Publicado a 27 de Dezembro no jornal As Beiras:
quarta-feira, janeiro 30, 2013
terça-feira, janeiro 08, 2013
segunda-feira, dezembro 17, 2012
sábado, dezembro 08, 2012
Um editorial digno do gato fedorento
Este editorial do número de hoje de "O Figueirense" faz-me lembrar um sketch do Gato Fedorento em que um matarroano, claramente comprado pelo poder, vai-se manifestar em frente ao hospital a favor do encerramento das urgências. No referido editorial só falta o autor apelar ao encerramento de "O Figueirense", ele está tão satisfeito com o fim do jornal como está o matarroano enquanto lhe estão a cortar uma perna. "Mais força" grita com entusiasmo o matarroano, enquanto lhe serram a perna. Joaquim Gil agradece enquanto lhe encerram o jornal...
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Afinal a puta não era virgem
É caso para dizer que a puta perdeu a virgindade. Sabia-se que a puta tinha dormido com o PS, com o PSD, com Cavaco, com a Fundação Oriente, com Ricardo Salgado, etc., mas a puta jurava a pés juntos que era virgem. Agora é melhor jurar com as pernas cruzadas. Não se preocupem, se algo correr mal espera-lhe um poiso na Jerónimo Martins, e não será certamente para carregar as caixas de fruta do Pingo Doce.
terça-feira, dezembro 04, 2012
A verdade sobre o ensino secundário privado
Aquilo que muita gente já sabia e que já tinha sido objecto de muitas denúncias que o ministério continua a ignorar. Isto é um escândalo, não há outra forma de classificar isto. Mas tudo o que se diz sobre a empresa GPS não se fica por aqui, há atividades e práticas bem mais graves do que é aqui descrito e que têm vindo a ser denunciadas por aqueles que conhecem melhor a empresa.
Esta reportagem é também para os idiotas úteis que andaram a apoiar as manifestações contra o corte nos apoios às escolas privadas. Hoje, alguns deles estão no governo, outros são conselheiros de estado.
segunda-feira, novembro 26, 2012
sexta-feira, novembro 16, 2012
O Bairro Fantasma
(publicado na edição de ontem do jornal As Beiras)
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| Cidade Fantasma, algures no Nevada, EUA, Agosto de 2001 |
Numa das mais recentes sextas-feiras, enquanto esperava um amigo, deambulei durante uma hora pelo Bairro Novo à hora do jantar. Por momentos foi invadido pelo mesmo sentimento que tive quando atravessei uma cidade fantasma no Nevada. Havia casas, uma oficina, um hotel, lojas, os postes de eletricidade intactos e sinais de trânsito imaculados. Mas não havia gente. A estrada, parcialmente coberta de areia, era regularmente atravessada por bolas de feno.
Fiz parte de um conjunto de marretas que há uns anos atrás alertou que a abertura de demasiadas grandes superfícies na Figueira poderia ter este resultado. A crise só acelerou o processo. O que mais me custa, é constar que a vitrina da Casa Havanesa já não tem livros. Mas ainda pode ser pior. Há três anos, no Casino da Figueira, chamei a atenção para a lógica estranha dos despedimentos do próprio Casino. Nesse dia fiz muitos amigos... Hoje, as luzes do Casino ainda iluminam o Bairro Novo. Nem quero imaginar como será o Bairro se estas se apagam.
terça-feira, novembro 13, 2012
Sobre o Bloco
Estive nesta convenção pela Moção B, a moção dinamizada pelo João Madeira, Daniel Oliveira, Adelino Fortunato, entre outros. Tal como eles não me revi na forma como foi escolhida a atual coordenação do BE. A minha crítica estende-se ainda à forma como o Bloco tem gerido as suas alianças, por um lado de uma forma muito desconfiada com a esquerda mais moderada (socialistas que não aderiram à terceira via, independentes, etc.) e por outro demasiado condescendente com os ataques dos partidos comunistas do GUE e com as suas políticas de tolerância a ditaduras abjetas (Coreia, China, Angola, etc.). Em suma, cada vez que as táticas e as práticas do Bloco se assemelham ao que de menos interessante tem o PCP, afastamos simpatias e potenciais aderentes.
Com 85 delegados eleitos e apenas 80 presentes, conseguimos 110 votos (~ 25%) para a Mesa Nacional e mais de 120 para a Comissão de Direitos. Não foi nada mau. Tendo surgido muito tardiamente, o movimento que se iniciou com a Moção B deixou no ar um forte potencial contagiante a muitos aderentes da Moção A.
