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segunda-feira, outubro 17, 2011

Oremus senhor

O tokaj (lê-se tocai) Oremus Szamorodni 2007 é um vindimas tardias de terras magiares que tem o poder de converter um ateu às virtudes do céu durante o minuto que vai da ingestão de um aveludado gole até ao momento em que a untuosidade do néctar permite a sua precipitação no esófago, momento em que se liberta um perfumado aroma em sentido ascendente até à cavidade nasal.
A relação preço/qualidade cumpre as metas do FMI, instituição que governa (também) a Hungria desde 2008.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Vinho preferido de 2009

A minha descoberta do ano foi este Pinot Noir, apelidado Mas Borràs, da casa Torres. O Mas Borràs é um vinho da Catalunha que já ganhou vários prémios mundiais de vinho: o Mundial de Pinot Noir (2007 e 2005) e o Mundus Vini. É mais caro do que barato, mas é um vinho que vale bem o que custa.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Ciência & Vinho

Para aficionados que querem saber muito mais para além das lendas urbanas que se vão espalhando sobre os vinhos (e elas são muitas), a não perder esta edição especial da Science&Vie.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Prazeres de 2008: o vinho

O Quinta de S.Lourenco tinto (so encontrei foto do branco). Para alem da excelente relacao preco qualidade, escolho-o pelo efeito surpresa. Ate provar este Quinta de S.Lourenco todos os espumantes tintos que tinha provado eram gasosas ou decapantes que mal se enquadravam na categoria de vinho. A casta baga é cada vez mais uma das minhas preferidas para espumantes.

sábado, maio 10, 2008

Sábado em Coimbra XXXIX: roteiro do vinho

Durante os meus estudos vivi em Itália e em França e em qualquer destes países produtores de vinho pode-se beber um bom vinho numa discoteca ou num bar nocturno. Em Coimbra, tal como no resto do país para se beber um bom vinho depois da meia-noite é preciso elaborar um roteiro clandestino. A bebida padrão é o fino, aquela água de lavar cevada mal fermentada. Imaginem, que por duas vezes pedi um vinho branco no Irlandês (servem ali um sauvignon razoável) e trouxeram-me uma cerveja dizendo aqui está o seu "fino branco"... Ao ponto a que as orelhas dos empregados estão treinadas para ouvir a palavra fino!
Tirando o Irlandês, bebe-se um Esteva no Quebra Costas (baratíssimo) e o Rock Café é o primeiro bar nocturno em que detecto espumantes e champanhes. Eu sei que estou a deixar de fora o Garden, que não frequento há anos. Se conhecerem algum bar aberto depois da meia-noite que sirva vinho façam favor de usar a caixa de comentários, faremos um roteiro.

Sábado em Coimbra XXXVIII

terça-feira, dezembro 25, 2007

Prazeres de 2007: o vinho

A Quinta de La Rosa é uma casa gerida por uma família inglesa instalada nas margens do Douro, talvez na zona mais bonita, junto ao Pinhão.
A Quinta de La Rosa produz vinho do Porto, vinhos brancos e tintos e azeite. O Quinta de La Rosa Tinta Roriz Reserva de 2001 foi o melhor vinho que este vosso escriba teve o prazer de descobrir este ano. O preço ronda os 10 € quando comprado na Quinta.

domingo, setembro 02, 2007

DOC o belo restaurante de Rui Paula

Era fim-de-semana de Páscoa. Pela manhã, em Pinhão, no coração da região vinícola do Douro dou-me conta de uma triste realidade. Eu e alguns turistas estrangeiros percorríamos a vila como baratas tontas à procura de uma garrafeira ou uma loja de produtos vinícolas. Havia uma garrafeira de jeito, mas estava fechada. Confirmo a minha ideia das minhas mini-férias no Douro. A população local serve feudalmente os produtores das grandes caves e vive completamente desligada do turismo vinícola, ao contrário de outras regiões vinícolas europeias que visitei: Mosela Alemã, Alsácia e Champanhe. Subsiste a cultura dos senhores, dos capatazes e dos miseráveis servos. Chocou-me! O Douro tem a paisagem natural mais bem conservada e mais bonita entre as regiões vinícolas que conheço, mas é de longe a região em que a população local menos aproveita o turismo vinícola, e é por isso que é muito pobre.

À tarde, todas as caves por onde passo estão fechadas. Na maior parte da vilas domina a misturada de estilos, a manhosice arquitectónica típica do nosso país, o Peso da Régua é uma cidade horrível. Já desmoralizado e de partida, paro junto a um belo restaurante na Folgosa. Surpresa! O DOC é um excelente restaurante, com bons vinhos, onde o preço condiz com a oferta. O proprietário, Rui Paula, vem à minha mesa verificar se está tudo bem. Diz-me que abriu o negócio há dois dias. Gabei-lhe a casa e disse-lhe que era uma excepção, no deserto com que tinha deparado naquele dia. As minhas palavras foram música para os ouvidos Rui Paula que se queixa da falta de oferta do Douro, do autismo das caves e do desprezo que têm pelos turistas, da manhosice geral, enfim, encetámos ali uma saudável cavaqueira de corte e costura sobre a miséria turística do Douro que exorcizou as respectivas frustrações.

A Revista de Vinhos de Julho dedica-lhe 4 páginas que recomendo aos meus leitores. Para os que visitarem o Douro, parem na Folgosa, no DOC.