Mostrar mensagens com a etiqueta politicamente ferpeito. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta politicamente ferpeito. Mostrar todas as mensagens

domingo, julho 04, 2010

Sugestão para Mira Amaral


(cartoon Mix&Remix)

O cartoon da semana é uma sugestão dedicada a Mira Amaral e aos signatários do tal manifesto visionário contra as energias renováveis e a favor das energias fósseis. O futuro da exploração de petróleo será cada vez mais perfurar a maior profundidade, comportando maiores riscos de acidente e maiores custos de extracção. A outra maneira de obter petróleo no futuro será explorando a preços caríssimos as areias betuminosas.
O acidente do Golfo do México realmente prova que o petróleo não é uma "energia politicamente correcta" - provocação empregada por um dos signatários do referido manifesto com o intuito de desprezar as energias renováveis. Uma coisa gira, útil e realmente politicamente incorrecta seria Mira Amaral e restantes signatários do manifesto equiparem-se de baldes, luvas e galochas e aproveitar para ir ajudar a "extrair" o petróleo do Golfo do México.

segunda-feira, abril 26, 2010

Logo comer frango causa pedofilia...

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone afirmou recentemente que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia.

Evo Morales, o presidente da Bolívia, revelou que a homossexualidade é causada pela ingestão de frangos com hormonas femininas.

Logo comer frango causa pedofilia...


sexta-feira, abril 09, 2010

O Manifesto da Geração Egoísta

O Manifesto encabeçado por Mira Amaral sobre as opções energéticas do país ilustra o egoísmo de uma geração que explorou, consumiu e desperdiçou recursos como nenhuma das outras gerações anteriores e que deixará muito menos do que teve à sua disposição para as gerações seguintes. O espírito do Manifesto baseia-se numa visão que encara os recursos fósseis e o urânio como se fossem infinitos e de preço imutável. Esta visão do problema será catastrófica para as gerações seguintes que se confrontarão progressivamente com a penúria do petróleo (~60 anos), do gás natural (~100 anos) e do urânio (~200 anos), acompanhada da subida dos respectivos preços para níveis estratosféricos comparados com os de hoje. Nem a recente crise causada pela subida exagerada do preço do petróleo faz parar a voracidade desta geração. O Manifesto não apresenta qualquer solução que possa deixar uma herança de segurança energética para as próximas gerações, nada de novo, naquelas ideias tudo é velho e muito fraquinho, acompanhado de muita conversa marialvista que não está ao nível do rigor que o assunto exige. Expressões proferidas por alguns dos assinantes como "energia politicamente correcta", referindo-se às energias renováveis, ilustram a falta de seriedade com que o assunto é tratado. Percebe-se que o Manifesto serve mais para provocar, para a indústria ocupar terreno em relação às preocupações ambientais, para aproveitar a onda das más sondagens do primeiro ministro, do que propriamente contribuir para construir um futuro com segurança energética que sirva as próximas gerações. Só falta dizer que o futuro energético está nas últimas reservas de petróleo extraído a preços altíssimos das areias betuminosas do Canadá e dos poços de petróleo oceânicos a milhares de metros de profundidade.

Esta é a mesma geração que afundou o planeta num abismo financeiro em que o lucro se desacoplou da produção, onde se transacciona mais dinheiro (virtual) do que a riqueza efectivamente produzida, é a geração do gasta-se e logo se vê, é a geração do pontapé para a frente e fé em Deus e quem vier a seguir que apague a luz.

segunda-feira, março 23, 2009

Índice do niilismo

Quando lemos o Abrupto percebemos que o "índice do situacionismo" (situacionismo... valha-nos a Santa Ingrácia!) tem outra função para além de fazer pressão e de manipular (se correr bem) os principais meios de comunicação. O "índice do situacionismo" tem servido em grande parte para alimentar o niilismo da crise. Esta crise que é da total responsabilidade da ideologia a que o Abrupto tanto apelou desde que foi criado. Se um índice do niilismo houvera, no Abrupto estaria a rebentar a escala.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Graça Moura e o secretário de Estado da Defesa Merrywhistler

