sábado, janeiro 31, 2004

Conheçam-nos melhor

O Fernando Alves veio fazer-nos uma visita. O resultado poderá ser ouvido amanhã, domingo, pelas 12.05 h na TSF. Deste modo poderão conhecer melhor o que alguns dos membros da Klepsýdra e da Aba de Heisenberg andam a fazer ao dinheiro dos contribuintes.

sexta-feira, janeiro 30, 2004

Colaborar com a ditadura Saudita

Podemos ler no Relações Bilaterais de Junho, publicação do Ministério da Defesa, a seguinte notícia:

"Realizou-se nos passados dias 03 e 04 de Junho, a visita oficial à Arábia Saudita de Sua Excelência o Ministro de Estado e da Defesa Nacional, Dr. Paulo Portas, que, na ocasião, foi recebido pelo seu homólogo, Príncipe Abdel Aziz.

Para além da troca de impressões sobre a situação internacional, durante as conversações foram debatidos diversos assuntos de interesse para ambas as Partes, de que se destacam a possibilidade de incremento da cooperação ao nível industrial de Defesa, particularmente no domínio da manutenção aeronáutica, bem como a eventual frequência de cursos ministrados nas nossas Academias Militares por Oficiais sauditas. Foi ainda sugerida a celebração de um acordo de cooperação bilateral no domínio da Defesa, cuja proposta de texto está já a ser preparada na DGPDN.
"

No rescaldo da Guerra do Iraque, o mesmo Portas que apertou a mão ao representante do despotismo saudita sugeriu que a próxima ditadura a abater fosse Cuba, propondo o slogan "Cuba Livre" para as T-shirts da Juventude Popular. A podre ditadura cubana é miserável, mas está muito longe do nível de violência do regime saudita, das execuções na praça pública através de decapitação a golpe de sabre de infiéis e de criminosos, dos apedrejamentos públicos de mulheres impuras, da lavagem ao cérebro de jovens e de crianças nas escolas públicas sauditas em que se aprende que o ocidente é o demónio e os EUA o grande Satã (como o mostra uma recente reportagem da BBC).

Algo não está a bater certo, pois não? Apoiámos o derrube da ditadura Iraquiana e cultivamos relações militares com uma ditadura ainda pior... E Portas? A miséria do seu discurso fica a nu perante estas contradições.

quinta-feira, janeiro 29, 2004

Um fiel retrato da NATO

Durante alguns dias este cartaz do filme "Ripoux 3" andou a bombardear-me a vista. Descobri que continha algo de revelador. Poderia ser o retrato perfeito do que é hoje a NATO!


© Gaumont Buena Vista International (GBVI)

- Le Maître de óculos escuros propícios a todo tipo de interpretações sabemos todos quem é.

- O ar very british e a fisionomia Blairiana do actor Thierry Lhermitte, le Disciple, dispensa mais comentários.

- Mas é l'Elève, o personagem representado pelo actor de origem húngara, Lorant Deutsch, a figura mais interessante. Reparem naquele ar de xico esperto, meio manhoso, a cabeça ligeiramente inclinada a espreitar por cima do ombro do Mestre. Tem um ar confiante e ameaçador porque está ao lado do Mestre. Este personagem poderia ser o primeiro ministro polaco, Leszek Miller, ou José Maria Aznar. O lado manhoso da NATO, aqueles que só arreganham os dentes quando têm as costas quentes. Mas este personagem assentaria também que nem uma luva aos Rumfelds da nossa lusitânia. Aqueles espertalhaços que não têm o mínimo sentido de prioridades, que já se esqueceram da área florestal recém ardida equivalente à área do Luxemburgo, que se estão a borrifar para a ciência e a educação, mas que acham importante estoirar dinheiro em vãs missões militares para estar sempre nas boas graças do Mestre. É o Portugal xico esperto de que não nos livramos tão cedo. É por isso que foi tão importante o exemplo dessa Europa que soube fazer um manguito ao Mestre. Serve-nos de exemplo países pequenos como a Bélgica ou o Luxemburgo.

quarta-feira, janeiro 28, 2004

À espera de tradução oficial

Dýnom, dánom, na kopečku stála, dýnom, dánom, na mňa pozerala.
Dýnom, dánom, nepozeraj na mňa, dýnom, dánom, nepôjdeš ty za mňa.

