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sexta-feira, setembro 23, 2011

Cuidado com a cabeça


É para esta tarde que está prevista a entrada na atmosfera dos destroços do satélite UARS, um satélite meteorológico lançado em 1991. A probabilidade que nos caia na cabeça é pequena, mas é bem mais provável assistir a um espectáculo de estrelas cadentes de origem humana. Para quem quer acompanhara a par e passo a queda do satélite seguir para esta página da NASA.

sexta-feira, setembro 16, 2011

O foguetão da NASA que substitui o vaivém



A NASA já anunciou o sucessor do vaivém. Optou-se por uma opção clássica, um foguetão mais potente que todos os outros da agência, designado por SLS (Space Launch System). Ver mais aqui.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Descoberta nova estrutura na Via Láctea

Os cientistas que alterem os atlas do Universo e os poetas que modifiquem as estrofes, a Via Láctea mudou!
O satélite Fermi da NASA acabou de revelar uma desconhecida estrutura na nossa galáxia, até agora invisível aos antigos instrumentos de observação. De 25 mil anos-luz para "cima" a 25 anos-luz para "baixo" estendem-se duas gigantescas bolhas de raios gama e de raios-X (aqui imagem ampliada).

quarta-feira, outubro 27, 2010

A experiência da NASA ajudou mineiros chilenos

(publicado no portal Esquerda.net)



A operação de salvamento dos 33 mineiros chilenos de San José contou desde Agosto com o precioso auxílio de uma equipa de especialistas da NASA nas áreas médica, nutricional e comportamental, liderada pelo médico Michael Duncan, director Space Life Sciences Directorate do Johnson Space Center de Houston.

A grande experiência da NASA no treino e na coordenação de situações de emergência durante voos espaciais tripulados, onde as soluções e os recursos são muito limitados revelou-se extremamente útil para uma situação de salvamento com características tão particulares. Apesar de o fundo de uma mina ser muito diferente do interior dos módulos das naves espaciais, o ambiente potencialmente claustrofóbico desencadeia reacções semelhantes entre os seres humanos sujeitos a cada uma das situações. Os contributos da equipa de técnicos da NASA também abrangeram questões de engenharia relativas ao projecto e ao desenvolvimento da cápsula Fénix que trouxe os mineiros de uma profundidade de cerca de 700 metros até à superfície. Durante a operação de remoção foram fornecidos aos mineiros comprimidos semelhantes aos que tomam os astronautas para suportar testes em centrifugadoras e vibrações durante voos espaciais, dado que a Fénix foi sujeita a consideráveis rotações e vibrações durante o trajecto percorrido desde o fundo da mina até à superfície.

O director da NASA, Charles Bolden, pronunciou as seguintes palavras sobre o sucesso da operação de salvamento dos mineiros chilenos: “Estou orgulhoso que os funcionários desta agência foram capazes de transpor a experiência adquirida lá em cima durante os nossos voos espaciais cá para baixo, para a Terra, quando essa experiência foi mais necessária.” Sendo a NASA um dos vários exemplos de forte investimento público que sempre existiu nos EUA (apesar do discurso oficial por vezes dar a entender o contrário) e sendo sobretudo este um exemplo de investimento público de excelência, o caso do salvamento dos mineiros deveria fazer reflectir a classe política nestes tempos de crise sobre a perenidade do retorno que o investimento em boa investigação poderá oferecer à sociedade.

terça-feira, outubro 12, 2010

NASA ajuda mineiros chilenos

É por estas e por outras que vale a pena investir muito em investigação.
Desde Agosto vários profissionais da NASA têm prestado uma ajuda preciosa aos mineiros chilenos de San José. Ontem foram fornecidos pela NASA comprimidos semelhantes aos que tomam os astronautas para aguentar testes em centrifugadoras e as vibrações dos voos espaciais. Prevê-se que o elevador que trará os mineiros à superfície os possa expor a vibrações e a rotações muito violentas.

