Horário: 10h45 com repetição às 18h40.
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segunda-feira, abril 30, 2012
Miguel Portas
O legado de Miguel Portas é o tema da minha crónica no Pontos de Vista de hoje, segunda-feira, na Rádio Clube Foz do Mondego.
quarta-feira, abril 25, 2012
Obrigado Miguel
Era leitor fiel da revista Vida Mundial e do semanário Já dirigidos pelo Miguel Portas. Mas foi um artigo no DN sobre a pobreza no Iémene que me chamou a atenção para a personagem. Era uma opinião de esquerda que sobressaía largamente do lote. Sempre que comentava os seus artigos do DN não ficava sem resposta. Da troca de galhardetes surgiu uma amizade que durou até hoje. Quando colaborei com o Miguel no Parlamento Europeu tive o privilégio de assistir à forma intensa, contagiante e mobilizadora como intervia na política europeia. O Miguel era uma daquelas estrelas de brilho raro que ofuscava o céu cinzento da política europeia.
Obrigado Miguel pela forma humana, criativa, entusiasta, bem disposta e inteligente com que encaraste o trabalho de eleito ao serviço do povo.
segunda-feira, novembro 17, 2008
Miguel Portas em Coimbra sobre a crise
Hoje, segunda-feira, dia 17 de Novembro, na FEUC o meu caríssimo amigo Miguel Portas apresentará "A crise económica e financeira: causas e prioridades", pelas 15 horas no auditório da FEUC. O debate será moderado por Vítor Neves, Professor da FEUC e Investigador do CES.
segunda-feira, julho 02, 2007
Sem Muros - o blogue de Miguel Portas
O meu caríssimo amigo Miguel Portas abriu finalmente um blogue, intitulado Sem Muros. Já não era sem tempo! Sempre achei que o Miguel é uma daquelas pessoas que deveria mergulhar na blogosfera. A forma como o Miguel lê o mundo, de uma forma simultaneamente apaixonada e crítica, merece leitura diária.segunda-feira, janeiro 29, 2007
Desnuclearização do Médio Oriente
O recente livro de Miguel Portas sobre o Líbano, "No Labirinto", que aqui comentei, lança uma ideia que defendo há muito e que pode dar um contributo importante para pacificar o Médio Oriente. Na página 196 o Miguel refere que as potências nucleares poderiam fazer uma "proposta que seguramente seduziria Teerão: a desnuclearização do Médio e do Próximo Oriente." Como é sabido Israel, a Índia e o Paquistão são os três países da região que possuem armas nucleares. No passado, dois países (a Ucrânia e a África do Sul) desmantelaram com sucesso a totalidade dos seus arsenais nucleares, logo não seria nada de extraordinário desmantelar os arsenais nucleares dos três países referidos. Dado o carácter simbólico que a acção representaria - um passo atrás do ponto de vista militar - a desnuclearização poderia aliviar um pouco a tensão política do Médio Oriente e retirar a vontade do Irão a prosseguir os seus avanços no desenvolvimento de tecnologia nuclear, sem recorrer a ameaças que só têm tido o efeito contrário ao desejado.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
No Labirinto: o Líbano entre guerras, política e religião
Aquando da sua apresentação em Coimbra, Vital Moreira disse deste livro que revelava o melhor Miguel Portas, o Miguel Portas das Viagens. Subscrevo inteiramente. É o Miguel conta com entusiasmo as suas viagens pelo Líbano e regiões vizinhas, descreve com paixão lugares, ruínas, pedras e mezzés. É o Miguel que lê nos olhos e nos gestos das gentes e nos transmite sem rodeios as suas impressões sobre aquelas micro-sociedades, a importância dos clãs familiares, a ostentação que convive com a miséria e a pobreza, a religião que separa, mas que é praticamente a única instituição solidária num país deslumbrado pela banca e pela bolsa.A Parte I do livro intitulada "O nascimento de uma nação" é de leitura obrigatória para todos aqueles que se interessam pela política do Médio e Próximo Oriente. Muito bem documentada, esta Parte I faz-nos um resumo da história recente do Líbano e da região - o Líbano como país só existe desde 1941 - ligando as divisões étnicas, religiosas e políticas à efervescência e ao trânsito de povos que houve naquela região desde há mais de dois mil anos. "Nunca um país tão pequeno acolheu tanta diferença" (pag. 29) é a frase de Miguel Portas que melhor ilustra a equação libanesa. É esta concentração de povos e religiões numa região onde se disputam intensamente territórios há dezenas de séculos que torna tudo tão complexo de se realizar no Líbano, mesmo quando a tarefa em si parece simples. Ao lermos esta Parte I damo-nos conta da imensa quantidade de asneiras que foram escritas por comentadores e cronistas políticos durante o ataque ao Líbano no passado Verão, nomeadamente o apoio aos pedidos irrealistas de Israel para que o governo libanês eliminasse o Hezbollah. Era o mesmo que pedir a alguém para fumar num paiol de armas.
A segunda parte descreve os 33 dias em que o Líbano foi atacado por Israel, a envolvente política que deu origem ao conflito e a situação resultante do pós-guerra. A presença do Miguel no Líbano durante o conflito oferece-nos uma visão muito mais rica e precisa das reacções políticas e sociais que acompanharam o conflito, nomeadamente o estatuto e a popularidade que o Hezbollah ganhou à custa das bombas israelitas. Pessoalmente, considero os capítulos "Hezbollah" e "Islamismo" demasiado optimistas e o citado messianismo socialista da autoria de Françoies Thual (pag. 150) parece-me uma longínqua miragem política. Enquanto Israel ameaça, o Hezbollah ganha simpatias, aderentes e muitos votos, mas em tempo de paz, por muito que o Hezbollah tenha evoluído, os resquícios de políticas de extrema-direita religiosa não desaparecem de um dia para o outro. O meu pessimismo é reforçado pelas opiniões das minhas amizades libanesas do sul do país.
A total desorientação e o isolamento da diplomacia americana durante as negociações são muito bem resumidas pelo Miguel e são um exemplo flagrante da falta de estudo e de tacto para lidar com a referida complexidade da equação libanesa. É a mesma complexidade, que o Miguel conhece como poucos no nosso país, que faz do seu apoio ao reforço da FINUL subordinada à autoridade libanesa uma rara opinião credível e sólida sobre o assunto. Contrasta com a reacção pavloviana (parafraseando um amigo bloquista) que classificou a "intervenção da FINUL" (já lá estava antes da guerra) de novo imperialismo. Como refere bem o Miguel, o retirar dessa força funcionaria como um convite para o segundo round de Israel, sem testemunhas, com pontes e estradas por construir a facilitar o assalto.
Apesar de Israel ter mostrado mais uma vez uma superioridade militar brutal, a imagem do país emergiu do conflito enxovalhada como nunca. O Miguel termina bem concluindo que apesar da pesistência e da complexidade dos problemas, o resultado deste conflito mostrou que vale a pena exercer a política contra o primado da guerra.
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