terça-feira, janeiro 27, 2004

Chulice no aeroporto

O aeroporto de Lisboa aderiu à esperteza saloia de fazer cobrar os carrinhos de transporte de bagagens. Este sistema é uma espécie de mensagem de boas-vindas ao contrário para todos aqueles que chegam cansados, que dão voltas e voltas através do caótico percurso até ao tapete de recolha de bagagens, muitas das vezes sem euros à mão – quando ainda se traz no bolso dinheiro de um país fora da zona euro – e sem o cartão de crédito certo para se poder alugar um carrinho. É trocar o conforto pela ganância! Para que é que se pagam taxas de aeroporto? Querem ganhar dinheiro à custa do conforto? Então larguem os passageiros no meio da pista ao lado de autocarros a pagar, quem não pagar vai a pé! Ou então só vão para o tapete de recolha as bagagens de quem pagar um extra, quem não pagar vai buscar a bagagem ao porão de carga! Se assim for estamos conversados! Se é para isto que pagamos taxas de aeroporto, então para a próxima desembarca-se no Porto ou em Faro!

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Quando a Vida Morre

Infelizmente o meu último post ganhou um sentido particular após a morte de Miklos Feher em pleno jogo de futebol. Esta morte na arena trouxe consigo um sentido de tragédia acrescido já que os atletas são por definição uma espécie de arquétipo de vida e como tal dão-nos uma imagem da imortalidade.
A morte real de Feher é também uma morte simbólica que não conseguimos conceber de forma fácil, talvez por isso mesmo muitas pessoas comentaram imediatamente que só se poderia dever a deficiente resposta médica ou a exames físicos mal realizados. A impotência perante a morte continua a ser uma das poucas coisas que nos faz perceber que nunca seremos deuses.

No Olimpo ou na Necropole, que descanse em paz...

sexta-feira, janeiro 23, 2004

Frases Soltas

- Why do people have to die?

- To make life important.



Retirado da série "Sete Palmos de Terra"

Boomerang: Francis Fukuyama

…a autorização para o uso da força (contra o Iraque) no seguimento da invasão do Kwait indiciam o tipo de acção internacional que poderá ser possível no futuro.

Francis Fukuyama, 1992, “O fim da história e o último homem”


É muito interessante ler a obra de Fukuyama 12 anos depois, especialmente depois do “espalhanço” dos tigres asiáticos. Para além disso, encontram-se estas belas pérolas de futurologia política.

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Imigração científica e não só

O Nuno do Mar Salgado (que suspeito ter sido meu adversário de basquete aqui no distrito de Coimbra) ironiza sobre a abertura do nosso mercado de trabalho a 6500 imigrantes. Note-se que este número foi calculado tomando em consideração que não sairia nenhum português do país. Hoje um estudo anunciado pela SIC dava conta que estão a sair mais Portugueses do país do que estrangeiros a entrar! Mas o mais grave foi o Ministro da Administração Interna gabar-se de que finalmente poderão emitir vistos de residência em APENAS 6 meses!!! Só 6 meses de precariedade não é nada! Está-se mesmo a ver que qualquer empresa fica sentada à espera 6 meses que um trabalhador receba o seu visto de residência.

Tortuosos caminhos da ciência
O artigo da IEEE Spectrum por mim anteriormente comentado descreve a perturbação causada nos meios científicos nos EUA pelas novas políticas da homeland security, independentemente da fuga de cérebros da Europa para a América do Norte que o Nuno do Mar Salgado refere. Problema este que já tinha sido objecto de uma proposição da Comissão Europeia no passado dia 18 de Julho, intitulada «Lutte contre la fuite des cerveaux», que eu andava a guardar para comentar aqui na Klepsýdra. A diferença de salários e de oportunidades são bem descritas no dossier da Time referido pelo Nuno. O caso português é ainda pior, e quem voltou ao país por pura carolice e voluntarismo pensa duas vezes se foi uma boa ideia perante muita indiferença política e algumas insinuações do tipo: «esses cientistas querem é subsídios» (julgam que a ciência nos EUA estaria onde está se não fosse a maior fatia do investimento Americano nos últimos 30 anos ter ido para o armamento, que «subsidia» ciência, empresas tecnológicas privadas e afins).

Nisto julgo que eu e o Nuno estamos de acordo. No entanto eu acho que o Muro que continua a ser construído entre os EUA e o México é bem mais grave do que as preocupações do Nuno sobre Le Pen na Europa (Le Pen bem que gostaria de erguer um muro entre a França e o resto da Europa, já o afirmou uma vez!).

