segunda-feira, outubro 31, 2005

Memória curta: terramoto de Lisboa de 1996

Desculpem, mas não passaram 250 anos desde o último terramoto de Lisboa. Passaram sim 9 anos. Foi a 18 de Setembro de 1996 com epicentro no Estádio da Luz. Os autores da desgraça: Artur, Edmilson, Jorge Costa, Wetl e Drulovic.

sábado, outubro 29, 2005

Mundo de Aventuras XXXII


Floresta de Pedra, Yunan, China, Janeiro de 2005

O primeiro carácter significa floresta. Este carácter é composto por dois caracteres que individualmente representados significam árvore, como quem diz: duas árvores fazem uma floresta. O segundo carácter significa pedra. Floresta de Pedra. Foi esculpida pelas correntes marítimas do fundo do oceano numa outra era do nosso planeta. Esta Floresta de Pedra encontra-se a cerca de 2000 metros de altitude...

Mundo de Aventuras XXXI

sexta-feira, outubro 28, 2005

O "Modelo" Social Americano II

Tempo de trabalho (média de horas/ano)
EUA- 1824
UE - 1554 (zona Euro)

Férias
EUA- 13,8 dias por ano (após 5 anos de trabalho em médias e grandes empresas)
UE- 4 semanas (mínimo). Entre 20 (Bélgica e Irlanda) e 32 (Holanda) dias úteis.

quinta-feira, outubro 27, 2005

O "Modelo" Social Americano

Hoje pela manhã em Hampton Court no Reino Unido, um dos assuntos de debate do Conselho Europeu Informal vai ser o Modelo Social Europeu. Entre os participantes há quem esteja muito interessado em implementar o "Modelo" Social Americano na Europa. Para podermos ter uma ideia do que este "Modelo" oferece, vale a pena olhar para estes números da OCDE:

Mortalidade infantil, 2002 (mortes/1000 nascimentos)
EUA - 6,0;
Reino Unido - 5,3; Canadá - 5,2; Irlanda - 5,1; Portugal - 5,0;
Alemanha - 4,3; República Checa - 4,2; França - 4,1;
Noruega - 3,9;
Suécia - 2,8;


Desigualdade (escala de Gini)
EUA - 34,4; Irlanda - 32,4; Reino Unido - 32,4;
Canadá - 28,5; Alemanha - 28,2; França - 27,8;
Suécia - 23,0 Finlândia - 22,8; Dinamarca - 21,7

quarta-feira, outubro 26, 2005

Desmontar o fanatismo neoliberal

É o que faz Vital Moreira nesta entrada. Agora a moda entre os mais fanáticos dos neoliberais é fazer comparações ridículas e mal informadas entre a União Europeia e a URSS ou o regime Nazi.

A luz ao fundo do telescópio

No mundo da investigação científica há momentos (raros) em que sentimos que os nossos esforços servem para alguma coisa. Após várias reuniões e um congresso (que referi aqui no passado mês), um consórcio de vários laboratórios e institutos em que participo conseguiu finalmente o reconhecimento da ESA para a construção de um novo telescópio de raios gama com lentes (os que existem são todos míopes). Reconhecimento não significa que o projecto se vai mesmo concretizar. Digamos que a ESA por enquanto apenas achou piada ao projecto, tanta piada que até se deram ao trabalho de fazer esta página. Agora depende da data de abertura e do resultado dos concursos da ESA para o programa Cosmic Vision - missões que deverão estar operacionais entre 2015 e 2025 - para que um dia este projecto possa tomar forma.

