Mostrar mensagens com a etiqueta Sistema Solar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sistema Solar. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, março 09, 2012

Efeitos da erupção solar

Os efeitos das duas gigantescas erupções solares já se começaram a manifestar na Terra. Ainda no espaço, os cosmonautas da Estação Espacial Internacional tiveram que se refugiar numa câmara que os protege da radiação solar. As auroras boreais no hemisfério norte são a mais bela e espectacular consequência deste fenómeno. As interferências nas telecomunicações e nas redes de distribuição de electricidade, que podem gerar um apagão, são a face menos simpática da fúria solar.
Felizmente o nosso escudo natural, o campo magnético terrestre, protege-nos de uma chuva de radiação substancialmente nociva (imagem ESA).

segunda-feira, abril 11, 2011

Vertigem nos pólos de Vénus



Este trabalho do caríssimo David Luz, publicado na prestigiada revista Science, mostra o movimento de rotação da atmosfera no pólo sul de Vénus. A localização do pólo sul é dado pela cruz e o centro de rotação da atmosfera é dado pelo círculo branco, o seu desfasamento é de cerca de 300 km em relação ao pólo sul.
Viva a geração rasca!

quarta-feira, março 09, 2011

Cicatriz Marciana



Esta belíssima cratera marciana parece uma cicatriz rasgada por um meteorito rasante. Parece, mas o mais certo é ter resultado do impacto simultâneo de dois meteoritos, provavelmente dois fragmentos de um corpo maior, que erravam juntos pelo Sistema Solar.

terça-feira, junho 29, 2010

Cratera de Magalhães



Uma fotografia recente da Cratera de Magalhães em Marte tirada pela Mars Express da ESA. Tem cerca de 21 mil quilómetros quadrados, mais ou menos a superfície da Eslovénia.

segunda-feira, junho 07, 2010

ESA e Rússia simulam viagem a Marte

(publicado no portal Esquerda.net)

Iniciou-se no passado dia 3 de Junho a experiência Mars 500 cujo objectivo é simular um voo tripulado ao planeta Marte. A Mars 500 é dirigida pelo Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia em estreita colaboração com a Agência Espacial Europeia, contando ainda com participação internacional de instituições científicas de países como a China ou os EUA. A “tripulação” da Mars 500 é composta por seis elementos: três russos, um italiano, um francês e um chinês. As suas competências cobrem sobretudo os domínios da engenharia, da fisiologia e da medicina. A simulação de viagem a Marte iniciada a 3 de Junho durará até 5 de Novembro de 2011. A 8 de Fevereiro de 2011 serão simulados a chegada a Marte e o início das operações em solo marciano. De seguida, a 10 de Março de 2011, inicia-se a viagem de “regresso” à Terra.

Durante cerca de 520 dias, a “tripulação” da Mars 500 estará confinada a viver em cinco módulos onde serão testadas todas as condições de sobrevivência associadas a uma viagem de ida e volta a Marte. Durante este estudo será dada especial atenção à saúde e à capacidade de trabalho dos 6 elementos em condições de isolamento hermético, confinados a um volume limitado em que serão simuladas especificidades inerentes a voos inter-planetários, como: autonomia de decisão da tripulação em relação a um centro de comando terrestre, recursos limitados ou instabilidade e atraso nas comunicações com a Terra. Este atraso pode ser da ordem de alguns segundos a alguns minutos, dado que as ondas rádio utilizadas nas comunicações entre Terra e Marte propagam-se à velocidade da luz. No final deste estudo será avaliada a possibilidade real de realizar uma viagem tripulada a Marte tendo em conta o conjunto de adversidades fisiológicas e psicológicas registadas. Recorde-se que outras simulações anteriores de isolamento humano (Biosfera I e II) resultaram em graves problemas relacionais entre os intervenientes. A experiência Mars 500 será também importante para determinar o nível de equipamento essencial para as naves espaciais que transportarão uma futura tripulação ao planeta Marte.

O interesse dos voos inter-planetários tripulados deve-se à maior capacidade dos seres humanos para estudar a superfície de um planeta quando comparada com o reduzido número de funções que os mais dispendiosos robots actuais são capazes de realizar. Como tem sido hábito desde o início da exploração espacial, espera-se também que novas tecnologias e novas ideias resultantes desta experiência possam ter um impacto positivo no nosso quotidiano na Terra em domínios tão diferentes como a medicina ou a engenharia. Consultar este sítio da NASAsobre o impacto da tecnologia espacial no quotidiano.

quarta-feira, março 17, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

Português simula missão em Marte

(Publicado no portal Esquerda.net)
Luís Saraiva, 29 anos, natural de Manteigas, está a participar até este fim-de-semana, num projecto da Nasa que visa simular uma missão em solo marciano. Luís Saraiva, investigador no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, integra uma equipa de seis cientistas que simulam as tarefas de uma hipotética equipa de astronautas na superfície de Marte numa estação localizada no deserto de Utah nos EUA.

