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terça-feira, agosto 05, 2008

Jouir sans entraves

A propósito da famosa declaração de Sarkozy "Il faut liquider Mai 68":

Sarkozy est un soixante-huitard contrarié! (...) Je viens de faire un débat avec Henri Guaino qui m'a sorti une série d'arguments contre 68. Le premier argument qu'il me débite c'est: "Vous voyez, c'est une société sans morale, jouir sans entraves." Non, mais franchement! S'il y en a un qui, aux yeux de tout le monde et en grande pompe veut jouir sans entraves, c'est bien Sarkozy!

"Forget 68", Daniel Cohn-Bendit, Ed. L'Aube, 2008, pag. 37

sexta-feira, maio 16, 2008

Daniel Cohn-Bendit

De Daniel Cohn-Bendit conhecia fragmentos do seu protagonismo durante o Maio de 68, do prurido e da afronta que era um estudante estrangeiro liderar parte do movimento de contestação, com a agravante de ser estrangeiro de origem judaica.

Quando estudei em Estrasburgo tive a oportunidade de assistir a um comício dos Verdes para as eleições Europeias com a participação de Bendit. Fui assistir ao comício com aquela curiosidade de descobrir o discurso, 30 anos depois (foi para ai em 98), de um "veterano" do Maio de 68. Era um comício internacional, bem diferente dos comícios paroquiais a que estava habituado em Portugal, os oradores vinham de vários países e representavam várias heranças culturais. Ao contrário do discurso sobre glórias passadas de muitos soixante-huitards conhecidos, o discurso de Bendit era um discurso mais dirigido ao futuro, dirigido às próximas gerações, centrado nos grandes desafios planetários, desafios ecológicos, económicos e culturais. Dez anos depois, o tempo deu-lhe toda a razão, o aquecimento global, a crise financeira mundial e a crise alimentar mundial são apenas três exemplos de assuntos sobre o qual Bendit tinha lançado sérios alertas.
E gostei sobretudo do discurso de Bendit desassombrado sobre a construção europeia, sem piscar o olho a capelinhas locais, que é a política mais fácil de fazer, percebendo que a sociedade tinha definitivamente mudado, que os europeus se moviam e se misturavam cada vez mais, nas suas vidas privadas, no trabalho e no lazer. O internacionalismo na sua verdadeira essência e não na perspectiva sectária da herança marxista. Aliás, a esquerda de Bendit, é na minha opinião a verdadeira esquerda alternativa ao PS e aos PCs, é a esquerda alternativa que não faz broches ao marxismo.

Na altura, achei que uma parte do futuro da esquerda europeia passaria por ali. Hoje, desde o grupo europeu da Esquerda Unitária (uma esquerda sobretudo marxista) ao Partido Socialista Europeu todos seguem com mais detalhe ou menos detalhe o programa ambiental de há 10 atrás dos Verdes Europeus liderados por Bendit. Noutras matérias, Bendit e os Verdes têm estado mais isolados, uma delas é na minha opinião lamentável para a esquerda europeia: o europeísmo, a vontade de tornar mais forte e mais democrático o projecto europeu.

Apesar de tudo, obrigado Bendit!

quinta-feira, abril 17, 2008

Maio de 68 no canal ARTE

O canal ARTE iniciou uma série de documentários, filmes e debates dedicada aos 40 anos do Maio de 68. A primeira noite temática, transmitida na passada terça, ofereceu a habitual qualidade ARTE: dois documentários sobre algumas utopias delirantes, outro documentário que percorria 1967, 1968 e 1969 de uma forma seca mas com os pés mais assentes na Terra e um interessante debate entre Philipe Val, o editor do Charlie Hebdo e Bettina Röhl, filha de um casal de terroristas alemães de extrema-esquerda.

segunda-feira, abril 07, 2008

Leituras 68

40 anos depois, as livrarias francesas fervilham de livros sobre o Maio de 68. Destaco:

Mai 68 com prefácio da autoria de Cohn-Bendit
Mai 68 expliqué à Nicolas Sarkozy de André e Raphael Gluksmann
Forget 68
de Daniel Cohn-Bendit
Mai de 68, le pavé

como já sei que não posso ter mais olhos que barriga, vou-me atirar assim que puder ao Forget 68 do Bendit.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

O Paralelepípedo de Maio de 68

À atenção de qualquer soixante-huitard que se preze:

"Mai 68, le pavé" é um livro comemorativo do Maio de 68 em forma de paralelepípedo, composto por fotos e pelos slogans mais criativos.