Por enquanto podemos apenas sonhar contemplando as concepções artísticas da missão. A ideia é elegante, trata-se de um telescópio constituído por dois elementos: as lentes e a câmara de raios gama. Para os mais interessados existem umas ligações para uns documentos pdf mais detalhados. A minha humilde contribuição vem na parte referente à polarimetria (4.2.4 Polarisation detectors, sou um dos et al. do artigo 11) do GRL Final Report.

terça-feira, outubro 25, 2005

domingo, outubro 23, 2005

Crash: nada é simples, tudo é complexo

"Crash" (Colisão) é um grande filme. Atenção não confundir com um antigo mau filme do excelente David Cronenberg. "Crash" é um filme do canadiano Paul Haggis, um dos argumentistas de "Million Dollar Baby" (que é um argumento menor comparado com este Crash), vencedor do Festival de Cinema Americano de Deauville, em França. Leram bem: Festival de Cinema Americano em França. É a excepção cultural francesa a funcionar como abono de família do cinema americano moderno e independente.

Não tenciono escrever muito sobre "Crash". O importante é ir vê-lo. Direi apenas que quando saí do cinema me ocorreu uma transposição da Lei de Lavoisier ("nada se cria, tudo se transforma") para este "Crash": "nada é simples, tudo é complexo" nas relações humanas. Nada daquelas tretas que dividem o mundo entre o bem e o mal. Convém acrescentar que "Crash" é um filme universal, aplicável em todo o lado onde há mistura de culturas, povos, costumes, etc. Não é um simples filme sobre o racismo e a sociedade americana, exceptuando os pormenores relacionados com as armas que dificilmente ocorreriam noutros países do mundo. Mas sobre isso já Michael Moore disse tudo.

Filme Klepsýdra ***** (5 estrelas)


Ler outra opinião na Linha dos Nodos

O velho e manhoso Partido Comunista

O Partido Comunista no seu pior é isto. O BE teve a iniciativa de organizar a petição que permitiu relançar o processo de organização de um novo referendo. Só porque foi o BE a tomar a iniciativa o PC não quis participar na petição. O PS participou. O PC guardou a amargura de ficar de fora voluntariamente de algo que gostariam de ter organizado, para momentos como este, para despejar o seu velho veneno de artimanhas doentias. Na Checoslováquia foi assim, na Hungria assim foi, na URSS o sangue que escorreu à custa de artimanhas deste tipo não foi brincadeira nenhuma.

sábado, outubro 22, 2005

Sábado em Coimbra XXIV: não gosto do Tropical!

Não gosto do Tropical.
O problema é que alguns dos meus melhores amigos adoram ir ao Tropical. Mas, como valorizo mais a companhia dos meus amigos do que o "território" onde tenho o privilégio de com eles conviver, acabo também por ir ao Tropical... Aquele urinol-café...
O Tropical para os que não conhecem é um café normal, tão normal que se enjoa três microsegundos após se ter lá metido os pés. E digo normal no mau sentido. É o típico café portuga que é uma tasca, mas tem a mania que é café. Atenção, eu adoro tascas, mas gosto de tascas assumidas, as que cheiram a vinho ou aquelas em que as paredes nos contam histórias. O tropical é daqueles cafés que tem peças de mobiliário de cada "nação": mesas da superbock na rua e mesas de imitação de mármore no interior, um balcão tipo fuselagem das carruagens da CP, um frigorífico expositor colossal bastante manhoso e umas prateleiras espelhadas onde desfila uma selecção criteriosamente aleatória de garrafas de bebidas que ninguém bebe. No Tropical bebe-se sobretudo cerveja, só que a melhor cerveja que se pode beber no Tropical, desde que deixaram de vender a Onyx, é a Superbock de garrafa normal. A partir daqui é de mijo para baixo! Aliás, assim que entro no Tropical e contemplo aquelas mesas completamente encharcadas cheias de garrafas, fico com a sensação que houve ali um concurso de pontaria de mijadelas aos gargalos das garrafas. Os rótulos onde se pode ler "Sagres" só pioram o cenário, sendo esta a marca nacional por excelência de urina sintética.
Só que a clientela do Tropical conhece-se, o local serve como ponto de encontro e convida à preguicite, aquilo tem uma certa aura para certos sectores dos noctívagos de Coimbra e a coisa acaba por funcionar também por um certo comodismo e falta de exigência do comum Portuga. E eu lá tenho que gramar aquilo de vez em quando, com muito pouca paciência para um certo snobismo velado e muita presunção que infesta aquele local.