A equipa é comandada por Brian Shiro (geofísico e comandante da expedição) e integra dois engenheiros, um astrónomo, uma geóloga e o próprio Luís Saraiva que é biólogo. A tarefa de Luís Saraiva consiste no teste de um sistema de reciclagem de água e na recolha de amostras para detectar a presença de microrganismos que resistem a condições extremas de temperatura: os extremófilos. Esta missão é constituída por diversas tarefas que incluem trabalhos científicos e projectos de engenharia concebidos para melhorar o conhecimento da logística necessária para realizar com sucesso uma missão tripulada a Marte, abrangendo temas como: o desenvolvimento dos fatos de astronautas, sistemas de localização, estudos sobre nutrição e comportamento.

Nesta página encontra-se toda a informação relativa a esta missão intitulada MDRS Crew 89, onde é publicado um diário com fotos e vídeos do trabalho em curso, com possibilidade de envio de comentários aos "astronautas".

Apesar de integrarmos a ESA, o que dá a possibilidade a um cidadão nacional de concorrer ao corpo de astronautas europeu, a organização das estruturas nacionais ligadas ao espaço continuam omissas em relação ao apoio à preparação de futuros astronautas. Sabendo que Portugal paga 10 milhões de euros em quotas à ESA, seria tempo de avançarmos nesta área, talvez em conjunto com outras agências espaciais nacionais com mais experiência, sob pena de os nossos candidatos a astronautas serem cronicamente eliminados e experiências como a do Luís Saraiva caiam em saco roto.

terça-feira, julho 21, 2009

O impacto do Programa Apolo 40 anos depois

(publicado no portal Esquerda.net)

A 20 de Julho de 1969 o homem caminhava pela primeira vez na superfície da Lua. Enquanto o astronauta Michael Collins permanecia no módulo de comando Columbia, Neil Armstrong e Edwin Eugene (Buzz) Aldrin pousavam o módulo Eagle na superfície lunar. Após ter proferindo a memorável frase “Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade”, Neil Amstrong juntamente com o seu colega Aldrin passou cerca de duas horas e meia a explorar a superfície da Lua, sobretudo recolhendo amostras de solo. O sucesso da Apolo XI deixava para trás anos de competição na conquista do espaço entre os EUA e a URSS em plena Guerra Fria, uma competição que opôs dois génios que coordenavam os programas espaciais das duas potências: o alemão Wernher Von Braun e o russo Sergeï Korolev. Depois da morte de Korolev em 1966 e da decisão da URSS de dotar o orçamento do seu programa em cerca de metade do orçamento à disposição da NASA, era óbvio que seriam os americanos os primeiros a chegar à Lua.

Embora se tenha esgotado rapidamente o interesse na exploração lunar após a chegada do homem à Lua, o Programa Apolo durou até à missão Apollo XVII lançada em 1972. O custo total do Programa Apolo, entre 1961 e 1972, estimou-se em cerca 25 mil milhões de dólares ou seja cerca de 115 mil milhões de dólares se actualizarmos os custos a preços de hoje. O desenvolvimento do Programa Apolo deu origem a variadas tecnologias que utilizamos no nosso quotidiano. O sistema utilizado na reciclagem de líquidos durante as missões Apolo serviu mais tarde para simplificar as máquinas de diálise renal e serviu também para desenvolver novos sistemas de purificação de água. A tecnologia utilizada na concepção dos fatos para os astronautas deu origem a fatos anti-incêndio para bombeiros, à tecnologia de conforto e de versatilidade das novas sapatilhas, ao desenvolvimento de fibra de vidro revestida a teflon utilizada na cobertura de estádios e de estruturas associadas a edifícios mais ecológicos de grandes dimensões, e a roupas especiais adaptadas a pessoas com esclerose múltipla, a marinheiros, pilotos de competição automóvel e técnicos de reactores nucleares. Foram desenvolvidos novos materiais que são hoje utilizados no isolamento térmico de casas e de pipelines. A tecnologia de detectores de gases da Apolo é hoje utilizada na indústria que lida com gases perigosos. Perante todos estes benefícios de que tiramos partido em todo o mundo para nosso conforto, segurança e lazer, é razoável considerar que o custo do Programa Apolo poderá ter sido largamente compensado pelos benefícios das tecnologias a que deu origem. O próprio Barack Obama, em discurso recente à Academia Nacional das Ciências em Washington, afirmou que o trabalho da comunidade científica envolvida no Programa Apolo teve como resultado não apenas "aqueles primeiros passos na Lua, mas também um gigantesco salto no conhecimento aqui na Terra". Obama enumerou as tecnologias resultantes da investigação na Apolo acima descritas e afirmou que o enorme investimento dessa era produziu uma avalanche de curiosidade e criatividade, cujos benefícios são incalculáveis.

