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segunda-feira, junho 25, 2012

Gases de motores a gasóleo são cancerígenos



O Centro Internacional para a Investigação do Cancro, uma agência da Organização Mundial de Saúde, anunciou que está cientificamente comprovado que as emissões de partículas finas dos motores a gasóleo aumentam o risco de cancro do pulmão. Os trabalhos científicos que o demonstram foram realizados na Europa e nos EUA, em particular em minas em que os trabalhadores estiveram expostos às emissões de motores a gasóleo.

Nas últimas décadas tem-se assistido na Europa à proliferação de viaturas movidas por motores a gasóleo, em grande medida pelas vantagens fiscais oferecidas pelos governos europeus comparativamente à gasolina. Os construtores de automóveis têm apostado nestas motorizações dado que os motores a gasóleo emitem menos dióxido de carbono por quilómetro que as viaturas movidas a gasolina (embora os motores a gasolina na prática não emitam partículas), permitindo às marcas vender viaturas que cumprem os limites de emissões de gases de efeito de estufa. No entanto, numerosos engenheiros que trabalharam para as grandes marcas mundiais de automóveis denunciaram que na Europa a opção pelo gasóleo serviu também para vender automóveis muito mais caros, explorando a margem de poupança que um consumidor realiza ao escolher uma viatura a gasóleo em vez de uma viatura a gasolina. A diferença de custos de produção entre um motor a gasolina e a gasóleo para o mesmo modelo não justifica a diferença no preço de venda.

Hoje em dia refinar gasóleo é mais caro do que refinar gasolina, sobretudo pelas exigências técnicas associadas à legislação que restringe a quantidade de enxofre presente no gasóleo. Tendo em conta as conclusões deste estudo, interessa refletir se faz sentido na Europa (nos EUA os motores a gasóleo são menos vendidos) o gasóleo continuar a ter maiores benefícios fiscais em relação à gasolina para os automóveis particulares. No entanto, deve continuar a investigação do impacto das melhorias realizadas nos novos motores a gasóleo para reduzir as emissões de partículas finas, para se perceber a real redução de riscos que estas alterações representam.

segunda-feira, maio 21, 2012

domingo, fevereiro 05, 2012

Hospital da Figueira

Todos os que se bateram pelo cancelamento das medidas de supressão de serviços do Hospital da Figueira estão de parabéns: deputados eleitos, movimentos, bloguistas e cidadãos anónimos. Sinceramente, por momentos pensei que o pior pudesse acontecer a curto ou médio prazo. No entanto, a situação económica do país e os ziguezagues do nosso Primeiro ainda nos podem trazer alguma surpresa inesperada.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Marisa Matias eurodeputada do ano

O excelente trabalho da Marisa no Parlamento Europeu teve um justo reconhecimento ao ter sido galardoada com o prémio de melhor deputado na área da saúde.
A Marisa esteve à frente da aprovação da directiva que combate a falsificação de medicamentos que tem impacto directo nas vidas de milhões de cidadãos europeus. Liderou também a proposta do próximo programa de financiamento para a investigação na Europa, que resultará no 8° Programa Quadro para a Investigação. Além do mais, este trabalho foi realizado em ambiente de grande hostilidade ao BE dentro do Grupo da Esquerda Unitária Europeia, em particular da parte de partidos comunistas europeus que tentaram boicotar, atrapalhar e vilipendiar o trabalho da Marisa. É por estas e por outras que julgo que está na hora do BE se mudar para os Verdes Europeus.

terça-feira, novembro 29, 2011

Petição Em Defesa do Hospital da Figueira

Para assinar, clicar aqui.

João Semedo incomoda muita gente

João Semedo tem sido o deputado mais activo contra a lapidação dos hospitais públicos, entre os quais o Hospital da Figueira. Este fim-de-semana foi alvo de um dos ataques mais miseráveis e trapalhões da história do jornalismo português. Na capa do Expresso dá-se uma notícia absolutamente falsa acusando o deputado de ter sido sócio do BPN. Ora, João Semedo nunca foi sócio do BPN como aliás se pode perceber pelo corpo da notícia do Expresso que contraria o próprio título. Mas há sempre quem leia apenas o título e não leia o próprio texto. Um erro tão grosseiro só pode ter explicação numa notícia encomendada por alguém muito incomodado pelo trabalho do deputado. Não é só em Angola que estas coisas acontecem. Das duas uma, isto ou vai acabar com um processo ao jornalista ou com um pedido de desculpas público com o mesmo destaque da notícia original.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Defender o Hospital Distrital da Figueira da Foz