Sábado em Coimbra XXIII

quarta-feira, outubro 19, 2005

E=mc2

No Museu da Ciência e da Técnica em Coimbra está a decorrer uma exposição intitulada E=mc2 cujo objectivo é o de experimentar o cruzamento entre a ciência e as artes. A ciência sempre foi um grande catalizador para produzir inovação artística, pelo que é sempre interessante de espreitar a arte que é produzida na "crista da onda". Entre os participantes o nome do António Olaio é para mim um chamariz irrecusável para dar uma saltada ao Museu da Ciência.

terça-feira, outubro 18, 2005

O Festim de Babette

"O Festim de Babette" de Gabriel Axel é um belo filme baseado no romance de Isak Dinesen que nos conta a deliciosa destabilização gerada numa pequena aldeia protestante dinamarquesa pela chegada de Babette, uma cozinheira francesa. A aldeia é dominada por protestantismo pesado e castrador, onde a rotina é valorizada e os desvios a um quotidiano que se quer imutável são vistos como obras do Demo. Escusado será falar dos efeitos que a cozinha parisiense e erótica de Babette provocam na pequena comunidade protestante até ao dia em que Babette decide organizar um grande banquete...

Numa altura em que se tem valorizado tanto a cultura protestante por motivos ideológicos, convém não esquecer a outra face da moeda, é o que "O Festim de Babette" nos mostra.
O recente filme "Chocolat" com Juliette Binoche e Johnny Depp, baseado num livro de Joanne Harris, leva-me a pensar que Joanne Harris deveria ter pago direitos de autor a alguém tal é a semelhança com "O festim de Babette" de Isak Dinesen.

domingo, outubro 16, 2005

Noite Einstein no Canal ARTE

Para quem tem o excelente canal ARTE, a não perder a soirée Thema sobre Albert Einstein (a partir das 19.40). Está disponível um pequeno filme-anúncio que deixa antever a qualidade dos programas da Noite Einstein.

sexta-feira, outubro 14, 2005

É o petróleo, estúpido!

Este é um excelente artigo (aqui apenas extrato) de Jeremy Rifkin publicado ontem no Le Soir, intitulado "Survivre à la crise énergétique", que vale bem o custo de aquisição via net. Trata-se de uma boa reflexão sobre o problema energético do planeta, onde o autor não coíbe de deixar uma pequena provocação à política energética levada a cabo nos últimos anos pelo seu país:

"Un jour, le président Clinton avait forgé une expression: "C'est l'économie, idiot!". Ce que nous commençons à comprendre maintenant, c'est que l'économie est largement dérivée du pétrole. En d'autres termes: "C'est le pétrole, idiot!""

quinta-feira, outubro 13, 2005

Feiticeiros e Cientistas

Georges Charpak (prémio Nobel da Física em 1992) e Henri Broch (director do Laboratório de Zetética, Nice) são os autores deste interessantíssimo livro "Feiticeiros e Cientistas" que aborda do avesso o tema da charlatanice científica. Em geral, o tema é abordado partindo de uma base científica, seguindo-se o desmontar, um por um, dos argumentos do charlatão. No entanto, Charpack e Broch colocam-nos primeiro na pele do charlatão, ensinam-nos as bases de qualquer aprendiz de feiticeiro, percebendo como agem, como actuam para obter o efeito desejado e depois de nos terem atribuído o "diploma" de feiticeiro podemos perceber como a ciência pode ser utilizada para as piores causas, o que melhora a percepção das artimanhas.
Este é um livro que considero essencial para todos os tipos de leitores, é um livro que nos ajuda a apurar o cepticismo. Muitos das ideias e artimanhas analisadas fazem parte do nosso quotidiano quando desempenhamos o papel de consumidores, de alunos, de eleitores, de espectadores, de ouvintes, de leitores, de cidadãos, etc.