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Imagens de Arquivo



João César Monteiro (1939 - 2003)

Astrologia subsidiada pelo Estado II

Mais tempo de antena para a astrologia do que para o Judaísmo e o Islão

A astrologia como é apresentada pela Sra. Cristina Candeias na "Praça da Alegria" não pode ser considerada como uma rubrica de entretenimento. A Sra. Cristina Candeias publicou um livro recentemente, “Karma e felicidade” - com a ajuda de publicidade que lhe aufere a sua participação na “Praça da Alegria” – onde a astrologia não é de todo tratada como entretenimento. É tratado antes como um assunto “muito serio”. Aliás numa das últimas emissões da Praça da Alegria ainda apresentadas pelo Sr. Luís Goucha, a Sra. Cristina Candeias disse em directo que aquilo era “trabalho e assuntos muito sérios”. Fora da RTP, os clientes da Sra. Candeias quando recorrem às suas consultas não vão em busca de entretenimento, vão em busca de uma solução para os seus problemas através da astrologia. Na sua rubrica da RTP nada muda, a Sra. Cristina Candeias não está a fazer entretenimento está ali para resolver os problemas dos espectadores.

A astrologia é uma actividade que recorre à ciência (astronomia e astrofísica) para recriar o universo de um ponto de vista espiritual. Tal como o fazem a cientologia, o centro de estudos gnósticos, os raelianos, etc. É esta característica que distingue estas actividades espirituais daquelas a que chamamos religiões e que geralmente são associadas à existência de divindades transcendentais. Assim, a rubrica de astrologia da Sra. Cristina Candeias não deve ser considerada nem como entretenimento nem como ciência, mas sim como actividade espiritual. Como actividade espiritual, a referida rubrica de astrologia está claramente em violação da Lei da Liberdade Religiosa pois a astrologia ficou de fora das várias religiões e grupos espirituais a quem, segundo os critérios do Estado Português, seriam concedidos alguns privilégios nos órgãos de comunicação social estatais. Segundo esta lei os meios de comunicação públicos deverão atribuir tempo de antena às diversas confissões religiosas segundo a sua representatividade (Lei nº 31- A/98). Neste momento a astróloga Cristina Candeias tem tempo de antena para divulgar a astrologia semelhante ao da própria igreja católica (a religião mais representativa em Portugal) e claramente superior ao tempo disponibilizado à religião muçulmana e ao judaísmo, por exemplo.

Depois do que foi exposto no texto precedente, esta é provavelmente a segunda violação à lei na mesma rubrica de astrologia. E o Estado a subsidiar isto...

Astrologia subsidiada pelo Estado I

terça-feira, janeiro 20, 2004

Sonhos e Despertares

Li algures que no Japão estão a desenvolver uma máquina que permite escolher os sonhos que temos durante a noite. Duvido bastante deste gadget que parece saído de um "admirável mundo novo" mas acho que os nossos sonhos deveriam ser uma reserva imaginária protegida por lei. O reino do sonho é uma espécie de caos onde todos os nossos desejos (sobretudo os inconfessáveis), medos e recordações vagueiam de forma anárquica ainda que muitas vezes acabem por nos ajudar a descobrir e a organizar as nossas percepções do real.
Não sou psiquiatra mas desconfio que uma organização artificial do sonho pode acabar por desestruturar o "eu" e consequentemente acabar por desorganizar o real.

Existe no entanto algo que eu procuro controlar e que é precisamente a fronteira desse reino, ou seja, tenho tentado encontrar a melhor forma de despertar. Descobri recentemente um método que resulta comigo e que consiste em acordar com a música "Lisboa Que Amanhece" do Sérgio Godinho.
Como sou uma pessoa de instintos nocturnos, o acordar de manhã traz sempre consigo uma dose de angústia e confusão que duram normalmente até ao primeiro café do dia. Ora esta música de Sérgio Godinho retrata perfeitamente a fusão entre as sombras da noite que vão morrendo com o nascer do sol e as vítimas do quotidiano que ganham vida quando o sol entra pelas frinchas dos estores estragados (sim, Bruno, eu também). Por mais mal-disposto que acorde, encontro consolo imediato em todos os navegantes e estremunhados de que fala a canção e que partilham comigo essa terra de ninguém que é a madrugada.



LISBOA QUE AMANHECE

Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo ...

Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo ...


Sérgio Godinho

Astrologia subsidiada pelo Estado I

Paga pelo Estado para fazer publicidade à sua astrologia!

A Sra. Cristina Candeias, astróloga do programa diário da RTP, "Praça da Alegria", no qual tem cerca de 15 minutos de tempo de antena todos os dias, pratica uma actividade profissional individual colectável pelas finanças públicas. Na "Praça da Alegria" a referida senhora não fala de astrologia de um modo abstracto e geral, mas de uma forma bastante personalizada, levando inclusive consigo o seu computador pessoal – instrumento do qual se serve para dar respostas aos telespectadores - que utiliza igualmente nas suas consultas privadas.