O discurso final do João Semedo foi inteligente e tomou em conta muitas das nossas críticas. Ainda bem.
terça-feira, novembro 06, 2012
A grande desilusão
Não escrevo por mim, escrevo pelos meus colegas e amigos (cientistas, divulgadores, estudantes, etc.) que tinham grandes expectativas neste Ministro da Educação e Ciência. A sua aura de bom divulgador sempre gerou alguma empatia no meio científico. Fui testemunha direta dessa empatia quando lhe atribuímos o título de sócio honorário da Sociedade Portuguesa de Astronomia. No entanto, os indícios da desilusão estavam lá desde o início, quando aceitou participar num ministério de fusão da educação com a ciência, em que a justificação da fusão era de um economicismo puramente populista, e quando aceitou participar num governo cujo primeiro-ministro apresenta um curriculum estranho, muito mais dedicado à Jota do que aos estudos, um primeiro-ministro sem qualquer noção da importância da ciência no desenvolvimento das sociedades modernas. A que se agrava o facto de estarmos a falar do autor de "O Eduquês em Discurso Directo", livro onde são desenvolvidas ideias altamente moralistas do ensino.
Cedo se percebeu que a componente dedicada à ciência iria ficar mais a cargo da FCT, do que de um ministério saturado com o trabalho relativo ao ensino secundário. Depois começaram os primeiros problemas de financiamento de bolseiros e universidades. A seguir veio o caso Relvas, tratado com muita condescendência e profunda lentidão. Supunham os meus colegas e amigos que o mesmo autor de "O Eduquês em Discurso Directo" atuasse com firmeza ou, pelo menos, coerentemente fizesse um ultimato ao primeiro-ministro: ou ele ou Relvas. Mas não, as conclusões da inspeção à Lusófona deixam margem para tudo, até para Relvas e outros cábulas poderem repetir as cadeiras que fizeram de uma forma ilegal. Pior, até agora Relvas não teve qualquer tipo de sanção.
Nas últimas semanas, as melhores universidades do país, todas públicas, estão a entrar em colapso adotando medidas terceiro-mundistas para não fechar portas, medidas essas que comprometem seriamente a investigação aí realizada, e que é a melhor investigação que se pratica no país.
A desilusão dos meus colegas e amigos é agora profunda, agora que se tornou evidente que a ciência está a ser progressivamente eliminada por um bando de cábulas e chicos espertos bem nas barbas do ministro e autor de "O Eduquês em Discurso Directo".
Ainda há tomates neste mundo
A Standard and Poor's foi condenada na Austrália a uma indemnização de 13 milhões de euros por ter classificado com triplo A produtos tóxicos adquiridos por muncícipios de Nova Gales do Sul em 2008.
domingo, novembro 04, 2012
segunda-feira, outubro 29, 2012
sexta-feira, outubro 19, 2012
domingo, outubro 14, 2012
PCF contra encerramento de centrais nucleares
(publicado no portal Esquerda.net)
Nas últimas semanas, o PCF (Partido Comunista Francês) tem-se manifestado abertamente contra o encerramento das centrais nucleares francesas, em particular contra o encerramento da central nuclear de Fessenheim, na Alsácia, tal como está previsto no programa eleitoral de François Hollande por pressão dos Verdes franceses (Europe Ecologie). O PCF fundamenta as suas posições recorrendo a argumentação onde se invoca a perda dos postos de trabalho, onde se garante a segurança da unidade de Fessenheim e se apela à independência energética nacional. Ora, os postos de trabalho que serão criados no complexo de energias renováveis que substituirá a unidade de Fessenheim, será da mesma ordem de grandeza dos postos de trabalho da central nuclear em causa. Acresce que o encerramento de uma central nuclear é um processo que se prolonga durante vários anos e alguns dos processos de tratamento dos resíduos perigosos chegam a prolongar-se por várias décadas. Mas, o mais grave é que a posição do PCF acaba por dar cobertura à abundante subcontratação de trabalhadores no setor do nuclear, trabalhadores estes que realizam o trabalho mais perigoso, recebendo salários pouco superiores ao salário mínimo, suportando doses bem acima de qualquer um dos funcionários da central, e que têm sido vítimas de acidentes incapacitantes. A central nuclear de Fessenheim é a mais antiga central francesa em funcionamento, foi construída em 1977, tendo sido previsto na altura um tempo de vida de 20 anos que foi já largamente ultrapassado. Esta central encontra-se localizada numa região de atividade sísmica, sem dar garantias de resistir a um terramoto de magnitude superior a 6,7 na escala de Richter – estima-se que o terramoto com um epicentro a 50 km ocorrido em Basileia em 1356 poderá ter atingido os 6,9 – e à rutura do grande canal da Alsácia. Estes factos não só descredibilizam as garantias de segurança dadas pelo PCF, como são reforçados pelo número de acidentes de nível 0 e de nível 1 que quadruplicou ao longo da última década.