O texto a seguir foi publicado por Vasco Graça Moura na edição do Diário de Notícias de 19 de Fevereiro de 2003 e está disponível neste sítio do autor. Leiam-no até à parte do secretário de Estado da Defesa John K. Merrywhistler. Eu prefiro não comentar, tirem as vossas próprias conclusões… São textos como este que fazem da vitória de Obama uma vitória tão deliciosa (publicado no Cinco Dias).


Europa, 17 de Fevereiro de 2033

Paris. O presidente Moustapha Ahmed Ibn Dupont aprovou várias medidas de apoio à alta costura francesa para a promoção do chador no mundo. Os oculistas protestam e afirmam que os óculos é que dão mais valor às mulheres, quando elas só mostram os olhos. No Centre Pompidou abriu uma exposição pós-pós-moderna de sapatos acumulados à entrada de Notre-Dame. Um crítico de arte imprudente que falou de souliers de Satan foi defenestrado por blasfémia do alto de um minarete em Montparnasse. Só depois se verificou tratar-se de uma gralha tipográfica. O revisor responsável foi lapidado.

Berlim. O chanceler Abdul Klaus von Rundfunk interditou a Nona Sinfonia de Beethoven em audições públicas ou privadas. A simples detenção de partituras ou discos implicará o corte das orelhas dos prevaricadores. Vai ser intensificada a investigação sobre tecnologia dos altos fornos. Altos responsáveis desmentem quaisquer preocupações étnicas na matéria.

Bruxelas. O rei Babadur-al-Alrun de Hohenlohe convocou o primeiro-ministro Abu-Akhbar Desfôrets e o ministro francófono Hassan Ibn Cocasse com vista à preparação de mais uma acção de sensibilização da opinião pública contra a separação entre a religião e o estado, uma vez que ou o estado se conforma com os preceitos da religião e é dispensável, ou diverge deles e é nefasto. O aiatola Eustache Ibn Gamal, reitor da Universidade Aladdin de Lovaina, falou do “eixo do mel” na abertura do seminário internacional sobre o papel da apicultura intensiva na redução do choque das civilizações. Confirma-se o achado de documentação relativa à extinta União Europeia num bunker da Rue de la Loi: foi nomeada uma comissão de expurgo, presidida pelo ministro flamengo Mohamed van der Roeckwaerts.

Vaticano. O papa Omar I relatou pormenorizadamente ao colégio dos cardeais a sua última peregrinação a Meca, explicando as razões atendíveis por que não foi autorizado a entrar no santuário. Foi aprovada a substituição do tratamento de “Sua Santidade” pelo de “Sua Obediência” e a exportação de vacinas de água-benta para os territórios em que ainda se detecte a presença do vírus da varíola, em consequência da última jihad de libertação da Europa, ocorrida há 30 anos. O consistório, como prova de boa vontade e tolerância, mandou revestir os frescos da Capela Sixtina com azulejos sobrantes da casa de banho de um dos palácios de Saddam Hussein.

Córdova. O rei Tarik II incumbiu o conde Julian Al-Barabi de Mora y Moro das obras de construção da nova e esplendorosa capital da Ibéria. O mulá Osama Extchgandiarra manifestou a sua preferência por Bilbao para sede do califado.

Lisboa. O ministro da educação, Sheik Al-Nefzaouí da Silva Pimentel, declarou não valer a pena mandar queimar Os Lusíadas pelo seu teor anti-islâmico, uma vez que a obra está fora do mercado e completamente esquecida. Mantém-se todavia a sanção do arrancamento dos olhos para quem os ler. Yassib Neca, presidente do F. C. da Merdaleja, denunciou como “cão infiel” o Dr. Samir Getúlio, presidente da Liga de Clubes. O Dr. Samir recolheu ao Aljube. Depois da remoção das vinhas, o vale do Douro vai passar a produzir sémola em socalcos, com vista à exportação de cuscus. Figuras da meiga esquerda lusitana foram condecoradas a título póstumo com a Ordem do Crescente Suave, por serviços prestados à causa de Bagdad.