sexta-feira, abril 23, 2010

20 anos do Hubble



Há quase 20 anos, dia 24 de Abril de 1990, o vaivém espacial Discovery colocou em órbita o telescópio Hubble. As imagens e os dados obtidos durante estas duas décadas têm sido valiosíssimos para responder a questões muito importantes que vão desde a caracterização de exoplanetas à composição do Universo.

quarta-feira, março 17, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

Português simula missão em Marte

(Publicado no portal Esquerda.net)
Luís Saraiva, 29 anos, natural de Manteigas, está a participar até este fim-de-semana, num projecto da Nasa que visa simular uma missão em solo marciano. Luís Saraiva, investigador no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, integra uma equipa de seis cientistas que simulam as tarefas de uma hipotética equipa de astronautas na superfície de Marte numa estação localizada no deserto de Utah nos EUA.

A equipa é comandada por Brian Shiro (geofísico e comandante da expedição) e integra dois engenheiros, um astrónomo, uma geóloga e o próprio Luís Saraiva que é biólogo. A tarefa de Luís Saraiva consiste no teste de um sistema de reciclagem de água e na recolha de amostras para detectar a presença de microrganismos que resistem a condições extremas de temperatura: os extremófilos. Esta missão é constituída por diversas tarefas que incluem trabalhos científicos e projectos de engenharia concebidos para melhorar o conhecimento da logística necessária para realizar com sucesso uma missão tripulada a Marte, abrangendo temas como: o desenvolvimento dos fatos de astronautas, sistemas de localização, estudos sobre nutrição e comportamento.

Nesta página encontra-se toda a informação relativa a esta missão intitulada MDRS Crew 89, onde é publicado um diário com fotos e vídeos do trabalho em curso, com possibilidade de envio de comentários aos "astronautas".

Apesar de integrarmos a ESA, o que dá a possibilidade a um cidadão nacional de concorrer ao corpo de astronautas europeu, a organização das estruturas nacionais ligadas ao espaço continuam omissas em relação ao apoio à preparação de futuros astronautas. Sabendo que Portugal paga 10 milhões de euros em quotas à ESA, seria tempo de avançarmos nesta área, talvez em conjunto com outras agências espaciais nacionais com mais experiência, sob pena de os nossos candidatos a astronautas serem cronicamente eliminados e experiências como a do Luís Saraiva caiam em saco roto.

terça-feira, janeiro 26, 2010

2009: o segundo ano mais quente de sempre



A NASA publicou os resultados das suas observações meteorológicas realizadas por estações e satélites. As principais conclusões são: 2009 foi o segundo ano mais quente de sempre desde que se realizam medidas, 2009 foi o ano mais quente de sempre no hemisfério sul e esta década foi a mais quente jamais registada (Via de De Rerum Mundi). Clicar aqui para ler mais sobre assunto.


terça-feira, julho 21, 2009

O impacto do Programa Apolo 40 anos depois

(publicado no portal Esquerda.net)

A 20 de Julho de 1969 o homem caminhava pela primeira vez na superfície da Lua. Enquanto o astronauta Michael Collins permanecia no módulo de comando Columbia, Neil Armstrong e Edwin Eugene (Buzz) Aldrin pousavam o módulo Eagle na superfície lunar. Após ter proferindo a memorável frase “Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade”, Neil Amstrong juntamente com o seu colega Aldrin passou cerca de duas horas e meia a explorar a superfície da Lua, sobretudo recolhendo amostras de solo. O sucesso da Apolo XI deixava para trás anos de competição na conquista do espaço entre os EUA e a URSS em plena Guerra Fria, uma competição que opôs dois génios que coordenavam os programas espaciais das duas potências: o alemão Wernher Von Braun e o russo Sergeï Korolev. Depois da morte de Korolev em 1966 e da decisão da URSS de dotar o orçamento do seu programa em cerca de metade do orçamento à disposição da NASA, era óbvio que seriam os americanos os primeiros a chegar à Lua.

