Publicado a 22 de Novembro no jornal As Beiras:
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segunda-feira, novembro 26, 2012
sexta-feira, outubro 07, 2011
Despovoamento
Despovoamento é o título da crónica de hoje de Fernando Alves na TSF. Sobre o interior, sobre o seu despovoamento, o centralismo e as novas regras para a fusão de freguesias, enfim novos velhos problemas. A não perder.
sexta-feira, julho 02, 2010
De metro a centímetro...
Acho absolutamente escandaloso que tenham passado já 30 anos desde o projecto inicial de renovação do Ramal da Lousã até à configuração actual do metro ligeiro de superfície. 30 anos dizem muito do centralismo reinante neste país. À boleia do PEC surgiram novos argumentos para atrasar o projecto. Obviamente, se se tratasse de uma obra em Lisboa ou de uma empresa comprometida como membros do governo, como a Mota Engil, a obra nunca seria posta em causa.
Aqui a ligação para uma petição contra a paralisação e/ou adiamentos no projecto do Metro Mondego, uma obra fundamental para a descentralização do país, para poupar no consumo de combustíveis fósseis, para reduzir as emissões de CO2 e para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos do distrito de Coimbra.
Aqui a ligação para uma petição contra a paralisação e/ou adiamentos no projecto do Metro Mondego, uma obra fundamental para a descentralização do país, para poupar no consumo de combustíveis fósseis, para reduzir as emissões de CO2 e para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos do distrito de Coimbra.
sexta-feira, outubro 03, 2008
Os custos do centralismo
Figueira de Castelo Rodrigo decidiu atribuir prémios de 500 a 750 euros para cada criança que nasça na vila ou para cada casal que decida fixar-se no concelho (via Origem das Espécies).
Um dos argumentos que pegou na altura do referendo à Regionalização era que esta seria cara para o contribuinte, que iria implicar mais custos administrativos, etc. Aqui temos mais um exemplo (entre outros cada vez mais frequentes) que mostra como o centralismo pode ser caro.
Um dos argumentos que pegou na altura do referendo à Regionalização era que esta seria cara para o contribuinte, que iria implicar mais custos administrativos, etc. Aqui temos mais um exemplo (entre outros cada vez mais frequentes) que mostra como o centralismo pode ser caro.
terça-feira, junho 05, 2007
Construa-se o aeroporto no quintal de V. Pulido Valente!
Este excelente e desgarrado texto da Isabel do Aba de Heisenberg é um verdadeiro murro na mesa contra o discurso centralista e macrocéfalo em torno do novo aeroporto. A vítima é Vasco Pulido Valente - um excelente representante do imobilismo luso - mas o barrete poderia servir a muita gente que só vê Lisboa à frente. Deliciemo-nos com alguns extratos do texto da Isabel:
"Na sua crónica, no Público de hoje, Vasco Pulido Valente (VPV) veste a pele de “O Lisboeta”. O Lisboeta chateado ante a perspectiva de o aeroporto já não lhe ficar ali ao pé da porta, de ter que se levantar cedo para apanhar o avião, que chatice, de ter que apanhar o táxi, que chatice, olhe VPV eu cá apanho os mal-cheirosos expressos da RN, que como a grande maioria dos portugueses não tenho orçamento para grandes viagens de táxi. VPV aborrece-se, mas VPV à boa maneira macrocéfala da capital, faz a figura de Mário Lino, considera que o resto do país é um deserto ou pior ainda, não existe."
"Não sei onde é que o VPV mora em Lisboa, mas certamente não é ali para os lados do Campo Grande, com os aviõezinhos a roçarem-lhe o telhado… Se calhar até é, mas já se habituou. Mas olhe que eu que até acho graça a aterrar em Lisboa, a sobrevoá-la muito baixinho, fico sempre a pensar que pela cabeça do meu vizinho do lado, que não é de cá, deve estar a passar qualquer coisa como, mas a que país do terceiro mundo vim eu parar?"
"E já agora se ainda tiver paciência e bondade para pensar nos 8 milhões de portugueses que vivem fora de Lisboa, veja por exemplo o meu caso, que vivo em Coimbra, que raramente faço viagens de avião que não sejam de trabalho e que por isso, são sempre curtas, não vou à Nova Zelândia, e que raramente saio por mais de 3 ou 4 dias. Para apanhar os primeiros aviões da manhã só me resta ir pernoitar a Lisboa, para um avião lá pelas nove horas, tenho um expresso da RN, desconfortável, perigoso e fedorento, pelo meio do dia já tenho os nossos modernos pendulares , mais táxi ou autocarro a partir do Oriente. Chegadas a partir das nove da noite dão de novo direito a autocarros da RN, que por acaso saem de Sete-Rios. E se chego, por exemplo às 22.30 tenho que esperar pelo autocarro da meia-noite e chegar a Coimbra às 3 da manha. Veja VPV, isto é Portugal."
"Na sua crónica, no Público de hoje, Vasco Pulido Valente (VPV) veste a pele de “O Lisboeta”. O Lisboeta chateado ante a perspectiva de o aeroporto já não lhe ficar ali ao pé da porta, de ter que se levantar cedo para apanhar o avião, que chatice, de ter que apanhar o táxi, que chatice, olhe VPV eu cá apanho os mal-cheirosos expressos da RN, que como a grande maioria dos portugueses não tenho orçamento para grandes viagens de táxi. VPV aborrece-se, mas VPV à boa maneira macrocéfala da capital, faz a figura de Mário Lino, considera que o resto do país é um deserto ou pior ainda, não existe."