Os sonhos premonitórios
Ao longo do "curso de feiticeiro" de Charpak e Broch assimilamos uma série de truques recorrentemente utilizados pelos que mais praticam a charlatanice nos dias que correm (astrólogos, numerologistas, gurus de seitas exóticas, alguns políticos, alguns meios de comunicação, etc.). Um dos truques mais importantes é a excessiva valorização de acontecimentos positivos (ou o desprezo excessivo pelos acontecimentos negativos). Um exemplo muito comum é o dos sonhos premonitórios. Já toda a gente conheceu alguém que acha que tem um dom especial só porque previu um ou outro acontecimento importante durante um sonho. Ora acontece que sonhamos sempre que dormirmos bem. Se contarmos todas as noites dormidas desde os 6 anos de idade (altura em que já nos lembramos do que fizemos) até aos 70 anos de idade (idade perto da esperança média de vida) obtemos 23360 noites. Mesmo que não tenhamos dormido bem muitas noites, uma pessoa de 70 anos deve ter tido cerca de 20 mil sonhos e uma de 35 anos cerca de metade (~10 mil sonhos). Ora, o que é de facto improvável ao fim de cerca de 10 mil sonhos de um trintão é que nenhum desses sonhos tenha sido premonitório. Sonhamos tantas vezes sobre factos importantes do nosso quotidiano que é muito pouco provável que por uma vez o conteúdo do sonho não coincidir com um ou outro detalhe da nossa vida. Ou seja, é mais provável ter um ou vários sonhos premonitórios na vida que ter zero sonhos premonitórios. O problema é que o nosso narcisismo é mais forte do que nós e valorizamos mais um sonho em 10 mil em que acertámos numa previsão do que os outros 9 999 em que não acertámos em nada.
Eu próprio já tive sonhos que coincidiram com acontecimentos posteriores (o leitor muito provavelmente também) e não é por isso que considero os meus sonhos premonitórios. Até já me aconteceu algo mais engraçado. Quando era estudante, após uma noite a resolver problemas, deitei-me cansado deixando um problema a meio. Durante o sonho voltei ao problema e ocorreu-me um detalhe que ajudava a chegar à solução. Assim que acordei, resolvi o problema... Até hoje ainda não comprei um chapéu à Merlin!

quarta-feira, outubro 12, 2005

A fiabilidade dos foguetões

A foto ao lado (sítio ESA) mostra o lançamento do Cryosat pelo foguetão Rockot. A queda do Rockot alguns momentos depois representou o primeiro falhanço deste tipo de lançador. Eis a fiabilidade dos foguetões:

Atlas 2 (EUA): 100%
Delta 2 (EUA): 98%
Ariane 4 (F): 97%
Soyouz-U (RUS): 97%
Rockot (RUS): 88%
Ariane 5 (F): 82%

terça-feira, outubro 11, 2005

As consequências da Mão Invisível no Lago Vitória

O filme (documentário) "Darwin's Nightmare" conta a história da exploração da perca do Nilo no Lago Vitória na Tanzânia. Na cidade retratada no filme onde se desenvolve a indústria de pesca da Perca do Nilo não existe socialismo, não existe rendimento mínimo garantido, não existe protecção social de qualquer tipo. Mas, existe criação de riqueza, economia de mercado totalmente livre, portanto o Estado Mínimo e o liberalismo mais radical no seu esplendor. Ironicamente, neste lugar onde circulam por dia centenas de toneladas de peixe, onde existe uma indústria próspera de produção de peixe, existe também a fome, a miséria, a SIDA, a prostituição, a toxicodependência, a corrupção e onde existe ainda, a mistura do antigo com o novo e do tradicional com o moderno feita da pior maneira possível e um desequilíbrio ecológico de proporções gigantescas nas águas do lago. O filme mostra ainda que os mesmos aviões que transportam o peixe para a Europa, para um supermercado perto de si, são os mesmos que transportam armas para o Lago Vitória e para outros destinos de passagem por ali. Ficamos a perceber que a Mão Invisível trouxe riqueza aos Indianos que exploram as fábricas de peixe, aos Russos que transportam a Perca nos seus aviões, aos Europeus que vendem a Perca do Nilo nos seus supermercados, mas para quem mora ali à beira do Lago Vitória não se passa da cepa torta. A única riqueza que fica por ali são os magros salários de alguns pescadores e dos empregados das fábricas de transformação de peixe e os dólares gastos nas prostitutas pelos pilotos dos aviões.