Este bom exemplo de investimento público num projecto de desenvolvimento científico e tecnológico, que envolveu o que havia de melhor em todos os sectores da sociedade, deveria servir de lição aos que têm tentado propagar teorias economicistas de vistas curtas centradas apenas na redução do investimento público.

sexta-feira, julho 17, 2009

quinta-feira, abril 30, 2009

Compressão da Magnetosfera pelo Sol



Esta animação publicada esta semana no sítio da ESA ilustra a compressão da magnetosfera terrestre quando o Sol está muito activo. Os resultados mostram uma compressão e a modificação da composição iónica à volta da Terra muito mais importante do que o esperado. Ler mais aqui.

segunda-feira, outubro 27, 2008

A Primeira Missão Lunar da Índia



A minha crónica deste fim-de-semana no portal Esquerda.net:

Foi lançada esta semana do Satish Dhawan Space Centre em Sriharikota, a primeira missão lunar da Índia. Entre os principais objectivos desta missão não tripulada estão a análise da composição geológica da Lua, dos processos de formação de crateras e do seu campo magnético, bem como a busca de vestígios de gelo nos pólos.
Artigo de Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra.

O satélite Chandrayaan-1 (Chandrayaan significa "expedição à Lua") entrará na órbita lunar dentro de duas semanas, baixando de seguida a sua altitude até atingir uma órbita circular a 100 km da superfície da Lua. A partir dessa órbita será ejectada uma sonda com uma massa de 29 kg em direcção à superfície lunar, que permitirá estudar vários aspectos do solo da Lua durante e após o impacto. Entretanto o Chandrayaan-1 continuará a estudar a Lua a partir da sua órbita utilizando 11 instrumentos científicos, entre os quais três pertencem à ESA.

A ESA e a Índia, através da sua agência ISRO (Indian Space Research Organisation), têm vindo a colaborar desde 1978 em várias missões espaciais, tendo sido lançados até hoje mais de uma dezena de satélites indianos a bordo de foguetões Ariane. Nesta missão recorreu-se a uma versão melhorada do Polar Satellite Launch Vehicle (PSLV) para lançar o Chandrayaan-1, denominada PSLV-C11, cuja concepção é integralmente indiana.

A aposta de países em vias de desenvolvimento como a Índia na exploração espacial é um estímulo muito positivo para a indústria, para a investigação e para o ensino nestes países e não é de modo nenhum incompatível com o esforço económico necessário para melhorar o nível de vida das suas populações. Se dúvidas existem, basta recordar o impacto incalculável do ponto de vista económico e social dos programas espaciais dos países mais desenvolvidos nas respectivas sociedades (ver este sítio da NASA sobre o impacto das tecnologias espaciais nas nossas casas e cidades).

quarta-feira, outubro 22, 2008

A Índia vai à Lua



Foi lancado esta manha com sucesso do Satish Dhawan Space Centre em Sriharikota, a primeira missao lunar da Índia. Aqui ligacao à página da ESA sobre o Chandrayaan-1 e aqui a ligacao à página da ISRO (Indian Space Research Organisation).

segunda-feira, setembro 08, 2008

Rosetta Blog


Imagem ESA

A missão Rosetta - a caminho do cometa Churyumov-Gerasimenko onde chegará dentro de 6 anos - cruza-se por estes dias com o asteróide Steins. As imagens, os vídeos e as emoções dos cientistas foram registados no Rosetta Blog.

quarta-feira, abril 02, 2008

Breves do Universo

As últimas semanas foram profícuas para a astronomia e a astrofísica. O Hubble, os nossos olhos no espaço, viu as primeiras moléculas orgânicas num planeta de outro sistema solar (representação artística ao lado, fonte ESA) e os primeiros instantes de uma supernova numa galáxia de espiral. A sonda Cassini alertou-nos para a possível existência de um oceano subterrâneo em Titã.