Washington. O secretário de Estado da Defesa, John K. Merrywhistler, resumiu em quatro palavras a posição do seu país quanto à presente situação da Europa: “Let them fuck themselves”.

Vasco Graça Moura

domingo, fevereiro 17, 2008

Não há Pacheco Pereirismo Moderado

Assim que ouvi a notícia do pedido de perdão do governo australiano aos arborígenes, esperava a indignação de Pacheco Pereira, esperava um daqueles artigos amargos e esperava, obviamente, um texto cheio de referências obsessivas ao "politicamente correcto". O texto surgiu, não me enganei. Qualitativamente resume-se em três pontos:

1) Muito bem documentado sobre a história recente da Austrália;
2) Fraco e diria até escorregadio na sua conclusão política, na teoria do boomerang;
3) Radical na sua linha política.


Sobre o ponto 2), na conclusão do texto podemos ler:
"Há certas ideias que funcionam como o boomerang, a gente atira-as convencidos das nossas melhores intenções e elas voltam para nos bater na cabeça."

Sobre este caso não há um único indício no texto que fundamente que esteja eminente qualquer efeito boomerang na Austrália. Pior ainda, alguns de nós ainda se recordam certamente dos distúrbios racistas ocorridos em Cronulla em 2005. É certo que não ocorreram contra australianos arborígenes, mas ocorreram contra outros australianos, australianos "estrangeiros", quase arborígenes, quiçá entre eles alguns luso-descendentes. No entanto, em Cronulla o boomerang bateu mesmo. E em que cabeça bateu? Será que bateu ou não em todas as cabeças que defendem os pilares fundamentais da democracia?

Sobre o ponto 3) esta passagem do texto é bem ilustrativa:
"se tomarmos à letra o significado profundo destes pedidos de perdão pela História, ainda acabamos por dar razão à Al-Qaeda, que nos considera como "cruzados", logo um alvo a abater pelo novo Saladino"

Estamos no mesmo registo do "não há Islão moderado", bem denunciado pelo FNV do Mar Salgado. Estamos no registo de um mundo muito simples, de um mundo onde os maus e os bons são marcados a tinta fluorescente de cor diferente, onde não há Islão moderado, que no fundo é o mesmo tipo de mundo dos que consideram que todos os Israelitas são ortodoxos e gananciosos, todos os Mexicanos são malandros e que todos os negros são pouco inteligentes. É um mundo sem gente moderada, ou são bons ou são maus. E se por acaso alguns de nós, dos bons, brancos, católicos, ocidentais, tal como o Primeiro-Ministro australiano, adoptarmos um gesto de respeito (aqui trata-se apenas e só de respeito, ler "Sul Politically Correct", em "A Passo de Caranguejo" de Umberto Ecco) em favor de um dos que está marcado com tinta fluorescente de uma cor diferente da nossa, automaticamente "acabamos por dar razão à Al-Qaeda". Grande conclusão, uma conclusão moderada, sem dúvida moderada...

domingo, janeiro 13, 2008

Politicamente Ferpeito

Sobre como a palavra fascista pode ser utilizada pelos mesmos autores para a vitimização e para o ataque desmesurado, ler o Rui Tavares.
No que me toca a mudança de ideias sobre os autores referidos, ainda antes de 2007 acabar, essa mudança ocorreu quando ouvi dizer que a diplomacia inglesa era baseada nas regras de um clube de golfe. Tudo ficou muito mais claro, Israel, a independência da Rep. da Irlanda, a Irlanda do Norte, o Domingo Sangrento, o Muro do Ulster, o Muro da Palestina, Gibraltar, etc.