Embora se tenha esgotado rapidamente o interesse na exploração lunar após a chegada do homem à Lua, o Programa Apolo durou até à missão Apollo XVII lançada em 1972. O custo total do Programa Apolo, entre 1961 e 1972, estimou-se em cerca 25 mil milhões de dólares ou seja cerca de 115 mil milhões de dólares se actualizarmos os custos a preços de hoje. O desenvolvimento do Programa Apolo deu origem a variadas tecnologias que utilizamos no nosso quotidiano. O sistema utilizado na reciclagem de líquidos durante as missões Apolo serviu mais tarde para simplificar as máquinas de diálise renal e serviu também para desenvolver novos sistemas de purificação de água. A tecnologia utilizada na concepção dos fatos para os astronautas deu origem a fatos anti-incêndio para bombeiros, à tecnologia de conforto e de versatilidade das novas sapatilhas, ao desenvolvimento de fibra de vidro revestida a teflon utilizada na cobertura de estádios e de estruturas associadas a edifícios mais ecológicos de grandes dimensões, e a roupas especiais adaptadas a pessoas com esclerose múltipla, a marinheiros, pilotos de competição automóvel e técnicos de reactores nucleares. Foram desenvolvidos novos materiais que são hoje utilizados no isolamento térmico de casas e de pipelines. A tecnologia de detectores de gases da Apolo é hoje utilizada na indústria que lida com gases perigosos. Perante todos estes benefícios de que tiramos partido em todo o mundo para nosso conforto, segurança e lazer, é razoável considerar que o custo do Programa Apolo poderá ter sido largamente compensado pelos benefícios das tecnologias a que deu origem. O próprio Barack Obama, em discurso recente à Academia Nacional das Ciências em Washington, afirmou que o trabalho da comunidade científica envolvida no Programa Apolo teve como resultado não apenas "aqueles primeiros passos na Lua, mas também um gigantesco salto no conhecimento aqui na Terra". Obama enumerou as tecnologias resultantes da investigação na Apolo acima descritas e afirmou que o enorme investimento dessa era produziu uma avalanche de curiosidade e criatividade, cujos benefícios são incalculáveis.

Este bom exemplo de investimento público num projecto de desenvolvimento científico e tecnológico, que envolveu o que havia de melhor em todos os sectores da sociedade, deveria servir de lição aos que têm tentado propagar teorias economicistas de vistas curtas centradas apenas na redução do investimento público.

sexta-feira, julho 17, 2009

Site dos 40 anos da Apolo XI



A NASA criou um site dedicado aos 40 anos da missão Apolo XI, onde podemos encontrar todos os factos mais relevantes e curiosidades sobre a missão que levou o primeiro homem à Lua.

quarta-feira, julho 08, 2009

NASA Spinoff

Não têm conta as vezes que neste ano internacional da astronomia já tive de enumerar as diversas tecnologias que utilizamos no quotidiano que nos fazem poupar tempo e dinheiro e que resultam da investigação em astronomia, astrofísica e espaço. Por vezes, contra argumentação em registo colérico. Esta página da NASA, NASA Spinoff, ajuda a perceber a dimensão do impacto dessas descobertas. Leiam e divulguem.

quarta-feira, abril 09, 2008

Tecnologia espacial em casa e na cidade

Frequentemente, quando explico a alguém que trabalho na área da astronomia, astrofísica e espaço, sou confrontado com questões do tipo: "Mas isso serve para alguma coisa?" ou "vocês gastam tanto dinheiro e quais são os benefícios para o contribuinte?".
Respondendo a estas e a muitas outras questões, a NASA criou um excelente sítio de divulgação das principais tecnologias utilizadas regularmente nas nossas casas e cidades que tiveram origem no trabalho de investigação espacial. A lista é longa e muito interessante.

sexta-feira, março 16, 2007

Mares nunca antes navegados

A sonda Cassini da NASA descobriu a existência de mares no planeta Titã. Quem estiver a pensar ir lá mandar em mergulho pode tirar o cavalinho da chuva, são mares de etano ou de metano líquido.

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Buraco negro engole uma estrela

Um dos acontecimentos jamais observados em astrofísica foi ontem revelado pelos telescópios espaciais de raios X: XMM (ESA) e Chandra (NASA). Nada mais nada menos do que um buraco negro a desfazer e a engolir uma estrela. Neste momento deve haver físicos teóricos a saltar em cima das mesas!


(Imagem do sítio da ESA)