Este "Darwin's Nightmare" é apenas um exemplo dos efeitos nefastos da Mão Invisível, tal como afirma o seu realizador, o austríaco Hubert Sauper, "I could make the same kind of movie in Sierra Leone, only the fish would be diamonds, in Honduras, bananas, and in Libya, Nigeria or Angola, crude oil"

São Karol Wojtyla?
Para os admiradores de Karol Wojtyla, os que acham que ele deveria ter sido prémio Nobel da Paz ou Santo, recomendo especialmente a cena de "Darwin's Nightmare" em que um pastor católico que lida com as populações do Lago profere algumas palavras sobre a SIDA, o uso de preservativo e o pecado...

sábado, outubro 08, 2005

Palancas!!


(foto do sítio da FIFA)

Grandes Palancas Negras! O golo do Akwa, um ex-jogador aqui da nossa Académica, deve ter tido o efeito de uma bomba de alegria esfuziante. Eu imagino a festa de arromba em Angola...
Agora já tenho uma selecção para apoiar no Mundial, enquanto o Pinochet Scolari & sus muchachos (Ricardo e Quim) continuarem a resgatar aquilo que já foi a selecção nacional, ou seja o grupo de melhores jogadores nacionais.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Amigos socialistas não votem em Vítor Batista

Tenho pena pelos meus amigos socialistas de Coimbra, mas o candidato que o PS lhes propôs para estas autárquicas é demasiado mau para ser verdade. O candidato Vítor Batista é daqueles homens que não deveria estar na política, deveria estar a fazer outra coisa qualquer, menos política! É confrangedor para o PS Coimbra que tem tantos académicos brilhantes, profissionais liberais, empresários e artistas de valor na cidade, apresentar um cromo como Vítor Batista. Um cromo, repito-o. Cromo é a melhor palavra que me ocorre para definir uma pessoa como Vítor Batista, porque os cromos quando são medíocres não se dão conta que são medíocres e até se julgam bons, é caso de Vítor Batista, o homem não se toca. O homem tem graves lacunas no português falado, na articulação de um discurso de ideias, tem uma fraca cultura geral, ignora muita, muita coisa, é mal educado e violento e o pior é que tudo isto acumula com muita arrogância e um péssimo sentido de humor. Ouvi-o num debate a gozar com um estudante que o interpelou sobre um assunto dizendo que ele deveria ter tido um "dezito na Específica". Eu tenho a certeza que se o Vítor Batista fizesse as específicas como elas são hoje não conseguiria 10 nem numa escala de 0 a 100.

Infelizmente, através de candidatura de Vítor Batista percebemos que este cocktail de mediocridade funciona na política interna dos partidos em Portugal. Os políticos mais violentos e mais mal educados, à custa de "empurrões" e do nojo que causam aos outros militantes do partido acabam por conseguir frequentemente lugar de destaque.

Amigos socialistas, lembram-se do exemplo recente dado por uma boa parte dos simpatizantes do PSD? Muitos deles conscientes de uma vitória do PS, preferiram não votar ou votar noutro partido que votar em Santana Lopes. Em Coimbra deveria passar-se a mesma coisa. À vossa esquerda têm aquela que é melhor candidata (apesar de não ter hipóteses de ganhar), a Marisa Matias do BE. Para os socialistas que se sentem mais próximos do PSD que do BE, porque não votar em Encarnação (votar CDU em Coimbra é basicamente o mesmo que votar PSD)? Um péssimo resultado de Vítor Batista seria uma boa forma de mostrar que Coimbra rejeita candidaturas de proto-caciques de muito baixo nível.