A pobre fundamentação do PCF na defesa da energia nuclear, sobretudo depois de Fukushima, revela um acantonamento ideológico crónico e uma nostalgia do programa nuclear do bloco de leste implementado por partidos como o Partido Socialista Unificado da Alemanha (ex-RDA) e o Partido Comunista da Checoslováquia, ambos representados no GUE/NGL (Esquerda Unitária Europeia e Verdes Nórdicos) no Parlamento Europeu através do Partido do Socialismo Democrático que integra o Die Linke e do Partido Comunista da Boémia e da Morávia (Rep. Checa). Os comunistas checos são acérrimos defensores da energia nuclear e o Die Linke defende uma saída do nuclear apenas a médio ou longo prazo. No GUE também o PCP mostrou abertura à discussão da energia nuclear. Apesar do PCF ter integrado a Frente de Esquerda nas eleições presidenciais, Jean-Luc Mélenchon defende uma saída progressiva do nuclear e propõe a realização de um referendo sobre a questão.
sexta-feira, outubro 12, 2012
José Azevedo deve explicar relatório Armstrong
Em 2004 vibrei com muito gosto com o quinto lugar obtido por José Azevedo na Volta à França. Mas para quem lê o relatório da USADA sobre o caso de doping de Lance Armstrong, José Azevedo terá que prestar esclarecimentos extremamente claros sobre o seu papel na equipa US Postal no Tour de 2004.
Em 2004 a equipa US Postal era constituída por: Lance ARMSTRONG,
José AZEVEDO,
Manuel BELTRAN,
Vjatceslav EKIMOV,
George HINCAPIE,
Floyd LANDIS,
Benjamin GONZALEZ,
Pavel PADRNOS
e José Luis RUBIERA. No relatório da USADA, entre as inúmeras provas de prática de doping podemos ler o seguinte na secção 2004 que vai da página 67 até à página 71:
"Floyd Landis reported that Ferrari attended the training camp in Puigcerdà to monitor the team members’ blood values and that Ferrari “administered EPO and testosterone as needed to ensure the team was ready for the Tour de France. Floyd Landis saw Lance Armstrong “lying on a massage table wearing a transdermal testosterone patch on his shoulder.” By this time, the use of testosterone patches was quite prevalent on the U.S. Postal Service cycling team."
"Landis testified that, “[o]n or about July 12, 2004, blood was transfused into me and a
few other members of the team,” including, Lance Armstrong and George Hincapie
Floyd Landis also testified regarding a second transfusion received by Armstrong, Landis and other members of the team. Landis testified that this transfusion occurred on the team bus between the finish of a stage and the hotel and that the driver had pretended to have engine trouble and stopped on a mountain road for an hour so that the team could have blood infused. George Hincapie confirms that, “[a]fter a stage during the 2004 Tour de France blood transfusions were given on the team bus to most of the riders on the team."
"Levi Leipheimer testified that in 2005 when he and Landis were assisting each other with blood transfusions that Landis had told him about an incident at the 2004 Tour where the entire U.S. Postal Service team had received transfusions on the team bus following a stage in the Tour"
Quem lê estas passagens só pode concluir que é grande a probabilidade que José Azevedo como membro da equipa tenha recebido transfusões sanguíneas e tenha consumido EPO e testosterona.
Espero que a Autoridade Antidopagem de Portugal não esteja a dormir depois deste enorme escândalo.
terça-feira, outubro 09, 2012
sábado, setembro 29, 2012
A voz da Jerónimo Sachs
António Borges, a voz da Jerónimo Sachs e consultor para as privatizações, acha que a TSU (Taxa Social Única) era medida inteligente. A TSU era inteligentíssima para a Jerónimo Martins que iria arrecadar mais uns milhões à custa dos trabalhadores e cobrir as custas das promoções selvagens. Não há decoro nenhum, é inaceitável a cumplicidade entre este governo, os interesses dos grandes grupos económicos e a Goldman Sachs. Esta manifestação de hoje e a de 15 de Setembro foi também contra estas quadrilhas.
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