No caso de outros profissionais liberais como médicos ou psicólogos, a sua participação em programas de televisão é limitada à divulgação ou à informação de assuntos específicos, mesmo quando existem rubricas com a participação em directo de telespectadores ao telefone. As respostas dadas aos espectadores pelos profissionais são sempre no âmbito do assunto de debate do programa e nunca no âmbito de uma consulta efectuada em directo, como é o caso da Sra. Cristina Candeias.

Como a participação da senhora Cristina Candeias consiste em efectuar consultas em directo (como está escrito na primeira página do seu livro “Karma e felicidade”) e não em debater ou em divulgar qualquer assunto relacionado com a astrologia, não deveria ser a RTP a pagar à Sra. Cristina Candeias, mas sim esta senhora a pagar à RTP por fazer publicidade às suas consultas, com a obrigatoriedade de afixação da referência “pub” no canto do écran.

Estamos perante uma ilegalidade ou não estamos? (continua)

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Vai um Poema?

A MARCHA ALMADANIM

Nos domingos antigos do bibe e pião
saía a Tuna do Zé Jacinto
tangendo violas e bandolins
tocando a marcha Almadanim.

Abriam janelas meninas sorrindo
parava o comércio pelas portas
e os campaniços de vir à vila
tolhendo os passos escutando em grupo.

Moços da rua tinham pé leve
o burro da nora da Quinta Nova
espetava orelhas apreensivo

Manuel da Água punha gravata!
Tudo mexia como acordado
ao som da marcha Almadanim
cantando a marcha Almadanim.

Quem não sabia aquilo de cor?
A gente cantava assobiava aquilo de cor
(só a Marianita se enganava
ai só a Marianita se enganava
e eu matava-me a ensinar)
que eu sabia de cor
inteirinha de cor
e para mim domingo não era domingo
era a marcha Almadanim!

Entretanto as senhoras não gostavam
faziam troça dizendo coisas
e os senhores também não gostavam
faziam má cara para a Tuna:
que era indecente aquela marcha
parecia até coisa de doidos:
não era música era raiva
aquela marcha Almadanim.

Mas José Jacinto não desistia.
Vinha domingo e a Tuna na rua
enchendo a rua enchendo as casas.
Voavam fitas coloridas
raspavam notas violentas
rasgava a Tuna o quebranto da vila
tangendo nas violas e bandolins
a heróica marcha Almadanim!

Meus companheiros antigos de bibe e pião
agora empregados no comércio
desenrolando fazenda medindo chita
agora sentados
dobrados nas secretárias do comércio
cabeças pendidas jovens-velhinhos
escrevendo no Deve e Haver somando somando
na vila quieta
sem vida
sem nada
mais que o sossego das falas brandas-
onde estão os domingos amarelos verdes azuis encarnados
vibrantes tangidos bandolins fitas violas gritos
da heróica marcha Almadanim!

Ó meus amigos desgraçados
se a vida é curta e a morte infinita
despertemos e vamos
eia!
Vamos fazer qualquer coisa de louco e heróico
como era a Tuna do Zé Jacinto
tocando a marcha Almadanim!

Manuel da Fonseca

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Le sexe des femmes hoje na ARTE

O excelente canal ARTE, um verdadeiro serviço público europeu, transmite hoje mais uma das suas soirées théma intitulada: Le sexe des femmes. Começa às 21.15 hora de Portugal.

Recortes de Imprensa

"Um homem que anda debaixo dos barrocos toda a vida, com tanta arma, nunca deu uma bofetada. É um homem bom, não pode é ver a GNR."

António Almeida, pai de António Tapada também conhecido como o "Bin Laden da Guarda" em declarações ao Público de 15 de Janeiro

Frases Soltas

L'avenir n'est plus ce qu'il était

Paul Valery

Excitação marciana

Nas últimas 24 horas, o mundo da exploração espacial viveu um frenesim a fazer lembrar os velhos tempos da guerra fria. Anúncios ambiciosos de missões à Lua e a Marte da parte dos EUA, com os Russos a responderem de imediato anunciando que chegariam a Marte em menos tempo (em 10 anos) e por um preço dez vezes inferior. Isto chegou ao ponto de Jean Jacques Dordain, o director da Agência Espacial Europeia (ESA), dar uma conferência de imprensa sobre o assunto. Apesar da ESA já ter o seu programa (Aurora) a decorrer para colocar um homem em Marte entre 2030 e 2033, Jean Jacques Dordain aproveitou a excitação criada pelo momento para relembrar a importância da Europa investir mais dinheiro na ESA.

quinta-feira, janeiro 15, 2004

A não perder



No Colégio das Artes em Coimbra está uma exposição de mapas antigos de Portugal e da Península Ibérica pertencentes à colecção privada do professor Carlos Nabais Conde. A exposição termina dia 25 deste mês.