelação destas 'verdade' arrancadas à custa da divulgação de conversas telefónicas ou presenciais privadas, do atropelo sem vergonha do segredo de justiça";
"Já faltou mais para que, qualquer dia, tenhamos os dirigentes sindicais dos magistrados a ditarem sentenças que devem ser aplicadas";
"E, preto no branco: no lugar do director do 'JN', José Leite Pereira, eu também não teria consentido a publicação da crónica de Mário Crespo. Porque não aceito como regra deontológica do jornalismo, a publicação de notícias fundadas numa fonte anónima que escutou conversas privadas, mesmo em local público. E porque também não o aceito como regra de educação. Nunca o fiz e nunca o farei - e também o poderia fazer abundantemente. E sinto asco quando vejo o director do 'Sol' vir agora revelar o suposto teor de uma conversa com Sócrates, num almoço em que foi como convidado a S. Bento e onde o PM lhe teria feito confidências gravíssimas. Com gente desta não quero almoçar. (Não deixo, aliás, de achar extraordinário que o mesmo 'Sol' ande aí a gritar aos quatro ventos que o Governo português quis comprar a sua liberdade, aproveitando as dificuldades financeiras do jornal, quando, tanto quanto sei, eles se abriram, directa ou indirectamente, aos dinheiros do mais corrupto Governo do planeta)".
Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 13 de Fevereiro de 2010, "Oito passos em direcção ao fim". (Via O Bacteriófago)
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Sobre a liberdade de expressão e a perseguição
Do Oceano Atlântico à Raia conheço casos de jornalistas perseguidos, controlados e manipulados pelos pequenos poderes locais, por vezes por questões absolutamente idiotas que incomodam este ou aquele senhor que patrocina a publicação. Estes jornalistas que levam forte e feio nas canelas não se podem "atirar para chão para pedir penalty", não podem "simular falta" como Mário Crespo e pedir o castigo máximo perante o megafone dos media nacionais. Pura e simplesmente porque não têm esse megafone das televisões à disposição. Levam nas canelas e têm que continuar como se nada fosse, se caírem o jogo não pára.
É por esta razão que a vitimização de personagens como Moura Guedes, Eduardo Moniz ou Mário Crespo me sabem a lágrimas de crocodilo. Ao nível deles, as presas transformam-se em predadores, a televisão de hoje é uma forma de poder bem mais poderosa do que o poder político quando operada com suficiente maquiavelismo. Para esse peditório, o peditório familiar Guedes-Moniz, nem com um cêntimo contribuirei.
É por esta razão que a vitimização de personagens como Moura Guedes, Eduardo Moniz ou Mário Crespo me sabem a lágrimas de crocodilo. Ao nível deles, as presas transformam-se em predadores, a televisão de hoje é uma forma de poder bem mais poderosa do que o poder político quando operada com suficiente maquiavelismo. Para esse peditório, o peditório familiar Guedes-Moniz, nem com um cêntimo contribuirei.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Os brinca-na-areia da televisão
O artigo de hoje no Diário das Beiras do Gonçalo Capitão do PSD cita duas ideias chave sobre o caso Mário Crespo, que se poderia aplicar igualmente ao caso M. Moura Guedes:
- "tal turbulência mostra, cristalinamente, a força e a relevância dos media [...] um novo poder quase insindicável";
- "as próprias vedetas mediáticas estão bem cônscias da sua relevância e que estamos no país em que qualquer avançado (no futebol ou na vida pública) sabe que atirando-se para o chão ao menor “bafo” do adversário, haverá, com certeza, penálti."
- "tal turbulência mostra, cristalinamente, a força e a relevância dos media [...] um novo poder quase insindicável";
- "as próprias vedetas mediáticas estão bem cônscias da sua relevância e que estamos no país em que qualquer avançado (no futebol ou na vida pública) sabe que atirando-se para o chão ao menor “bafo” do adversário, haverá, com certeza, penálti."
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Onde é que estão as televisões de esquerda?
Ler este certeiro texto do Paulo Querido sobre esse vício do cronista luso que consiste em afirmar que a comunicação social é dominada pela esquerda.
Onde é que estão as televisões de esquerda?
PS- Estou plenamente convencido que haveria espaço para um projecto televisivo em canal aberto com qualidade e com audiências razoáveis coordenado por gente de esquerda e pela nova direita intelectual. Desconfio que esta direita também não tem pachorra para o circo kitsch da TVI e da SIC generalista.
Onde é que estão as televisões de esquerda?
PS- Estou plenamente convencido que haveria espaço para um projecto televisivo em canal aberto com qualidade e com audiências razoáveis coordenado por gente de esquerda e pela nova direita intelectual. Desconfio que esta direita também não tem pachorra para o circo kitsch da TVI e da SIC generalista.
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