É um novo blogue lançado por "Grupo de cidadãos que não quer, nem aceita, mais uma desvalorização do serviço público de saúde e a prevista desclassificação do Hospital Distrital da Figueira da Foz."
Eu diria mais, poderá estar previsto é o encerramento a médio prazo. Os senhores dentro do CDS e do PSD que mandam executar estas medidas fazem parte de boas famílias que nem se aperceberam que a taxa de mortalidade é oito vezes menos do que há trinta anos, na mesma altura em que apenas um terço dos portugueses tinha posto um pé dentro de um hospital. Para eles nunca faltou nada, nem há-de faltar.

quarta-feira, novembro 16, 2011

Governo responde a BE sobre Hospital da Figueira

(clicar na carta)

No início de Outubro o deputado João Semedo do BE formulou estas perguntas ao governo sobre os cortes no Hospital da Figueira. Como se pode ler na carta do governo, não há resposta à pergunta 3, aquela que mais impacto tem sobre as pessoas. Ficamos também a saber que a direcção do hospital (que quer salvar a pele) elaborou a proposta que o governo queria sem consultar os representantes dos profissionais de saúde, incluindo os directores de serviço. Dizer que houve espaços de diálogo é uma treta, nada foi formalizado para envolver os restantes profissionais na elaboração da proposta.
Por este andar, os figueirenses que se preparem para daqui a uns anitos ficarem sem hospital. Quando isso acontecer espero que não se esqueçam quem foram os responsáveis.

sexta-feira, novembro 04, 2011

Sessão sobre Hospital da Figueira na Imprensa

Foi com uma adesão calorosa das gentes de São Pedro, do pessoal do hospital e de dois presidentes de junta que se realizou um interessante debate sobre os cortes duríssimos a que está sujeito o Hospital da Figueira, com a participação do deputado João Semedo, o médico do José Couceiro (Hospital da Figueira) e o deputado municipal João Paulo Tomé.
Organizar sessões numa freguesia da margem sul, em que eleitores e eleitos se encontram à distância de um aperto de mão é coisa que até os grandes partidos evitam. No entanto, isso não deve demover quem tem a obrigação de prestar contas perante os eleitores. O João Semedo e o João Paulo deram mais um exemplo do que deve ser o trabalho de um eleito.
Aqui os recortes de imprensa no diário As Beiras e no jornal O Figueirense.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Pergunta do BE sobre cortes no Hospital da Figueira

Assunto: Cortes no Hospital Distrital da Figueira da Foz

Destinatário: Ministério da Saúde

Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República
A Administração do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) enviou aos Ministros da Saúde e das Finanças propostas de cortes nos custos operacionais, na ordem dos cinco milhões de euros/ano. Que incluem: a possibilidade de encerramento do hospital de dia oncológico; a suspensão da actividade da viatura médica de emergência e reanimação (VMER); o encerramento do bloco operatório no período nocturno; a redução da equipa médica de urgência durante a noite, a redução de pessoal na triagem da urgência pediátrica e ainda a redução de enfermeiros no bloco operatório.
Todas estas medidas foram propostas à tutela sem qualquer diálogo com os directores de serviço do HDFF, o que levou já a quase totalidade a colocar o ser lugar à disposição.
Propostas que deveriam ser precedidas de cuidada análise e discussão interna com os representantes dos profissionais de saúde, com vista a minorar o impacto sobre a actividade assistencial, resumiram-se a mais cortes cegos, decididos administrativamente.
Os cortes decretados pelo Ministério da Saúde nos orçamentos dos hospitais para 2011 e 2012 são de uma ordem tão elevada, que só com o envolvimento de todos os profissionais, será possível minorar o impacto sobre a actividade assistencial e alcançar quaisquer objectivos com que as administrações se comprometam.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:
1. Que propostas foram apresentadas ao Ministério da Saúde pela Administração do HDFF, com vista à redução dos custos operacionais daquele Hospital em 2011 e 2012?
2. Qual o impacto dessas propostas nos custos operacionais do HDFF?
3. Qual a posição do Ministério da Saúde relativamente às propostas apresentadas, tendo em consideração que tem vindo a afirmar não pretender pôr em causa a qualidade dos cuidados de saúde prestados?
4. Legitima o Ministério da Saúde a actuação da Administração, ao decidir unilateralmente as propostas a apresentar, sem consultar os representantes dos profissionais de saúde, incluindo os directores de serviço?

Palácio de São Bento, 6 de Outubro de 2011.

João Semedo

quinta-feira, maio 26, 2011

E se a mortalidade infantil aumentar?