terça-feira, outubro 04, 2005

Comme beaucoup de messieurs

N: Quand je t'ai connu
V: Tu citais Boris Vian, Camus
V: Le nez dans tes songbooks
N: Et toi qui te prenais pour Zouc
N V: Ensuite on a vielli
V: Tu t'es durci
N: J'ai vu Alfie
N: Je sais c'est quelque peu brutal
N V: Mais la nature est animale...
N: Et pourtant
N V: Qui ne dit mot consent a la chair
N V: Comme ces couverts offerts dans les Stations Shell
N: Et plus je les caresse plus je me dis que
V: Tu es comme beaucoup de messieurs

V: Neil, t'en souvient-il?
V: Tu disais savoir faire la cour
V: Mais moi
N: Quoi toujours toi?
V: Tu m'enivrais de mots d'amour
N: Plus maintenant car j'ai cede
N: Au style de vie que je lassais
V: A d'autres hommes moins chic que toi
N: Ce genres de types qui suscitent chez les filles des emois
N: Et pourtant
N V: Qui ne dit mot consent a la chair
N V: Comme ces couverts offerts dans les Stations Shell
N: Et plus je les caresse plus je me dis que
N V: Je suis comme beaucoup de messieurs.


Divine Comedy
N- Neil Hannon, V- Valérie Lemercier

Tu cá tu lá com o Nobel da Física

Hoje, depois do anúncio do Nobel da Física, vive-se um ambiente especial aqui no laboratório. Um dos Nobel deste ano, o alemão Theodor Hänsch, colabora com o nosso grupo num projecto de estudo do hidrogénio muónico, tendo publicado 6 trabalhos com alguns dos colegas do laboratório (mas nenhum comigo, buuuáá!!!).

Aqui ficam as referências dos trabalhos para os mais curiosos:
"Powerful fast triggerable 6 mu m laser for the muonic hydrogen 2S-Lamb shift experiment", Optics Communications 253 (4-6): 362-374, 2005

"The muonic hydrogen Lamb-shift experiment" Canadian Journal of Physics 83 (4): 339-349, 2005

"Planar LAAPDs: temperature dependence, performance, and application in low-energy X-ray spectroscopy", Nuclear Instruments & Methods A, 540 (1): 169-179, 2005

"The muonic hydrogen Lamb shift experiment at PSI", Hyperfine Interactions 138 (1-4): 55-60 2001

"Experiment to measure the Lamb shift in muonic hydrogen", Hyperfine Interactions 127 (1-4): 161-166 2000

"Laser spectroscopy of the Lamb shift in muonic hydrogen", Hyperfine Interactions 119 (1-4): 311-315 1999

segunda-feira, outubro 03, 2005

Bragança ida e volta: fogos e catazes foleiros

Durante os mais de 700 km que fiz para ir e voltar de Bragança, para ver o eclipse, assisti sem exagero a 10 fogos, 3 dos quais me deixaram num estado de semi-intoxicação tal era a proximidade.

Quando não eram os fogos que me intoxicavam era a proliferação de cartazes foleiros em tudo o que é freguesia. As novas tecnologias permitem ao mais humilde candidato a descoberta da arte da fotomontagem, no entanto à medida que ía entrando pelas zonas mais inóspitas do país, entre Viseu e V.N. Foz Côa e entre Foz Côa e Bragança, a qualidade da fotomontagem era absolutamente patética (poses dos candidatos tipo equipa de futebol, tipo Três Duques, tipo Men in Black, tipo aparição em Fátima) onde as noções de perspectiva são uma autêntica vergonha comparadas com as obras dos nativos pré-históricos do Vale do Côa. A quantidade de cartazes à beira das estradas era absolutamente pornográfica, destruindo o pouco que restava da paisagem que ainda não tinha sido destruída pelo fogo.

domingo, outubro 02, 2005

Todos os caminhos vão dar a Bragança

Enquanto vou a Bragança e venho, aqui fica o sítio do NUCLIO que reúne informações sobre as actividades que se vão realizar por lá em torno do eclipse e que inclui ligações para sítios que cobrem o evento.