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quarta-feira, outubro 14, 2009

Partir



"Partir" de Catherine Corsini é a história de Suzanne (Kristin Scott Thomas) entre uma relação quase perfeita que se esgota e um novo amor onde quase tudo corre mal. Do casamento Suzanne guarda a almofada financeira que lhe permite viver sem preocupações, embora sem emoções e autonomia. A chegada de Ivan (Sergi Lopez), um tarefeiro espanhol, vem dar um novo fôlego à sua vida amorosa. No entanto, os deuses estão contra Suzanne e Ivan, e cada passo dado por Suzanne para se aproximar de Ivan é acompanhado por um rude golpe do seu marido e da sua rede de influencias. A cada dificuldade acrescida o sentimento entre Ivan e Suzanne são reforçados, mas o abismo económico acentua-se ao ponto de aceitarem a exploração laboral mais árdua para conseguirem sobreviver juntos. Até que o ponto de ruptura é atingido e ambos decidem tomar uma decisão...
Excelente interpretação de Scott Thomas, Sergi Lopez (um dos meus actores preferidos) e Yvan Attal.

quarta-feira, agosto 12, 2009

L'amore ritrovato

"L'Amore Ritrovato" de Carlo Mazzacurati é uma história de infidelidade masculina clássica dos anos 30 em Itália. Giovanni reencontra Maria, uma paixão dos seus tempos de juventude. Esse encontro, quase idílico, parece prenunciar uma relação perfeita, mas cedo a revelação de que Giovanni é casado faz desabar as esperanças de Maria. Neste quadro clássico a obra de Mazzacurati destaca-se pela intensidade, pela intensidade do prazer, pela intensidade da esperança, pela intensidade da ingenuidade e pela intensidade da desilusão. Giovanni insiste na relação, ignorando tudo o resto por alguns meses. No entanto, a II Guerra Mundial aproxima-se a passos largos e a relação entre Maria e Giovanni parece seguir o rumo dramático da conjuntura internacional...
Muito boas interpretações de Stefano Acorsi e Maya Sansa.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

História de O em dia de São Valentim

Dominique Aury amava Jean Paulhan, mas Paulhan era um típico coureur de jupons, como dizem os franceses, um homem que fazia da infidelidade amorosa a regra e não a excepção. Determinada a cativá-lo definitivamente, Dominique escreve em apenas algumas noites a "História de O" e oferece-a a Jean Paulhan. Este livro que é uma das maiores declarações públicas de amor foi publicado em 1954 sobre o pseudónimo de Pauline Réage. Inicialmente, pensava-se que a "História de O" fosse obra de um homem. À luz do pudor da época era impensável que uma mulher fosse capaz de tais escritos. Só em 1994, Dominique Aury admite a autoria da obra numa entrevista à revista New Yorker.

Quando derem por vós num espaço comercial, em plena fúria consumista de São Valentim, lembrem-se de Dominique Aury. Basta um papel, um lápis e algumas palavras para se atingir o objectivo.

Relacionados:
"Dominique Aury, biographie", Angie David, Editions Léo Scheer, 2006.
"Autour de Dominique Aury", canal ARTE, Abril de 2006.
"Histoire d'O" (banda desenhada), Guido Crepax, Franco Maria Ricci Editore, 1975.