(Gráfico Pordata)

Se o PSD e o CDS constituírem governo e implementarem as suas ideias sobre a privatização da saúde e cortes (ou extinção) do complemento social de inserção, e se no seguimento destas medidas a mortalidade infantil aumentar, alguém vai ter que se responsabilizar por esse flagelo.

Portugal é um dos países do mundo com menor taxa de mortalidade infantil, menor do que nos EUA e do que na generalidade dos países onde a saúde não é universal nem tendencialmente gratuita e dos países que não cuidam dos mais pobres entre os pobres. Este é um dos parâmetros que mostra com maior clareza a diferença entre o país de Salazar, onde as crianças até um ano de idade morriam a uma taxa que já não se usava há décadas no resto da Europa (Bulgária e Roménia incluídas), e o Portugal de hoje. Em 2010, pela primeira vez desde há décadas, a mortalidade aumentou, aumentou residualmente, mas aumentou. Espero que daqui a 4 anos não estejamos aqui a lamentar uma subida bem mais considerável.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Victória do povo americano e... da Europa



O senado americano aprovou um novo sistema de cuidados de saúde que abrange quase todos os americanos. Hoje em dia cerca de 17% dos americanos (~ 40 milhões) não tem qualquer cobertura. No entanto, os EUA são um dos países que mais gasta na segurança social. Como 40 milhões de americanos não têm acesso à saúde, não têm igualmente acesso à medicina preventiva o que encarece o sistema quando se recorre posteriormente apenas à medicina curativa. Hoje os EUA adoptaram finalmente os princípios basilares do Modelo Social Europeu. Esta é também uma vitória da Europa.



Em Los Angeles vi pobreza e gente a dormir na rua como nunca vi na Europa, nem nos países mais pobres. Pensava que tinha visto o pior da América. Mas não, foi naquele parque no centro de Honolulu, no Havai, onde assisti a dezenas de velhinhos, pessoas reformadas e velhas senhoras a competir por um banco, um espaço de relva, transportando a sua vida num velho carrinho das compras. Foi ali que vi o pior da América. Depois de uma vida de trabalho (muitos deles trabalhando em mais do que um emprego), a recompensa para aqueles seres humanos é dormir na rua. A norte de Pearl Harbor, esse porto atacado pelos japoneses infamemente, estende-se um imenso bairro que não é de lata, mas de tendas a perder de vista. Se a infâmia ao ser humano existe mora naquele bairro certamente (fotos de Skid Row, LA, New York Times).

Hoje é um verdadeiro dia de Natal para quase 40 milhões de americanos.

quarta-feira, março 25, 2009

Sobre "poupar umas massas"

Disse o bastonário da Ordem dos Médicos que os defensores da legalização da eutanásia estão apenas preocupados em "poupar umas massas". Poupar a quem? Ao Estado? Dado o número de potenciais casos de eutanásia o que se pouparia dava para comprar um novo submarino ou para comprar a hélice do motor?

Uma história verdadeira sobre "poupar umas massas"
O marido de Y. ficou em coma permanente após um acidente de automóvel. As lesões cerebrais são irreparáveis. Dado o estado do marido Y. não teve outra opção a não ser internar o marido numa clínica privada, a única forma de garantir todos os cuidados necessários para manter o marido em vida. Y. paga mais de 3000 € por mês em pomadas, massagens, alimentação, medicamentos e renda da cama na clínica. Já lá vão mais de 10 anos e o montante pago pelo seguro, pago tarde, está prestes a esgotar-se. Y. tem dois empregos para tentar abater a pesada factura mensal. Y. tem um filho na escola. Y. nem sequer pode recomeçar uma nova vida, não se pode voltar a casar, do ponto de vista legal divorciar-se do marido seria um crime, seria considerado abandono de parente próximo incapacitado. Não sei o que vai ser da Y. nos próximos 10 anos, ela está a esgotar-se... O que eu sei é que o senhor bastonário não se preocupa muito com as massas que o estado poupa nestes casos onde o moralismo estatal casa com o liberalismo económico cego. Mas ele gosta do estado moralista, dos brochezitos ao Vaticano...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Não deixar arrastar a IVG e apoiar já quem precisa

O que interessa agora é que a IVG possa começar a ser aplicada com a maior rapidez possível. Existem mulheres em situação difícil que nas próximas semanas vão precisar de ajuda, mesmo que a IVG ainda não possa ser realizada em certas regiões do país seria importantíssimo dar já apoio através de consultas especializadas a quem se encontra nessa situação, até porque uma boa parte dos casos se resolve com recurso a uma simples pílula abortiva.
Do que conheço deste país, não me admiraria nada que por uma picuinhice administrativa (ou política) qualquer a aplicação da IVG se arrastasse por mais de um ano.