"Não sei onde é que o VPV mora em Lisboa, mas certamente não é ali para os lados do Campo Grande, com os aviõezinhos a roçarem-lhe o telhado… Se calhar até é, mas já se habituou. Mas olhe que eu que até acho graça a aterrar em Lisboa, a sobrevoá-la muito baixinho, fico sempre a pensar que pela cabeça do meu vizinho do lado, que não é de cá, deve estar a passar qualquer coisa como, mas a que país do terceiro mundo vim eu parar?"
"E já agora se ainda tiver paciência e bondade para pensar nos 8 milhões de portugueses que vivem fora de Lisboa, veja por exemplo o meu caso, que vivo em Coimbra, que raramente faço viagens de avião que não sejam de trabalho e que por isso, são sempre curtas, não vou à Nova Zelândia, e que raramente saio por mais de 3 ou 4 dias. Para apanhar os primeiros aviões da manhã só me resta ir pernoitar a Lisboa, para um avião lá pelas nove horas, tenho um expresso da RN, desconfortável, perigoso e fedorento, pelo meio do dia já tenho os nossos modernos pendulares , mais táxi ou autocarro a partir do Oriente. Chegadas a partir das nove da noite dão de novo direito a autocarros da RN, que por acaso saem de Sete-Rios. E se chego, por exemplo às 22.30 tenho que esperar pelo autocarro da meia-noite e chegar a Coimbra às 3 da manha. Veja VPV, isto é Portugal."
terça-feira, maio 22, 2007
Chegar de comboio a Lisboa antes das 9h
Finalmente, algum responsável da CP iluminado pela luz do Altíssimo descobriu que não existiam comboios provenientes de Coimbra e do Porto que chegassem a Lisboa antes das 9 horas da manhã. 9:20 era o melhor que se arranjava. Com reuniões e compromissos marcados para as 9:00, as pessoas do Porto e de Coimbra eram obrigadas a recorrer ao transporte individual ou a passar a véspera em Lisboa. Quantas vezes estoirei dinheiro desta maneira, do meu bolso e dos dinheiros públicos, para cumprir com pontualidade os meus compromissos de trabalho marcados para as 9 horas em Lisboa. Agora temos um Alfa que chega às 8:22 a Lisboa, estamos melhor sem dúvida, mas parece-me que os responsáveis pelos horários da CP não estão bem a par dos horários dos voos do aeroporto da Portela. Em qualquer país civilizado da Europa, as linhas de comboio que servem os aeroportos (parece-me que foi essa a intenção da construção da gare do Oriente) oferecem horários de chegada a partir das 6:30 da manhã. Desconfio que vamos ter que esperar mais alguns longos anos até que um dos responsáveis dos horários da CP volte a ser iluminado pelo Altíssimo, relembrando-o de que existem portugueses que moram a norte de Vila Franca de Xira cujos voos saem do aeroporto da Portela a partir das 7 da manhã...
quinta-feira, abril 19, 2007
Túnel Marquês: obra faraónica, errada e centralista
Os custos do novo Túnel do Marquês já vão em cerca de 19 milhões de euros e "ainda não estão fechados" como afirmou o próprio Carmona Rodrigues. O Túnel é uma obra estrategicamente errada que vai contra todas as regras actuais de organização das grandes cidades. A subida do preço do petróleo, a escassez prevista deste recurso e o aquecimento global irão obrigar inevitavelmente a que as grandes cidades organizem prioritariamente a sua mobilidade em função dos transportes públicos e não em função do transporte individual e poluente, como é o caso do automóvel. Ao contrário do que se pretende através da abertura do Túnel do Marquês, o acesso do automóvel ao centro das grandes cidades deve ser progressivamente limitado e não aumentado ou facilitado. Ao contrário da filosofia subjacente à obra do Marquês, é ao transporte público que deve ser facilitado o acesso e a mobilidade dentro do espaço urbano. Não se pense que este erro não comportará custos adicionais ao custo efectivo da obra (ainda não fechado). A obra incitará a mais investimento errado em mais transporte individual, carburante e a tudo o que lhe está associado, a que se somam os custos inerentes à emissão de mais gases de feito de estufa e retira desnecessariamente potenciais clientes aos transportes colectivos de Lisboa que são pagos pelos contribuintes de todo o país. Estranho que no recente frenesim de exigência de estudos de obras públicas (que acho muito bem) não se tenha discutido publicamente o custo/benefício desta obra.
No próximo dia 25 de Abril, no momento da sua inauguração, o Túnel do Marquês será já uma obra obsoleta, desnecessária e com custos futuros que se acumularão à factura que continua a subir.
Esta obra é também um símbolo do centralismo deste país. Um país que está a cometer um interioricídio arrepiante, enterra mais de 19 milhões de euros numa obra desnecessária mesmo no umbigo da capital, quando no resto do país existem carências de toda a ordem nos transportes urbanos, nos transportes ferroviários e rodoviários entre cidades e projectos essenciais que não saem do papel há décadas (ex: metro de superfície de Coimbra).
No próximo dia 25 de Abril, no momento da sua inauguração, o Túnel do Marquês será já uma obra obsoleta, desnecessária e com custos futuros que se acumularão à factura que continua a subir.
Esta obra é também um símbolo do centralismo deste país. Um país que está a cometer um interioricídio arrepiante, enterra mais de 19 milhões de euros numa obra desnecessária mesmo no umbigo da capital, quando no resto do país existem carências de toda a ordem nos transportes urbanos, nos transportes ferroviários e rodoviários entre cidades e projectos essenciais que não saem do papel há décadas (ex: metro de superfície de Coimbra).
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